Voo Delta Air Lines 191

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Voo Delta Air Lines 191
Acidente aéreo
Restos do avião
Sumário
Data 2 de agosto de 1985
Causa Perda de controle, devido a erro do piloto ao levar a aeronave de encontro com um microburst (turbilhão de vento)
Local Aeroporto Internacional de Dallas/Fort Worth
Coordenadas 32° 55′ 06″ N, 97° 01′ 25″ O
Origem Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood
Escala Aeroporto Internacional de Dallas/Fort Worth
Destino Aeroporto Internacional de Los Angeles
Passageiros 152
Tripulantes 11
Mortos 137 (1 em solo)
Feridos 28 (1 em solo)
Sobreviventes 27
Aeronave
Modelo Lockheed L-1011-385-1 TriStar
Operador Delta Air Lines
Prefixo N726DA
Primeiro voo 1979

O voo Delta Air Lines 191 era uma rota aérea regular doméstica entre Fort Lauderdale e Los Angeles, com uma escala no aeroporto de Dallas/Fort Worth. Na tarde de 2 de agosto de 1985, o Lockheed L-1011 TriStar que operava a rota encontrou-se com um turbilhão de vento, conhecido como "microbust", enquanto se aproximava ao aeroporto de Dallas/Fort Worth. O avião chocou-se contra o solo a uma milha da pista, golpeando um carro perto do aeroporto, e então chocou-se com dois tanques de água. O acidente matou 137 pessoas e feriu 28. O Conselho Nacional de Segurança no Transporte (inglês: National Transportaion Safety Board; NTSB) determinou que o acidente ocorreu com erro do piloto ao interpretar erroneamente, informações meteorológicas sobre a ocorrência de tesouras de vento, na forma de "microbust", associada à incapacidade dos radares da época. Os gravadores de voz e dados da aeronave, quando analisados pelo NTSB, confirmaram a perda de controle das aeronaves pelos pilotos.

Avião[editar | editar código-fonte]

N726DA, a aeronave envolvida no acidente, fotografada no Aeroporto Internacional Pierre Elliott Trudeau de Montréal em julho de 1984.

O avião era um Lockheed L-1011-385-1 TriStar com prefixo N726DA.[1] Fora entregue a Delta o 28 de fevereiro de 1979, e a companhia aérea a opera continuamente desde aquela data.[1] A aeronave estava equipada com três motores Rolls-Royce RB211-22B.

Tripulação[editar | editar código-fonte]

No vôo 191, havia três tripulantes no cockpit e oito comissários de bordo na cabine de passageiros.

O capitão era Edward N. Connors, de 57 anos, que levava em Delta Air Lines desde 1954. Fora qualificado como capitão do TriStar em 1979 e tinha aprovadas as suas provas de competência.[1] O relatório da NTSB menciona que outra tripulação que voara com Connors antes do acidente descrever como um piloto meticuloso que seguia estrictamente as políticas da companhia.[1] O relatório também dizia que Connors "desviava das tormentas ainda que outros voos tomassem rotas mais directas" e "aceitava voluntariamente as sugestões da sua tripulação". Desde a sua qualificação em 1979, Connors aprovara as oito inspecções em rota que realizara, e o relatório da NTSB destaca que recebera "comentários favoráveis" no que diz respeito à "disciplina e padronização do cockpit".[1] Connors tinha mais de 29,300 horas de voo, 3,000 delas no TriStar.[1]

O primeiro oficial do voo era Rudolph P. Price Jr, de 42 anos.[1] Capitães de Delta que voaram com Price descreveu-o como um "primeiro oficial acima da média" que tinha um "excelente conhecimento" do TriStar.[1] Price acumulava 6,500 horas de voo, incluídas 1,200 no TriStar.[1] O engenheiro de voo era Nick N. Nassick, de 43 anos, que tinha 6,500 horas de voo, incluídas 4,500 no TriStar.[1][2][3] Colegas em Delta descreveu-o como "observador, em alerta, e profissional".[1]

Havia oito assistentes de voo a bordo do avião: Frances Alford, Jenny Amatulli, Freida Artz, Vicki Chavis, Diane Johnson, Alyson Lee, Joan Modzelewski e Wendy Robinson. Amatulli, Chavis, e Robinson foram os únicos membros da tripulação que sobreviveram.[1]

Notas[editar | editar código-fonte]

Referências