Walt Disney Animation Studios

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Walt Disney Animation Studios
Tipo Estúdio de animação
Indústria Cinema e televisão
Fundação 16 de outubro de 1923
Fundador(es) Walt Disney e Roy Oliver Disney
Sede Burbank, Califórnia, EUA
Pessoas-chave Edwin Catmull e Andrew Millstein, presidentes
John Lasseter, diretor de criação
Produtos Filmes de animação
Página oficial www.disneyanimation.com

A Walt Disney Animation Studios, com sede em Burbank, na Califórnia, e anteriormente conhecida como Walt Disney Feature Animation e Disney Brothers Cartoon Studio, é um estúdio de animação americano que cria longa-metragens, curtas-metragens e especiais de televisão, pertencente a The Walt Disney Company. Fundado em 16 de outubro de 1923 por Walt Disney e Roy O. Disney, é uma divisão da Walt Disney Studios e primeira empresa da Disney, sendo o berço da companhia. O estúdio já produziu 55 filmes animados, começando com Branca de Neve e os Sete Anões, em 1937, e o mais recente sendo Zootopia, em 2016. Contêm uma divisão, Disney Toon Studios, que produzia sequências dos longa-metragens, e atualmente faz spin-offs como Tinker Bell.

A Walt Disney Animation Studios é conhecida pelo seu pioneirismo na indústria da animação criando uma série de inovações, conceitos e princípios agora comuns na animação tradicional. O estúdio também é pioneiro na arte de storyboard, que é uma técnica padrão em ambos filmes em live-action e animação.[1] O seu catálogo de filmes são as realizações mais notáveis e relacionadas a Disney. As estrelas dos curtas de animação - Mickey Mouse, Pato Donald, Pateta e Pluto - são figuras reconhecíveis na cultura popular e mascotes da Walt Disney Company como um todo.

Entre as suas realizações significativas estão Branca de Neve e os Sete Anões (1937), o primeiro longa-metragem de animação da história; Beauty and the Beast (1991), a primeira animação a ser indicada para o Oscar de Melhor Filme, e a única indicada para a categoria que é tradicionalmente animada; Aladdin (1992), primeira animação a passar de $ 200 milhões de dólares nas bilheterias; O Rei Leão (1994), a maior bilheteria de animação tradicional em todos os tempos; e Frozen (2013) que é a maior bilheteria de uma animação em todos os tempos.

História[editar | editar código-fonte]

1923-1966: Era Walt Disney[editar | editar código-fonte]

Poster de "Trolley Troubles", segunda versão do Oswald, o Coelho Sortudo

Originalmente fundado como Disney Brothers Cartoon Studio e depois incorporado como Walt Disney Productions em 1929, o estúdio começou a operar como um estúdio produtor de filmes de animação a partir de 1937 por diante. Walt Disney começou com seu irmão Roy O. Disney a Disney Brothers Cartoon Studios em Hollywood, que produziu a série Alice Comedies para MJ Winkler Productions a partir de 1923. Alice Comedies apresenta uma menina real interagindo com personagens animados, acompanhada de Julius, o Gato. A ideia já tinha sido desenvolvida por Walt, Ub Iwerks e sua equipe com o título de "Alice's Wonderland", no seu primeiro estúdio, Laugh-O-Gram Studio em Kansas City, que foi a falência. Era uma ideia única neste ponto da história do cinema, criar uma menina real em um mundo animado. Walt Disney dirigiu e produziu todos os 57 filmes desta série que encerrou-se em 1927. Quatro atrizes interpretaram Alice nos 57 curtas: Virginia Davis (15), Margie Gay (31), Dawn O'Day (1) e Lois Hardwick (10).[2]

Após Alice, Walt criou Oswald, o Coelho Sortudo. Oswald foi um dos primeiros personagens de desenhos animados que tiveram personalidade. Conforme descrito pelo próprio Walt: "A partir de agora vamos procurar [fazer] Oswald um personagem mais jovem, enérgico, alerta, atrevido e ousado, mantendo-o também elegante no acabamento."[3] Com Oswald, a Disney começou a explorar o conceito de "animação com personalidade", em que personagens de desenhos animados foram definidos como indivíduos através de seus movimentos, maneirismos e atuação, em vez de simplesmente através do seu design. Walt Disney não queria para Oswald ser simplesmente "um personagem de coelho animado, apresentado da mesma maneira que os personagens gato comumente conhecidos", como Félix, o Gato. Bem como meramente apenas um criadorde gags. Em vez disso, a sua intenção declarada era "fazer Oswald peculiarmente e tipicamente Oswald." [4]

