WLCG

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A Worldwide LHC Computing Grid (WLCG) - Grelha de computação mundial para o LHC - é um projecto de colaboração mundial ligando infra-estruturas de centros de computação através o mundo que foi lançado em 2002 para fornecer meios de computação globais para guardar, distribuir e analisar os 15 Petabytes (15 milhões de Gigabytes) previstos anualmente pela exploração do Grande Colisor de Hádrons (LHC) do CERN.

A infra-estrutura criada pela integração de milhares de computadores e sistemas de armazenagem em centenas de centro de dados através do mundo, permite um meio de computação colaborativa nunca vista anteriormente. O WLCG fornece a uma comunidade de mais de 8 000 físicos do mundo inteiro uma acesso quase em tempo-real aos dados do LHC, assim como a capacidade de cálculo para o seu processamento [1] .

Computação em grelha[editar | editar código-fonte]

Em 1999, quando se começou a pensar num sistema de cálculo para análise dos dados do LHC, logo de início se verificou que a capacidade de computação do CERN não poderia, e de maneira nenhuma, responder às necessidades que se começavam a tornar evidente. Ao mesmo tempo via-se que a maior parte dos laboratórios e universidades que colaboravam no LHC, tinha acesso a facilidades de computação regionais ou nacionais, donde a ideia de regrupar essas capacidades dispersas para serem utilizadas como um computador gigante. Com a rápida evolução do trabalho em rede e o aumento da largura de banda.

A partir daí estava criado o caminho a seguir para a Grelha de computação mundial para o LHC. A WLCG baseia-se em duas grades principais [2] :

  • EGI - European Grid Infrastructure, na Europa;
  • OSG - Open Science Grid, nos E.U.A.

Middleware[editar | editar código-fonte]

A WLCG apoia-se na internet para a computação e comunicação mas a característica principal são os novos logiciários expressamente criados para permitir o acesso aos computadores espalhados no mundo. Esses logiciários são chamados de Middleware porque estão a meio do computador e do utilizador. Pode mesmo dizer-se que o que só faltava para que o WLCG existisse era o Middleware [3] e os principais são:

  • EMI - European Middleware Initiative, que englobam; ARC, gLite, UNICORE and dCache,
  • Globus Toolkit, desenvolvido pela Aliança Globus.
  • OMII - Open Middleware Infrastructure Institute
  • Virtual Data Toolkit

Transferência de dados[editar | editar código-fonte]

A troca de dados entre os centros WLCG é gerido pelo Grid File Transfer Service realizado no projecto EGEE, que foi criado para suportar as necessidades especiais da computação em grelha incluindo a autentificação e confidencialidade, a disponibilidade.

A arquitectura é composta por fibra óptica que permite ligações a 10 gigabytes p/s e liga o CERN, o Tier 0 a cada um dos 11 primeiros centros de primeiro nível, os Tier 1, no mundo, sistema que é conhecido por LHCOPN (LHC Optical Private Network) [4] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências