Waldomiro Diniz

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Waldomiro Diniz, já ex-assessor da Casa Civil, depondo na CPI dos Bingos em 2005 (Antonio Cruz/ABr)

Waldomiro Diniz (Rio de Janeiro, 3 de março de 1962) é um empresário brasileiro. Diniz é um ex-assessor da Casa Civil da Presidência da República.[1]

Diniz ganhou notoriedade no País e até internacional em 2004, após a revista Época ter divulgado fita gravada pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.[2] O escândalo detonou a primeira crise no Governo Lula.[3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Na vida pública[editar | editar código-fonte]

Em 2002, Diniz presidiu a Loterj, a autarquia do Rio de Janeiro responsável pela administração, gerenciamento e fiscalização do jogo no estado.[2]

No governo federal[editar | editar código-fonte]

No mesmo ano, por indicação de Antony Garotinho, Diniz tornou-se Subchefe de Assuntos Parlamentares da Presidência da República a partir de 1º de janeiro de 2003, tornando-se um homem de confiança do então ministro da Casa Civil José Dirceu durante o primeiro mandato de Lula.[2]

O Caso Waldomiro Diniz e a condenação[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Escândalo dos bingos

Em 13 de fevereiro de 2004, a revista Época (datado no dia 16 de fevereiro), publicou uma reportagem-denúncia revelando que o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, era extorquido por Diniz.[2] A revelação coincidiu com o 24° aniversário do PT bem como a 300ª edição da revista.

A reação do governo foi rápida: Diniz foi exonerado no mesmo dia e alegou que os fatos decorreram apenas em 2002, já que atuava como presidente da Loterj.[4] No entanto, no dia 20 de fevereiro, a mesma revista Época (datado no dia 23 de fevereiro) publicou outra reportagem-denúncia revelando que Diniz manteve encontros com Cachoeira no ano seguinte (2003), já integrante do governo Lula.[5] A nova revelação levou à medida provisória (MP) que proibiu os bingos no País no mesmo dia.

O escândalo tornou-se a primeira crise política do governo Lula, durante 2004.[6] Esse fato incluiu-se ao escândalo do Mensalão.[7]

As revelações enfraqueceram no governo a posição de José Dirceu, o qual afastou-se de Diniz após o escândalo.

Em 1º de março de 2012, Diniz foi condenado pela Justiça estadual do Rio de Janeiro a 12 anos de reclusão além de multa por corrupção passiva e ativa.[8]

Referências

  1. 11 de julho de 2011. «Procuradoria denuncia Waldomiro Diniz por crimes tributários». Folha.com. Consultado em 1 de maio de 2012 
  2. a b c d ANDREI MEIRELES E GUSTAVO KRIEGER (16 de fevereiro de 2004). «Bicho na campanha». Época. Consultado em 10 de outubro de 2017 
  3. «O PT na berlinda, Entenda o caso Waldomiro Diniz». Uol Educação. Consultado em 1 de maio de 2012 
  4. Liz Batista (3 de fevereiro de 2014). «Escândalo Waldomiro Diniz completa 10 anos». Acervo Estadão. Consultado em 16 de fevereiro de 2017 
  5. ANDREI MEIRELLES E DIEGO ESCOSTEGUY (23 de fevereiro de 2004). «Waldomiro Diniz, versão 2003». Época. Consultado em 10 de outubro de 2017 
  6. «2004: escândalo dos bingos é primeira crise política do governo Lula». CBN. Globo.com. 5 de fevereiro de 2016. Consultado em 16 de fevereiro de 2017 
  7. «Dos bingos ao STF, saiba a ligação de Cachoeira com o mensalão». Terra. 2 de agosto de 2012. Consultado em 16 de fevereiro de 2017 
  8. Folha de S. Paulo (1 de Março de 2012). «Justiça do Rio condena Waldomiro Diniz por corrupção» 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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