No entanto, os direitos de Oswald pertenciam a Universal Studios que distribuía os curtas. Na primavera de 1928, Walt Disney viajou para Nova Iorque na esperança de negociar um contrato mais lucrativo com seu produtor Charles Mintz. Mas, como os problemas econômicos foram evidentes no momento, Mintz disse que a Disney deve se contentar com um corte de 20 por cento, embora grandes investimentos foram prometidos e as finanças do estúdio mostrou um crescimento considerável. Enquanto a maioria de seus colegas animadores partiu para o estúdio de Mintz, Walt Disney decidiu sair e, portanto, acabou perdendo Oswald para Mintz. Em seu passeio de trem para casa, ele veio com uma ideia para criar outro personagem e manter os direitos para ele. Disney e Iwerks iriam passar a desenvolver um novo desenho animado em segredo, estrelado por um novo personagem.. O primeiro curta do Mickey Mouse foi Plane Crazy, em 1928, mas foi produzido sem som e teve lançamento retido. O primeiro filme de Mickey Mouse com som sincronizado, Steamboat Willie, tornou-se um grande sucesso, superando Oswald, e é considerada a primeira animação lançada comercialmente com som. Plane Crazy mais tarde foi dada a sua própria trilha sonora sincronizada e lançado em 15 de maio de 1928.[5]

Cartaz de Silly Symphony de 1935

Com o sucesso da série do Mickey Mouse, Walt Disney conseguiu um contrato com a Columbia Pictures e começou a série Silly Symphonies em 1929. Mas tarde foi distribuída pela United Artists a partir de 1932, e depois a Disney assinou contrato com a RKO Radio Pictures, que seria sua parceira de produção até 1950. A base da originalidade da série foi o musical, que era uma novidade. Walt utilizou Silly Symphonies para desenvolver muitas técnicas que tornaram-se práticas comuns na animação tradicional. O primeiro curta da série, The Skeleton Dance, que apresenta esqueletos dançando num exemplo moderno de dança macabra medieval, tornou-se icônico e foi referenciado em muitas produções posteriores. Frolicking Fish de 1930, introduziu movimentos contínuos ou "ação de sobreposição" em animação, em vez do velho movimentos de stop-and-go. Just Dogs (1932) é a primeira aparição do Pluto. Flowers and Trees (1932) é a primeira animação á cores lançada comercialmente. The Wise Little Hen (1934) contêm a primeira aparição do Pato Donald. Em 1933, Silly Symphonies apresentou aquele que seria o curta-metragem de animação de maior sucesso da história: Three Little Pigs (1933), que contêm a icônica canção: Quem tem medo do Lobo Mau?. Three Little Pigs é conhecido no mundo da animação por ter inovado no desenvolvimento dos personagens; antes dele, a personalidade era pouco desenvolvida. Three Little Pigs apresenta três personagens com características diferente. Houve uma inovação na época do desenvolvimento de Three Little Pigs: Walt havia criado um "departamento de história", separado dos animadores, com artistas de storyboard; que seriam dedicados a trabalhar em uma fase de "desenvolvimento da história" na produção, e hoje, é regra na produção de qualquer filme. Ao todo, Walt Disney produziu 75 curtas bem sucedidos financeiramente da série Silly Symphonies que receberam 7 Oscar de melhor curta-metragem de animação, um recorde apenas compartilhado com a série Tom e Jerry.[6][7]

Walt Disney em uma cena do trailer de 1937 do filme da Branca de Neve, apresentando os Sete Anões, através de modelos dos personagens.

