Voo Germanwings 9525

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Voo Germanwings 9525
Acidente aéreo
A aeronave envolvida no acidente, um Airbus A320 (D-AIPX) da Germanwings na aproximação final no aeroporto de Barcelona, 8 de junho de 2014.
Sumário
Data 24 de março de 2015 (2 anos)
Causa Erro humano, violação intencional de procedimentos ou normas[1][2]
Local França Alpes-de-Haute-Provence, domínio da comuna de Prads-Haute-Bléone, Alpes franceses
Coordenadas 44° 16' 55" N 6° 26' 25" E
Origem Aeroporto de Barcelona-El Prat
Destino Aeroporto de Düsseldorf
Passageiros 144
Tripulantes 6
Mortos 150
Sobreviventes nenhum[3]
Aeronave
Modelo Airbus A320-211
Operador Alemanha Germanwings
Prefixo D-AIPX

Voo Germanwings 9525 (ICAO: GWI 18G)[4] foi uma rota comercial internacional, operada pela Germanwings, subsidiária low cost da Lufthansa, utilizando um Airbus A320-211, partindo do Aeroporto de Barcelona-El Prat, com destino ao Aeroporto de Düsseldorf. Em 24 de março de 2015, o avião caiu a cem quilômetros a noroeste de Nice nos Alpes Franceses. Todos os 144 passageiros e seis membros da tripulação foram mortos. O acidente foi causado intencionalmente pelo copiloto Andreas Lubitz, que já havia sido tratado por tendências suicidas, porém não informou à companhia sobre isso. Pouco após chegar à altitude de cruzeiro, enquanto o comandante estava fora do cockpit, ele trancou a porta e iniciou uma descida controlada até que o avião se chocou contra os Alpes.

Em resposta ao incidente e as circunstâncias do envolvimento de Lubitz, as autoridades da aviação de alguns países implementaram medidas que exigem a presença dos dois pilotos no cockpit a todo momento.[5][6][7] Três dias após o acidente, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação emitiu uma recomendação temporária para que as companhias aéreas obriguem que pelo menos dois membros da tripulação, incluindo ao menos um piloto, ficassem no cockpit durante todo o voo. Várias companhias aéreas anunciaram que também adotaram políticas similares voluntariamente.[8][9][10]

Aeronave[editar | editar código-fonte]

A aeronave era um Airbus A320, registrado como D-AIPX, entrou em serviço em 29 de novembro de 1990, pela Lufthansa. Foi entregue à Germanwings em 2003, devolvido à Lufthansa em 2004 e re-incorporado à Germanwings a 31 de janeiro de 2014.[11]

A aeronave havia acumulado cerca de 58 300 horas de voo em 46 700 voos.[12]

Acidente[editar | editar código-fonte]

Trajetória do voo

No dia 24 de março de 2015, o Airbus A320 de prefixo D-AIPX, operado pela Germanwings foi programado para realizar a rota entre Barcelona, na Espanha e Düsseldorf, na Alemanha. O código identificador do voo para a comunicação com os controladores seria GWI18G.[2] A tripulação era composta de seis membros, sendo piloto, copiloto e quatro atendentes. Havia 144 passageiros a bordo. A mesma tripulação havia realizado o voo de ida, decolando de Düsseldorf às 6:01 (UTC) e pousando em Barcelona às 7:57.

Às 9:00 o avião decolou da pista 07R do aeroporto de Barcelona e às 9:30, com a aeronave em altitude de cruzeiro, 38 000 pés (11 600 metros), foi feito o último contato da tripulação com o controle aéreo. Cerca de um minuto depois, o avião começa a perder altitude progressivamente, em média 3 500 pés (1 070 metros) por minuto. Pouco depois das 9:34, a altitude era de 25 100 pés (7 650 metros). Com pouco mais de 41 minutos de voo, o avião desaparece dos radares. Durante todo o tempo de voo, a tripulação não relatou nenhuma anormalidade. A combinação de perda de contato por rádio e a queda repentina da aeronave, levaram os controladores a emitir um alerta de perigo, disse um porta-voz da Diretoria Geral de Aviação Civil francesa (DGAC).[13] A aeronave caiu em uma área remota da comuna de Prads-Haute-Bléone, Alpes-de-Haute-Provence, cerca de cem quilômetros a noroeste de Nice.[14][15] O site de rastreamento de voo Flightradar24 mostrou uma descida de 16 600 pés (5 060 metros) durante os oito minutos finais do voo.[16] O contato com o radar foi perdido às 9:41:06 UTC.[2] No momento, a aeronave estava voando a uma altitude de 6 800 pés (2 070 metros).[17]

