Waldomiro Diniz

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O ex-assessor da Casa Civil, Waldomiro Diniz, depõe na CPI dos Bingos em 2005. (Antonio Cruz/ABr).

Waldomiro Diniz (Década de 1960) é um empresário brasileiro, ex-assessor da Casa Civil da Presidência da República do Governo Lula.[1]

Diniz ganhou notoriedade no Brasil e até internacional em 2004, após a revista Época ter divulgado fita gravada pelo empresário e bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.[2] O escândalo detonou a primeira crise no Governo Lula.[3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Em 2002, foi presidente da Loterj, autarquia do governo do Rio de Janeiro responsável pela administração, gerenciamento e fiscalização do jogo no estado.[2]

No mesmo ano, por indicação de Antony Garotinho, se tornou Subchefe de Assuntos Parlamentares da Presidência da República (1º de janeiro de 2003), tornando-se homem de confiança do ministro da Casa Civil, José Dirceu, durante o primeiro governo do Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva.[2]

Caso Waldomiro Diniz[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Escândalo dos bingos

No dia 13 de fevereiro de 2004, a revista Época (datado no dia 16 de fevereiro), publicou a reportagem-denúncia em que mostra fita gravada pelo empresário e bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em que mostra Waldomiro Diniz extorquindo o bicheiro.[2] A revelação coincidiu com o aniversário dos 24 anos do Partido dos Trabalhadores e a edição de número 300 da revista.

A reação do governo foi rápida: Diniz foi exonerado no mesmo dia e alegou que os fatos decorrem apenas em 2002, já que atuava como presidente da Loterj.[4] No entanto, no dia 20 de fevereiro, a mesma revista Época (datado no dia 23 de fevereiro), publicou outra reportagem-denúncia em que mostra que Diniz manteve encontros com Cachoeira no ano seguinte (2003), já integrante no Governo Lula.[5] A nova revelação levou Lula a editar Medida Provisória em que proíbe os bingos no Brasil no mesmo dia.

O escândalo se tornou a primeira crise política no Governo Lula, durante o ano de 2004.[6] Este fato se incluiu ao caso do Mensalão, que ficou conhecido como o escândalo do Mensalão.[7]

As revelações enfraquecem a posição do então ministro da Casa Civil José Dirceu, amigo pessoal e braço direito de Waldomiro Diniz, que após o escândalo, Dirceu se afasta dele.

Condenação[editar | editar código-fonte]

Em 1º de março de 2012, Waldomiro Diniz foi condenado pela Justiça estadual do Rio de Janeiro a 12 anos de reclusão e multa por corrupção passiva e ativa.[8]

Referências

  1. 11 de julho de 2011. «Procuradoria denuncia Waldomiro Diniz por crimes tributários». Folha.com. Consultado em 1 de maio de 2012 
  2. a b c d ANDREI MEIRELES E GUSTAVO KRIEGER (16 de fevereiro de 2004). «Bicho na campanha». Época. Consultado em 10 de outubro de 2017 
  3. «O PT na berlinda, Entenda o caso Waldomiro Diniz». Uol Educação. Consultado em 1 de maio de 2012 
  4. Liz Batista (3 de fevereiro de 2014). «Escândalo Waldomiro Diniz completa 10 anos». Acervo Estadão. Consultado em 16 de fevereiro de 2017 
  5. ANDREI MEIRELLES E DIEGO ESCOSTEGUY (23 de fevereiro de 2004). «Waldomiro Diniz, versão 2003». Época. Consultado em 10 de outubro de 2017 
  6. «2004: escândalo dos bingos é primeira crise política do governo Lula». CBN. Globo.com. 5 de fevereiro de 2016. Consultado em 16 de fevereiro de 2017 
  7. «Dos bingos ao STF, saiba a ligação de Cachoeira com o mensalão». Terra. 2 de agosto de 2012. Consultado em 16 de fevereiro de 2017 
  8. Folha de S. Paulo (1 de Março de 2012). «Justiça do Rio condena Waldomiro Diniz por corrupção» 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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