Walden II

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Walden II é um livro de ficção científica escrito pelo psicólogo behaviorista Burrhus Frederic Skinner em 1948.

O romance descreve uma sociedade em que todos os atos humanos seriam planejados e controlados por cientistas e sugere que empreguemos o nosso conhecimento sobre o comportamento humano para criar um ambiente social onde levaremos vidas produtivas e criativas, sem com isso comprometer as possibilidades daqueles que nos seguirão, para que eles possam fazer o mesmo.

Baseando-se na obra Walden de Henry David Thoreau, Skinner parece se opor a ela.   Thoreau, ao refugiar se no lago Walden para levar uma vida de pouco trabalho e muita reflexão, leitura e escrita, como também para distanciar-se do sistema que odiava, levava os teóricos pré socráticos como companhia. Para ele, Sócrates e Platão já traziam os elementos de organização da sociedade que ele rechaçava. O Walden II de Skinner, por sua vez, representa a tentativa de controle absoluto. Por outro lado, pensadores como Adorno e Horkheimer apontam que a sociedade atual tem apresentado sintomas de regressão à barbárie sendo que a barbárie atual se relaciona à administração, à tecnologia e a racionalidade. São exatamente estes os princípios de Walden II.

A obra representa um exemplo paradigmático do que os teóricos da escola de Frankfurt  chamaram  de  sociedade  administrada.  A  comunidade  utópica Walden II,  fundada  sobre  a  ciência  da  experimentação  comportamental,  mantém  relações econômicas e sociais como parte de uma engrenagem planejada e controlada e leva ao  extremo  a  racionalidade,  suprimindo  a  possibilidade  da  reflexão  e  da  ética. Sob forte influência positivista tece racionalmente raivosos ataques ao mito, acabando por ''mitologizar''perigosamente a razão dotando-a de poderes divinos e absolutos.  A infância é apresentada em Walden II como objeto de controle absoluto, submetida à artificialidade, sem valor em si mesma. A história é negada. Os valores são relegados, levando a ausência de valores universais, embotando a capacidade para julgar. [1]

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  1. Paulo Vinicius Baptista da Silva (jul./dez. 2008). [www.intermeio.ufms.br/revistas/28/InterMeio_v14_n28%20Paulo.pdf InterMeio: revista do Programa de Pós-Graduação em Educação, Campo Grande, MS, v.14, n.28, p.57-70, jul./dez. 2008 Walden II: protótipo da sociedade administrativa] UniversidadeFederal do Paraná (UFPR). Visitado em 21/06/2015.