A polícia e a Sécurité Civile enviaram helicópteros para localizar os destroços.[18][19] Quando foi encontrado o local de impacto, soube-se que o avião havia se desintegrado, com o maior pedaço dos destroços sendo "do tamanho de um carro".[20] De acordo com o primeiro-ministro francês Manuel Valls, a tripulação de um helicóptero, que pousou perto do local do acidente confirmou que não houve sobreviventes.[21] A equipe de busca e salvamento informou que a área em que estavam os destroços era de 2 quilômetros quadrados (0,772 milhas quadradas).[22][23]

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]

Fonte: Relatório preliminar da agência BEA[2]

Tempo decorrido
(HH:MM)
Hora Evento
UTC CET
(UTC+1)
UTC-3
-00:09 08:52 09:52 05:52 Primeira posição no Flightradar24
00:00 09:00 10:00 06:00 Decolagem de Barcelona [2][24]
00:15:53 09:15:53 10:15:53 06:15:53 Sons semelhantes aos de abertura e em seguida fechamento da porta da cabine de comando. Momento em que um comissário de bordo deixa a cabine.
00:27:20 09:27:20 10:27:20 06:27:20 O avião atinge altitude de cruzeiro (38 000 pés (11 600 metros))
00:30:00 09:30:00 10:30:00 06:30:00 O comandante informa ao controlador estar tomando o rumo do ponto de controle "IRMAR" ("Direct IRMAR Merci Germanwings one eight Golf").[nota 1] Este foi o último contato entre a tripulação e os controladores.
00:30:08 09:30:08 10:30:08 06:30:08 O comandante comunica ao copiloto que estava deixando a cabine de comando e pediu-lhe para assumir as comunicações por rádio.
00:30:13 09:30:13 10:30:13 06:30:13 Sons de movimento do assento do piloto.
00:30:24 09:30:24 10:30:24 06:30:24 Sons de abertura e em seguida fechamento da porta da cabine de comando. Momento em que o comandante saiu da cabine.
00:30:53 09:30:53 10:30:53 06:30:53 O controle de altitude é alterado no FCU (Flight Control Unit) de 38 mil pés para cem pés. Em seguida, a auto potência é ajustada para o modo desativado e o piloto automático é ajustado para o modo "OPEN DESCENT Mode", em que o piloto automático atua sobre a atitude da aeronave para alcançar e manter a velocidade alvo, mantendo a orientação do avião em relação ao plano vertical.[2]pg.19 (1.5.6) O avião começa a perder altitude e os motores reduzem a sua rotação.
00:31:37 09:31:37 10:31:37 06:31:37 Sons de movimento do assento do piloto.
00:33:47 09:33:47 10:33:47 06:33:47 Como a velocidade de queda aumenta para em média 3 500 pés (1 070 metros) por minuto, o controlador pediu à tripulação para verificar os dados, não obtendo resposta. O avião estava neste momento a uma altitude de 30 000 pés (9 140 metros), em descida. Durante os trinta segundos seguintes, o controlador tentou contato com a tripulação por duas vezes, sem qualquer resposta.
00:34:31 09:34:31 10:34:31 06:34:31 Por estar a porta da cabine de comando travada por dentro, é solicitado o acesso à cabine, sendo registrado o sinal sonoro desta solicitação.
00:34:38 09:34:38 10:34:38 06:34:38 O controlador tenta novo contato com a tripulação, sem sucesso.
00:34:47 09:34:47 10:34:47 06:34:47 O centro de controle de Marselha tenta contato com a tripulação, também sem resposta. A altitude é de 25 100 pés (7 650 metros), em descida.
00:35:03 09:35:03 10:35:03 06:35:03 O controle de velocidade é aumentado para 350 nós (649 km/h), permanecendo com este ajuste até o final do voo.
00:39:27 09:39:27 10:39:27 06:39:27 Desde 09:35:04 até este instante, o interfone foi acionado por quatro vezes, solicitando acesso à cabine de comando, sem resposta. Entre 09:35:32 e 09:39:02, foram registrados por seis vezes, sons como de socos na porta da cabine e depois golpes mais violentos. Entre 09:37:11 e 09:40:48, foram registradas vozes "abafadas" por várias vezes. Às 09:37:13 uma voz "abafada" pede para a porta ser aberta. Neste período foram feitas outras tentativas de contato do Controle de Marselha, da Força Aérea da França e de outra aeronave, sem resposta.
00:40:41 09:40:41 10:40:41 06:40:41 Início de sinal sonoro de alerta de baixa altitude, que continua até o final do voo.
00:41:06 09:41:06 10:41:06 06:41:06 Fim da gravação, momento do impacto.[2][17]

