Waldomiro Bariani Ortêncio

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Bariani Ortêncio
Nome completo Waldomiro Bariani Ortêncio
Nascimento 24 de julho de 1923 (97 anos)
Igarapava, São Paulo São Paulo
Residência Goiânia, Goiás Goiás
Progenitores Mãe: Josefina Bariani Ortêncio
Pai: Antônio Ortêncio
Parentesco Antônio Ricieri Bariani (tio)
Cônjuge Ana Silva de Moraes
Ocupação escritor
folclorista
compositor
Principais trabalhos O Que Foi pelo Sertão (1956)
Mote sob Encomenda (1974)
Dicionário do Brasil Central (1983)
Prêmios Americano do Brasil
Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos
Bosa de Publicações José Décio Filho
João Ubaldo Ribeiro

Waldomiro Bariani Ortêncio (Igarapava, 24 de julho de 1923) é escritor, folclorista e compositor brasileiro. Natural do Estado de São Paulo, mora, desde os quinze anos, em Goiânia, Goiás. Sua obra é conhecida por tratar de aspectos da cultura goiana.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Bariani Ortêncio nasceu em Igarapava, São Paulo, próximo à Usina Junqueira, filho de Josefina Bariani e Antônio Ortêncio. Iniciou os estudos primários em 1930 e, logo no ano seguinte, conseguiu seu primeiro emprego nas Casas Pernambucanas.

Em 1938, mudou-se com a família para Goiânia, capital do Estado de Goiás, em cujo liceu se matriculou e cursou o ginasial e o científico. Em 1941, entrou para o Tiro de Guerra. Em 1948, ingressou na Faculdade de Odontologia, mas não concluiu o curso.

Estabeleceu-se como comerciante no bairro Campinas com o Bazar Paulistinha, uma loja de discos, a qual veio a se tornar uma célebre casa comercial. Por esse tempo, também foi goleiro do Atlético Clube Goianiense.

Ao longo de sua vida, exerceu diversas outras atividades: professor de matemática, comerciante, fazendeiro, industrial e minerador.

Iniciou-se como escritor ainda na infância, em Itaperava, no jornal estudantil O Chicote. Em Goiânia, tão logo matriculou-se no Liceu, passou a escrever para o jornal estudantil da escola.

Durante um período de mais de dois anos, redigiu crônicas para a Rádio Clube de Goiânia, às vezes, também, publicada no jornal "A Folha de Goyaz".

Publicou seu primeiro livro em 1956, "O que foi pelo Sertão", pelo qual recebeu o prêmio Americano do Brasil por parta da Academia Goiana de Letras, instituição que o aceitaria como membro cinco anos depois, para a cadeira n.º 9, cujo patrono é Antônio Americano do Brasil e que foi fundada por Pedro Cordolino Ferreira de Azevedo.

Seguiram-se os livros: "O Sertão – O Rio e a Terra", 1959; "Sertão Sem Fim", 1965; "A Cozinha Goiana", 1967; "Vão dos Angicos", 1969; "Força da Terra", 1974; "Morte Sob Encomenda", 1974; "Dr. Libério, o Homem Duplo", 1981; "Estórias dos Crimes e do Detetive Lopes", 1981; "Dicionário do Brasil Central", 1983; "O Enigma do Saco Azul", 1985; "Aventura no Araguaia", 1987; "Meu Tio-Avô e o Diabo", 1993; "Medicina Popular do Centro-Oeste", 1994; "João do Fogo", 1996; "Cartilha do Folclore Brasileiro", 1997; "O Homem que Não Teimava", 1998; "Caminho da Liberdade", 2000; "A Fronteira" (Revolução Constitucionalista de São Paulo de 32) e "Minha Vida de Menino", 2005; "Crônicas", 2005.

