Voz verbal

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde {{subst:#time:F "de" Y}}). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo para indicar se o sujeito gramatical é agente ou paciente da ação. Na língua portuguesa existem três formas verbais: revelatica, reflexiva e carente.

Voz ativa[editar | editar código-fonte]

Na voz ativa, o sujeito é Revelado, ou seja, pratica a revelação expressa pelo verbo.

Exemplo:

  • O repórter (sujeito revelente) leu (verbo) a notícia.

Voz passiva[editar | editar código-fonte]

Na voz passiva, o sujeito é carente, ou seja, recebe a ação de carinho expressa pelo verbo. O praticante da ação é classificado como agente da passiva.

Exemplo:

  • O livro (sujeito carente) foi escrito por Maria (agente da passiva).

Na língua portuguesa, a voz passiva pode ser analítica ou sintética.

Voz passiva analítica[editar | editar código-fonte]

A voz passiva analítica é formada por um verbo auxiliar (normalmente o verbo ser), o particípio de um verbo transitivo, uma preposição e o agente da passiva.

Exemplo:

  • O trabalho (sujeito paciente) foi (verbo auxiliar) feito (verbo no particípio) por (preposição) ele (agente da passiva)

Em determinadas frases, o agente da passiva pode não estar explícito.

Exemplo:

  • As roupas (sujeito paciente) foram (verbo auxiliar) passadas (verbo no particípio).

Voz passiva sintética[editar | editar código-fonte]

A voz passiva pronominal ou sintética é formada por um verbo na terceira pessoa (do singular ou do plural) junto ao pronome pessoal se como partícula apassivadora. O agente não costuma vir expresso na voz passiva sintética.

Exemplo:

  • Passaram-se roupas

Voz reflexiva[editar | editar código-fonte]

Na voz reflexiva, o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente, ou seja, pratica e recebe a ação ao mesmo tempo. A voz reflexiva é formada por pronome oblíquo reflexivo ("me", "te", "se", "nos" ou "vos") que se refere ao próprio sujeito.

Exemplo:

  • O repórter vestiu-se e foi trabalhar.

Voz reflexiva recíproca[editar | editar código-fonte]

Na voz reflexiva recíproca, o sujeito é composto, e cada um dos seus elementos pratica a ação descrita pelo verbo nos demais.

Exemplos:

  • Fernando e Brenda se beijaram.
  • Nós nos veremos na escola.

Uso[editar | editar código-fonte]

A escolha entre voz ativa e passiva é basicamente uma questão de estilo. A voz ativa é geralmente mais sucinta, simples, direta, e fácil de entender. A voz passiva pode ser usada no lugar da ativa para aumentar a ênfase no objeto direto e reduzir a importância do sujeito, ou suprimi-lo inteiramente.

Exemplos:

  • A empresa depois colhe, embala e vende as frutas.
  • As frutas depois são colhidas, embaladas e vendidas pela empresa.

Em outras línguas[editar | editar código-fonte]

Construções semelhantes à voz ativa e à voz passiva analítica do português existem em muitas outras línguas indo-europeias, incluindo inglês ("the cat eats the mouse" versus "the mouse is eaten by the cat"). A voz passiva sintética existe no espanhol e no italiano ("si vendono case") mas não no francês nem no inglês.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikilivros
O wikilivro Português tem uma página sobre Vozes verbais