Passageiros e tripulação[editar | editar código-fonte]

Passageiros por nacionalidade[25]
Nacionalidade
 Alemanha 72 [26][27]
Flag of Spain.svg Espanha 52 [28][29]
 Argentina 3[30]
 Estados Unidos 3[31]
 Austrália 2[32]
 Reino Unido 2[33]
 Irão 2[34]
 Colômbia 2[35]
 Venezuela 2 [36][37]
 Bélgica 1[37]
 Japão 2[38]
Marrocos Marrocos 2[39]
 México 2[40]
 Dinamarca 1[41]
 Países Baixos 1[42]
 Israel 1[43]

Havia 144 passageiros, dois pilotos e quatro tripulantes a bordo da aeronave, pessoas de pelo menos 18 países, principalmente Alemanha e Espanha.[44] A contagem inicial foi confundido por conta de casos de cidadania múltipla.[45] Foram encontrados pedaços dos corpos de todas as 150 vítimas.[46]

Tripulação[editar | editar código-fonte]

O piloto em comando, o capitão Patrick Sondenheimer de 34 anos de idade,[47] tinha dez anos de experiência de voo (6 000 horas de voo)[48] e já tinha trabalhado com A320s da Germanwings, Lufthansa e Condor.[49][50]

O copiloto Andreas Lubitz, de 27 anos de idade,[51][52] tinha 630 horas de voo de experiência.[53] Lubitz interrompeu seu treinamento de voo por vários meses e informou a Escola de Voo e Formação de Pilotos em 2009 sobre um "episódio anterior de depressão grave".[54][55][56] Em 30 de março, os investigadores em Düsseldorf disseram que Lubitz tinha sido tratado por conta de tendências suicidas vários anos antes de se tornar piloto.[57]

Passageiros[editar | editar código-fonte]

Entre os passageiros estavam dezesseis estudantes e dois professores da escola de ensino médio Joseph-König-Gymnasium de Haltern am See, Renânia do Norte-Vestfália. Eles estavam a caminho de casa depois de um intercâmbio estudantil com o Instituto Giola em Llinars del Vallès, Barcelona, Espanha.[58] O prefeito de Haltern, Bodo Klimpel, descreveu o episódio como "o dia mais negro da história da cidade".[59]

O baixo-barítono Oleg Bryjak e a contralto Maria Radner, cantores da Deutsche Oper am Rhein, também estavam no voo.[60][61]

Investigação[editar | editar código-fonte]

Maciço dos Três Bispos, o local do impacto.

A órgão responsável pela investigação de acidentes na aviação civil francesa, Bureau d'Enquêtes et d'Analyses pour la Sécurité de l'Aviation Civile (BEA), iniciou uma investigação, acompanhado por seu homólogo alemão, a German Federal Bureau of Aircraft Accidents Investigation (BFU).[62]

No dia 24 de março, o BEA enviou sete investigadores ao local do acidente, acompanhados por representantes da Airbus e CFM International. O BEA informou na ocasião que iria realizar uma conferência de imprensa em 25 de março.[62]

Uma das caixas pretas, que registra os dados de voz na cabine de comando, foi encontrada pela equipe de salvamento no mesmo dia do acidente.[63][64] Uma semana depois foi encontrada a segunda caixa preta, que registra os parâmetros de voo.[65]

Relatório preliminar[editar | editar código-fonte]

Em maio de 2015, o BEA publicou um relatório preliminar com o resultado das investigações confirmando que, durante a fase de cruzeiro, o copiloto ficou sozinho na cabine de comando, travou a porta e, intencionalmente, alterou a programação do piloto automático para dar instruções ao avião para que reduzisse sua altitude até colidir com o terreno. O copiloto não abriu a porta da cabine durante a descida, apesar dos pedidos de acesso feitos através do comando sonoro de acesso, do interfone da cabine e de impactos na porta. Sons de respiração foram registrados na gravação de voz da cabine até alguns segundos antes do fim do voo, por conseguinte, atribuídos ao copiloto.[2]pg.28–29

Responsabilidade[editar | editar código-fonte]

Andreas Lubitz, o copiloto que derrubou a aeronave propositalmente, trancando-se sozinho na cabine de comando.