Como compositor, é autor de inúmeras músicas, e teve suas primeiras composições gravadas a partir de 1957, por diversos intérpretes, como Irmãs Santos, Duo Paranaense, Trio da Vitória, Duo Estrela D'Alva e Duo Guarujá, entre outros. Em 1960, por ocasião da inauguração da nova capital do Brasil (em 21 de abril de 1960), a Orquestra e Coro RGE gravou a marcha "Brasília Vinte e um de Abril", de sua autoria exclusiva, e, no mesmo disco, a marcha "Brasília a Capital da Esperança", composta em parceria com Henrique Simonetti e Capitão Furtado.[1]

Detentor dos Prêmios Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos, da Prefeitura Municipal de Goiânia, Bolsa de Publicações José Décio Filho, do Governo do Estado de Goiás e Prêmio João Ribeiro, da Academia Brasileira de Letras. Em abril de 1968, recebeu o título de Cidadão Goianiense, concedido pela Assembleia Legislativa de Goiás, em atenção aos relevantes serviços prestados à capital.

É membro das Academias Goiana (cadeira n.º 9) e Goianiense de Letras (cadeira n.º 23) e do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (cadeira n.º 46). Sócio da União Brasileira de Escritores de Goiás, de que foi presidente, da Comissão Nacional do Folclore, da Associação Goiana de Imprensa, além de outras agremiações sociais, culturais e de classe, entre as quais, Comissão Goiana de Folclore, Conselho Estadual de Cultura, Ordem Nacional dos Bandeirantes e Sociedade Geográfica Brasileira.[2]

Em 12 de abril de 2013, recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal de Goiás.[3]

Atualmente, maior de 90 anos, Bariani Ortêncio continua ativo. Em 15 de março de 2017, em evento realizado no Palácio das Esmeraldas, sede do governo estadual, lançou uma coletânea de quatro títulos: "O crime do mordomo e outros crimes... de humor", "Chão Bruto", "Conversando com os mitos do folclore brasileiro" e "Ficção Longa de Bariani Ortencio". Durante a ocasião, no entanto, sentiu-se mal e foi socorrido ao Hospital Anis Rassi.[4]

Casou-se com Ana Silva de Moraes, com quem teve seis filhos, três mulheres e três homens.

Livros publicados[editar | editar código-fonte]

1956 - O que foi pelo sertão - Ed. Autores Novos - São Paulo-SP – 2006 2ª Edição – Editora Kelps – Edição Comemorativa dos 50 Anos de Literatura do autor.

1959 - Sertão o rio e a terra - Ed. Livraria São José – Rio de Janeiro

1965 - Sertão sem fim - Ed. Livraria São José – Rio – 2ª edição Editora UFG – Goiânia – 2000 – 3 ª Edição - 2011

1967 - A cozinha Goiana – 1ª Edição -Ed. Brasilart – Rio de Janeiro,  1980 -2ª Edição – Editora Oriente- Goiânia/GO, 1990 - 3ª Edição-Eldorado-Brasília, 2000 - 4ª Edição- Editora Kelps-2004  - 5ª  Edição Ed.Kelps, 2088 - 6ª Ed. Kelps, 2011 - 7ª Edição – Kelps.

1969 - Vão dos Angicos - Ed. José Olympio – Rio de Janeiro

1974 - Força da terra - Ed. José Olympio – Rio de Janeiro

1974 - Morte sob encomenda - Ed. M M (CBS) - São Paulo-SP

1975 - Dr. Libério - o homem duplo - Ed. M M (CBS) - São Paulo-SP. 2ª Edição. 1996-Ed. Kelps-Goiânia-GO.

1981 - Estórias de crimes e do detetive Waldir Lopes - Ed. Ática - São Paulo-SP

1983 - Dicionário do Brasil Central - Ed. Ática - São Paulo-SP

1985 - O enigma do saco azul - Ed. Atual - São Paulo-SP (9ª edição-1992)

1987 - Aventura no Araguaia - Ed. Atual - São Paulo-SP (6ª edição-1992)

1990 - A deal with death - Ed. Thesaurus Publishing Hourse - Brasília-Miami-USA

1993 - Meu Tio-Avô e o Diabo - Ed. Estação Liberdade - SP - (2ª ed. Ed. Kelps-Goiânia-1997)-Indicado para os vestibulares de 1998, pela Universidade Federal de Goiás e pela Universidade Católica de Goiás e mais 27 faculdades. 4ª edição 2011.

