Voo Martinair MP495

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Voo Martinair MP495
Acidente aéreo
PH-MBN in the mid-1980s
Sumário
Data 21 de dezembro de 1992
Causa Microburst
Local Portugal Faro, Portugal
Origem Aeroporto de Amsterdão Schiphol, Países Baixos
Destino Aeroporto de Faro, Portugal
Passageiros 327
Tripulantes 13
Mortos 56
Feridos 106
Sobreviventes 284
Aeronave
Modelo DC-10
Operador Países Baixos Martinair
Prefixo PH-MBN

O voo Martinair MP495 foi um DC-10 da companhia aérea dos Países Baixos, com a matricula PH-MBN, construido em 1975, que se despenhou na pista 11 (agora pista 10) do Aeroporto de Faro, Portugal, em condições atmosféricas bastante severas, a 21 de dezembro de 1992, às 07h33m UTC. O avião transportava 327 passageiros e 13 tripulantes a bordo, principalmente turistas holandeses. Morreram 54 passageiros, 2 tripulantes e 106 pessoas ficaram gravemente feridas. Foi o mais grave acidente aéreo registado em Portugal desde o voo Independent Air 1851 que se despenhou na Ilha de Santa Maria em 1989.

Aproximação e aterragem[editar | editar código-fonte]

A tripulação executou os procedimentos de aterragem VOR/DME à pista 11 (agora pista 10) e quando já sobrevoava a pista, a poucos metros do chão, atravessou um túnel de vento com um fluxo vertical de cima para baixo, semelhante a um pequeno tornado invertido, provocado pela tempestade que se fazia sentir, que era acompanhada de chuva e ventos bastante fortes e nuvens baixas. A visibilidade era quase nula.

A torre de controle informou a tripulação da ocorrência de tempestade próxima do aeroporto e da existência de água na pista. O avião aterrou com uma velocidade vertical excessiva, que excedeu as configurações do fabricante.

A seguir à violenta aterragem, o trem principal de estibordo partiu-se e o tanque de combustível da asa direita explodiu. O DC-10 partiu-se em dois e acabaria por se imobilizar ficando a secção frontal de lado.

Causa[editar | editar código-fonte]

A causa do acidente foi atribuída às más condições atmosféricas, windshear inesperado na fase final de aproximação em conjunto com uma alta taxa de descida, resultando numa aterragem dura excedendo os limites estruturais impostos pelo fabricante. Também contribuiram para o acidente erros da tripulação, especificamente uma redução prematura de potência, e, aparentemente, não terem notado o mode CWS ter sido desligado.

Notas[editar | editar código-fonte]

O acidente provocou uma onda de choque nos Países Baixos, principalmente porque teve lugar apenas 3 meses depois de um Boeing 747 se ter despenhado nesse país, em Bijlmerramp.

O número de vítimas não foi maior devido à rápida intervenção dos serviços de emergência que acorreram de imediato ao local do acidente, nomeadamente dos que evitaram que incêndio tomasse outras dimensões.

Referências[editar | editar código-fonte]