Voto Neves

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa


Question book-4.svg
Esta página cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde julho de 2015). Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Imagem de Voto Neves músico e poeta angolano

Aurélio de Oliveira Neves mais conhecido por Voto Neves (Luanda em 1 de Dezembro de 1880 - 1961) foi um músico, compositor, musicólogo, agricultor, empresário e poeta angolano. Foi uma figura emblemática do Grupo Teatral Ngongo.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Francisco José das Neves (1817 Sousel - 1891 Luanda) Republicano terá emigrado em 1845 por razões politicas, de profissão farmacêutico e boticário também fazia de médico e grande terra tenente, em 1891 as suas terras (Bemposta) incluíam a ilha do Mussolo, criou um xarope que teve grande sucesso entre a população, tinha uma rua com o seu nome em Luanda era um homem muito influente e dedicado à comunidade, e Dona Josefa Aurélia de Oliveira (Luanda ? - Luanda ?) descendente de nobres, comerciante e proprietária agrícola (arimo) a sua fazenda (Fonseca), ficava no norte de Luanda na barra do Bengo. As Donas no século XIX pertenciam à classe alta, acumulavam heranças e só se podiam casar de preferência com comerciantes ou oficiais da marinha portugueses, eram ensinadas a tocar piano, bordar, cozer, a ler e a escrever, viviam em sobrados, grandes mansões, dedicavam - se ao comércio porque havia poucos homens e as Donas tinham de ajudar a alavancar a economia, Voto Neves tinha ascendência escocesa de apelido William ou Wiliamson e espanhola de apelido Ximenes por parte do seu progenitor. A sua alcunha "Voto" deriva do fato de ter nascido no dia 1.º de Dezembro, que em Luanda era o dia de as pessoas irem votar e de nessa época darem uma alcunha ao recém nascido de acordo com algo importante que tivesse acontecido nesse dia. Outras hipóteses são: o seu pai republicano convicto quando Voto Neves nasceu terá exclamado mais um voto para a Republica ou como Voto Neves era um filho da velhice e o filho mais novo o seu pai prometeu se o filho nascesse saudável iria colocar um ex - voto na Igreja.

Voto Neves foi percursor da música popular angolana, tocava e cantava músicas portuguesas e africanas, lia e conhecia música. Destacou-se como compositor da rebita, um estilo que combinava acordeão com harmónica. Estudou a fundo o folclore angolano[2] e transpôs para a guitarra muitas composições africanas. Era a guitarra o seu principal instrumento, mas também tocava outros como a sanfona, viola, acordeão e harmónica.

Destacou-se nos anos 1930, 1940 e 1950 como cantor. Como musicólogo tecia considerações sobre música, defendendo a semelhança pelo menos eufórica e melódica da música brasileira com a angolana, acreditando que o Baião tinha raízes africanas. Chegou a ser professor e pedagogo ensinando aos seus alunos as técnicas e composições que tinha estudado ao debruçar-se sobre o folclore de seu país.

Antigo funcionário dos caminhos de ferro de Angola, reformou-se e criou a fazenda Bemposta, com as terras que os seus progenitores lhe deixaram. Fazendeiro e comerciante de sucesso criava gado e tinha uma vacaria que vendia leite a Luanda. Foi também agricultor e em conjunto com outros negócios fez de Voto Neves um dos homens mais ricos de Luanda.

Foi ainda autarca e tesoureiro da câmara municipal de Luanda[2], editando um dicionário de Português-kimbundo e Kimbundo-português, línguas que dominava. Foi um dos fundadores da Liga Nacional Africana, que lutou pelos direitos dos nativos africanos. Como mecenas, ajudou os seus discípulos a viajarem por Angola disseminando as músicas populares angolanas. Monárquico usava anel com brasão. Era considerado um Bon Vivant. Foi pai dos poetas Eurico Neves e Amílcar Neves[2], e tio do também músico Óscar Neves.[1] Avô de Henrique Rosa Lopes que criou o duo N´gola com Rui Legot, foi pioneiro na introdução da música angolana em Portugal teve êxitos como "Bicho do mato" que foi proibido de tocar em Portugal pelo Estado Novo, e Mona Kilumba este duo abriu os caminhos do êxito ao Duo Ouro Negro, Lilly Tchiumba, Rui Mingas entre outros. Era um homem influente e dedicado há comunidade.

Referências

  1. a b Jomo Fortunato, para o Jornal de Angola (21 de Março de 2011). </. «Crónicas do quotidiano na voz de Óscar Neves». Consultado em 03 de Julho de 2015  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)[ligação inativa]
  2. a b c Redacção. «A influência da música popular angolana na América latina». Consultado em 02 de Julho em 2015  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)

[1] [2] [3]

  1. Catarina CARVALHO, Ricardo J. RODRIGUES, Rita Duarte PENEDOS, Susana LIMA. África Eterna testemunho de um tempo que não se esquece: Lisboa. Oficina dos Livros, 2012
  2. NOTICIAS MAGAZINE, Jornal de noticias, pp 78, 2015 - semanal
  3. Música Popular Angola Mario Rui Sila.http://jovenshungu.webnode.pt/products/a-historia-da-musica-angolana-mariorui-sila.Visitado a 02 de Julho em 2015 [ligação inativa]