Meu Tio-Avô e o Diabo esteve no Vestibular de 98, em três universidades (Federal, Católica e Universo), em 27 faculdades e em todos os colégios do 2º grau do Estado de Goiás.

1994 - Medicina Popular do Centro-Oeste - Ed. Thesaurus - Brasília-DF (2ª Edição -

1997 - Ed. Thesaurus  Brasília-DF)

1996 - João-do-fogo (Infanto-Juvenil) Ed. Kelps - Goiânia-GO

1996 - Estórias de muitas Estórias - (Romance Oriental) - Edição Lufthansa-Ed.Kelps-Goiânia-GO

1997 - João-do-Fogo e Pimentinha-Detetives (Infanto-Juvenil) – Editora Kelps-Goiânia-GO – 6ª Edição - 2011

1997 - Cartilha do Folclore Brasileiro (Prêmio João Ribeiro – FOLCLORE - da Academia Brasileira de Letras-1986) - Editora da Universidade Católica de Goiás –

2004 – 2ª Edição Ed. UFG – Universidade Federal de Goiás.

1998 - O Homem que não teimava - 5ª edição (Paradidático) - Editora Saraiva (Coleção Jabuti)-São Paulo

1998 - Crônicas & Outras Histórias (participação) Jornal O Popular

1999- João-do-Fogo e Pimentinha-Novas Aventuras – Ed. Kelps-Goiânia

2001- Caminho da Liberdade –  Kelps-Goiânia-G0.

2005- A Fronteira (A Revolução Constitucionalista de 32 e Minha Vida de Menino)- Prêmio CLIO da Academia Paulistana da História e edição premiada pelos Correios

2005- Crônicas (1) - Ed. Kelps

2007 – O que foi pelo sertão – 2ª edição, Ed. Kelps

2007 – Ingênuo, nem tanto...  Editora Saraiva – Coleção Jabuti

2007 – O homem que não teimava - 6º edição – Saraiva - Coleção Jabuti

2007 – Crônicas 2. Ed.PUC/GO

2009 – João-do-Fogo (O pequeno herói ecologista) -5ª edição, Ed. Kelps - 2011

2009 - Cartilha ao pré-escritor (Você gostaria de escrever um livro?) Ed. Thesaurus

2010 - Crônicas 3. Ed. PUC/GO

2011- História Documentada e Atualizada de Campinas -1810-2010. – Ed. Kelps

2011 – Crônicas 4 – PUC/GO - Kelps

2012 – Medicina Popular do Centro-Oeste – 3ª Ed. Thesaurus Editora

2013 – Cartilha do Folclore Brasileiro – 3 ª Ed. Thesaurus Editora

2013 – Cozinha Goiana – Edição especial – Ed. Kelps

2014 – Cozinha Goiana – 8ª Edição – Ed. Kelps

Referências

  1. Sandra Regina Peripato. «Waldomiro Bariani Ortêncio». Recanto Caipira. Consultado em 16 de abril de 2018 
  2. «Waldomiro Bariani Ortêncio». 5 de agosto de 2012. Consultado em 16 de abril de 2018 
  3. «UFG CONCEDEU TÍTULO DE DOUTOR HONORIS CAUSA A WALDOMIRO BARIANI ORTENCIO». aulp.org. 15 de abril de 2013. Consultado em 16 de abril de 2018 
  4. «Escritor Bariani Ortencio passa mal ao lançar livros e é levado ao hospital». G1. 15 de março de 2017. Consultado em 16 de abril de 2018 


Precedido por
Pedro Cordolino Ferreira de Azevedo
AGL - cadeira n.º 9
1961 - atualidade
Sucedido por
ocupante
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