Voo British Midland 092

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Voo British Midland 092
Acidente aéreo
Sumário
Origem Aeroporto Internacional de Londres-Heathrow
Destino Aeroporto Internacional de Belfast
Mortos 47
Feridos 79
Aeronave
Modelo Boeing 737-400
Operador British Midland
Prefixo G-OBME

O voo 92 da British Midland era um voo de passageiros entre Londres e Belfast que caiu ao tentar fazer um pouso de emergência no Aeroporto de East Midlands em 8 de janeiro de 1989, em uma autoestrada perto do aeroporto. 79 pessoas sobreviveram ao acidente e 47 morreram na queda, causada pela falha de um dos motores do Boeing 737-400 e à incorreta percepção da falha por parte da tripulação do voo.

Aeronave e tripulação do voo[editar | editar código-fonte]

A aeronave utilizada no voo 92 era um Boeing 737-400 de propriedade da British Midland.

Os pilotos do voo 92 eram o capitão Kevin Hunt e o primeiro oficial David Mc Clelland.

Pouso de emergência[editar | editar código-fonte]

Depois de sair do Aeroporto de Londres Heathrow, o voo 92 foi ganhando altitude até chegar em 10668 metros, sua altitude de cruzeiro. Neste momento uma peça da turbina do motor esquerdo se despreende, causando uma falha mecânica. Ao mesmo tempo, um barulho forte é ouvido, seguido de bruscas vibrações e cheiro de fumaça entra na cabine de passageiros pelo sistema de ar condicionado. Segundo alguns passageiros que estavam na parte traseira da aeronave, foram observadas fumaça e faíscas saindo do motor esquerdo.

O voo foi desviado para o Aeroporto de East Midlands. Enquanto prosseguia com a descida, o piloto Hunt desativou o piloto automático e solicitou ao co-piloto Mc Clelland que averiguasse qual o motor defeituoso.

"Es el izquierdo. No, el derecho". Disse o co-piloto.

Em versões antigas do Boeing 737 a turbina esquerda era a que administrava energia ao sistema de ar condicionado do avião. Já no 737-400 é diferente. A turbina esquerda fornece energia ao sistema de ar condicionado na parte traseira e na cabine de passageiros, enquanto a turbina direita fazia o mesmo, só que na cabine dos pilotos. O capitão Hunt e o primeiro oficial Mc Clelland haviam pilotado as versões antigas do 737-400, sem perceber que a aeronave atual (que em 1989 tinha apenas 520 horas de voo desde que chegou à British Midland, dois meses antes) era diferente.

A fumaça na cabine os fez assumir que a falha estava no motor direito, fazendo com que optassem por desligar este motor e não o motor que realmente estava com problemas, que era o motor esquerdo. Não tinham como confirmar visualmente os motores defeituosos e a tripulação na cabine de passageiros não perceberam a fumaça e o fogo no motor esquerdo.

A 800 metros da pista de pouso, o avião caiu em um terreno partindo-se em três pedaços. Dos 128 passageiros, 39 morreram instantaneamente e 8 morreram dias depois, totalizando 47 mortos. 74 pessoas ficaram gravemente feridas e apenas 5 com pequenas escoriações.

Investigação da AAIB[editar | editar código-fonte]

O informe oficial do voo 92 fez recomendações de segurança, entre as quais:

  • A análise das lesões sofridas pelos passageiros levou a consideráveis melhoras na segurança das aeronaves e nas instruções de segurança a bordo.
  • Os pilotos do voo 92 da British Midland foram demitidos da empresa depois de várias críticas em relação às ações que tomaram durante o voo.

Documentários[editar | editar código-fonte]

Referências Externas[editar | editar código-fonte]