Waldyr Calheiros Novaes

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Waldyr Calheiros Novaes
Bispo da Igreja Católica
Bispo-emérito de Barra do Piraí – Volta Redonda
Atividade eclesiástica
Diocese Diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda
Nomeação 20 de outubro de 1966
Predecessor Dom Altivo Pacheco Ribeiro
Sucessor Dom João Maria Messi, O.S.M.
Mandato 1966 - 1999
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 25 de julho de 1948
Nomeação episcopal 25 de fevereiro de 1964
Ordenação episcopal 1 de maio de 1964
por Dom Jaime Cardeal de Barros Câmara
Lema episcopal AMEN, ALELUIA
Dados pessoais
Nascimento Murici
29 de julho de 1923
Morte Volta Redonda
30 de novembro de 2013 (90 anos)[1]
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Mãe: Maria Calheiros Novaes
Pai: Modesto Novaes
Funções exercidas - Bispo-auxiliar de Rio de Janeiro (1964-1966)
dados em catholic-hierarchy.org
Bispos
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Dom Waldyr Calheiros Novaes (Murici, 29 de julho de 1923 - Volta Redonda, 30 de novembro de 2013) foi um bispo católico brasileiro e bispo-emérito da Diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda que desempenhou importante papel na redemocratização do Brasil durante a ditadura militar.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Modesto e Maria Novaes, Dom Waldyr nasceu na cidade Murici, no estado de Alagoas, em 29 de julho de 1923, onde residiu até os treze anos de idade.[2] Foi ordenado sacerdote aos 25 de julho de 1948, formou-se em teologia no Seminário de São José, na cidade do Rio de Janeiro, onde exerceu o sacerdócio até 25 de fevereiro de 1964, quando o Papa Paulo VI o nomeou bispo titular de Mulia e auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro.[3]

Foi ordenado bispo pelo Cardeal Jaime de Barros Câmara no dia 1 de maio de 1964 e escolheu como lema de vida episcopal: AMEN, ALELUIA!. Em 20 de outubro de 1966 foi nomeado bispo da Diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda.[4] Já no dia 8 de dezembro do mesmo ano, a diocese o recebia como o seu 5º Bispo Diocesano.[5]

Ficou conhecido por seu engajamento nas lutas sociais em favor dos menos favorecidos, como o movimento dos posseiros e o movimento sindical, Dom Waldyr jamais negou abrigo e apoio a todos os perseguidos políticos que buscaram sua ajuda. Lutou desde sempre pelos direitos dos trabalhadores e de todos os segmentos oprimidos da população brasileira, estendendo o seu apoio também às lutas de outros povos pela liberdade e pelo fim da exploração econômica da força de trabalho[6].

No dia 17 de novembro de 1999 o Papa João Paulo II aceitou a sua renúncia por limite de idade.[7]

Greve de 1988 na CSN[editar | editar código-fonte]

Dom Waldyr teve atuação marcante no triste episódio do dia 9 de novembro de 1988, quando as tropas do Exército invadiram a Companhia Siderúrgica Nacional, matando três operários e deixando outros 40 feridos.

Foi homenageado com o nome da Comissão criada para desvendar os pormenores desta Greve, que foi chamada de Comissão Municipal da Verdade Dom Waldyr Calheiros, cujo relatório final foi divulgado em 2015[8], contendo 589 páginas.

Prêmios e Honrarias[editar | editar código-fonte]

Morte[editar | editar código-fonte]

Faleceu na manhã do dia 30 de novembro de 2013. Ele estava internado na UTI do Hospital da Unimed, para tratar de um agravo no seu quadro de pneumonia havia 11 dias. Considerado uma das figuras mais importantes da história de Volta Redonda, Dom Waldyr deixa como legados a luta pelos pobres e perseguidos e o seu próprio exemplo de vida. Encontra-se sepultado em uma cripta no interior da igreja Santa Cecília em Volta Redonda.

Referências

  1. «Morre Dom Waldyr Calheiros». Jornal Folha do Aço. 30 de novembro de 2013. Consultado em 30 de novembro de 2013 
  2. «Marcas no Caminho». CNBB. pp. 1–3. Consultado em 31 de outubro de 2010 
  3. «Archdiocese of São Sebastião do Rio de Janeiro» (em inglês). Consultado em 18 de junho de 2010 
  4. «Diocese of Barra do Piraí-Volta Redonda» (em inglês). Consultado em 18 de junho de 2010 
  5. «Nossa História». Consultado em 18 de junho de 2010 
  6. oglobo.globo.com/ Volta Redonda, 30 anos depois da greve
  7. «Rinuncia del Vescovo di Barra do Piraí-Volta Redonda (Brasile) e nomina del Successore» (em italiano). 17 de novembro de 1999. Consultado em 14 de maio de 2011 [ligação inativa]
  8. odia.ig.com.br/ Comissão conclui que CSN ajudou a repressão na ditadura
  9. «Resolução 206/99». 19 de novembro de 1999. Consultado em 18 de junho de 2010 
  10. «Câmara entrega Medalha Mérito Legislativo na quarta». 19 de novembro de 2007. Consultado em 18 de junho de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Altivo Pacheco Ribeiro
Bispo de Barra do Piraí-Volta Redonda
1966 - 1999
Sucedido por
João Maria Messi, OSM


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