Andreas Günter Lubitz, nascido em 1987 na cidade alemã de Montabaur,[66][67][68] copiloto do voo, foi apontado como o responsável pelo acidente, operando de forma deliberada os controles para aumentar a velocidade e reduzir a altitude do avião, segundo as investigações.[69][70]

As investigações iniciais, principalmente a leitura das gravações do registrador de voz e posteriormente a leitura dos dados de voo, levaram à conclusão que Andreas derrubou intencionalmente a aeronave, trancando-se sozinho na cabine de comando,[71] que foi confirmado posteriormente no relatório preliminar publicado pelo BEA.[2]

Formado na escola de voo da Lufthansa, foi contratado pela Germanwings em setembro de 2013.[72][73][74]

Tinha 27 anos e vivia com os pais em Montabaur, tendo também um apartamento em Düsseldorf.[75] Não lhe eram conhecidas ligações a movimentos terroristas,[76] sendo descrito por vizinhos e familiares como um indivíduo simpático e acessível.[77]

Sabe-se que a sua experiência de voo não era muita. Tinha apenas 630 horas de voo e estava ao serviço da Germanwings desde setembro de 2013.[78]

Repercussão[editar | editar código-fonte]

Política[editar | editar código-fonte]

  •  França: O ministro do interior francês Bernard Cazeneuve observou que, devido à "violência do impacto" havia "pouca esperança" que sobreviventes fossem encontrados,[79] enquanto o presidente francês, François Hollande chamou o acidente de "uma tragédia". O primeiro-ministro Manuel Valls despachou o ministro do interior Bernard Cazeneuve para o local, para definir se havia uma célula ministerial para coordenar o incidente.[22]
Bandeiras da Germanwings hasteadas a meio mastro.

Comercial[editar | editar código-fonte]

O chefe executivo da Lufthansa Carsten Spohr anunciou planos para visitar o local do acidente e chamou a data um "dia negro para a Lufthansa". A Germanwings, a companhia operadora da aeronave envolvida no acidente, relatou interrupções aéreas ocasionais dentro de sua rede de rotas, devido a membros da tripulação decidirem não operar aeronaves após o acidente. Como resultado, alguns voos tiveram de ser cancelados.[90] Em 25 de março, a empresa aposentou o número do voo 4U9525, mudando-o para 4U9441. O número do voo de saída (Dusseldorf — Barcelona) também foi alterado de 4U9524 para 4U9440.[91][92]

Regulatória[editar | editar código-fonte]

Em resposta ao incidente e as circunstâncias do envolvimento da Andreas, autoridades de aviação no Canadá, Nova Zelândia, Alemanha e Austrália implementaram novas regulamentações que exigem duas pessoas estarem presentes na cabine de comando durante todo o voo.[93] Enquanto algumas companhias aéreas europeias já exigiam isso por política, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação, recomendou que as mudanças similares devem ser introduzidas.[94] Em Portugal, o INAC emitiu uma diretiva de navegabilidade que torna obrigatória a existência de dois tripulantes em simultâneo na cabine de comando. A diretiva, que foi publicada no dia 27 de março, aplicou-se a todas as companhias aéreas sediadas em Portugal e teve efeitos imediatos.[95]

Reação de outras companhias aéreas[editar | editar código-fonte]

Após a queda do Airbus A320 da Germanwings, pelo menos sete companhias aéreas anunciaram no dia 26 de março, que mudariam os procedimentos para que fosse garantida a permanência na cabine de comando de ao menos dois membros de sua tripulação durante todo o tempo de voo. A medida é uma resposta à suspeita, de que o co-piloto tenha trancado a porta da cabine, durante a ausência do piloto.[96] No Brasil, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) também passou a recomendar que as companhias aéreas passem a manter duas pessoas na cabine de comando do avião em "todos os momentos do voo".[97]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Flight Operations Briefing Notes - Human Performance - Error Management» (PDF) (em inglês). Airbus. p. Seção II.1, página 2. Cópia arquivada (PDF) em 7 de abril de 2015 
  2. a b c d e f g h i «Relatório preliminar» (PDF). BEA. 6 de maio de 2015. Consultado em 14 de agosto de 2015. Cópia arquivada (PDF) em 1 de julho de 2015 
  3. «Confirmado: Não há sobreviventes da queda do A320 nos Alpes». Visão. 24 de março de 2015. Consultado em 31 de agosto de 2017. Cópia arquivada em 1 de abril de 2016 
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  15. Germanwings 9525 – 24/3/2015 (em inglês)
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Notas

  1. "one eight Golf" era o código de identificação do voo na comunicação com os controladores (GWI18G)

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