No entanto, Walt Disney afirmou a seu irmão Roy O. Disney, que o futuro da Disney estaria garantido se produzissem um longa-metragem de animação, que viria a ser Branca de Neve e os sete anões (1937).[5] Na época foi chamada de "Loucura do Walt Disney" em Hollywood, porque era considerado "impossível" realizar um filme animado do mesmo tamanho que um live-action e fazer sucesso.[8] Walt Disney e sua equipe superaram todas as dificuldades: desenvolveram a câmera multiplano que foi testada no curta de Silly Symphonies, The Old Mill (1937) com sucesso. A câmera foi criada por William Garity para o filme, o processo permite que uma série de desenhos passem em frente da câmera com várias velocidades e distâncias diferentes uns dos outros, permitindo criar um efeito tridimensional.[9] Também apresenta os primeiros efeitos visuais realistas de humanos em animação. A primeira tentativa dos animadores da Disney desenharem humanos foi em The Goddess of Spring (1934), que não foi muito bem sucedida. O animador Grim Natwick, tinha trabalhado na concepção e animação da Betty Boop da Fleischer Studios que mostrou uma compreensão da anatomia humana feminina. Ele animou a heroína do curta The Cookie Carnival (1935) com sucesso, que garantiu-lhe a tarefa de animar Branca de Neve.[10] Branca de Neve e os sete anões, foi o primeiro longa-metragem de animação dos Estados Unidos e o primeiro a cores (três tiras em Technicolor). Um sucesso estrondoso, The New York Times disse: "muito obrigado, Sr. Disney".[11] Ele fez quatro vezes mais dinheiro do que qualquer outro filme lançado em 1938.[5] No 11º Oscar, Walt Disney ganhou um Oscar Honorário por "uma inovação significativa na tela que tem encantado milhões e foi pioneiro de um novo grande campo do entretenimento". Disney recebeu da atriz de 10 anos Shirley Temple uma estatueta do Oscar em tamanho real acompanhada de sete miniaturas. O filme também recebeu uma indicação ao Oscar de melhor trilha sonora original.[12]

Walt Disney mostrando os storyboards de O Aprendiz de Feiticeiro, um segmento de Fantasia (1940), ao apresentador Deems Taylor e Leopold Stokowski.

Após Branca de Neve, o estúdio seguiu inovando com Pinóquio e Fantasia (1940): Pinóquio foi uma conquista na área de efeitos na animação, dando movimento realista para veículos, máquinas e elementos naturais, como chuva, relâmpagos, fumaça, sombras e água. Fantasia é um longa experimental que apresenta uma orquestra conduzida por Leopold Stokowski. É o primeiro filme com som estéreo e recebeu dois Oscar honorários: Um para o desenvolvimento do Fantasound, o sistema inovador usado para criar som estéreo e o outro para Stokowski e suas contribuições no filme.[5] Pinóquio tornou-se a primeira animação a vencer em uma categoria competitiva no Oscar, vencendo em trilha sonora original e canção original por When You Wish Upon A Star. No entanto, Pinóquio foi um desastre de bilheterias: Do custo de US$ 2 milhões - o dobro da Branca de Neve - Disney só recuperou na exibição original entre US $ 1,4 milhões á $ 1,9 milhões.[8] A Disney não conseguiu recuperar o dinheiro investido por causa do estouro da Segunda Guerra Mundial na Europa, 45% da renda do estúdio em bilheterias vinha da Europa. O mesmo aconteceu com Fantasia, também custou 2 milhões de doláres e recuperou pouco mais de US $ 1,4 milhões, porém o alto custo para instalar o Fantasound nos cinemas (US$ 85,000 mil por cinema) fez dele uma perda maior que Pinóquio.[13] A Disney só recuperou o dinheiro investido nessas animações após vários re-lançamentos nos anos seguintes.[14]

Atento a isto, Walt Disney barateou o custo da produção de Dumbo (1941), que conseguiu ser bem sucedido financeiramente em comparação com outros filmes da década de 40. Custou apenas 950.000 dólares para produzir, e arrecadou $ 1,6 milhões de dólares americanos durante o seu lançamento original.[15] A animação seguinte, Bambi (1942) era para ser lançada em 1940, mas problemas no desenvolvimento da história colocou a produção de Fantasia a frente de Bambi.[8] Walt Disney queria que o retrato dos cervos e animais no geral fossem mais realistas do quer em Branca de Neve e os animadores estudaram o comportamento dos animais para fazerem o filme.[16] O trabalho das paisagens de fundo feito pelo animador chinês Tyrus Wong, foi revolucionário uma vez que tinha mais detalhes em torno do centro e menos em torno das bordas, levando assim os olhos do espectador junto com os personagens.[17] Apesar de ter sido um triunfo técnico recebendo 3 indicações ao Oscar, Bambi foi um fracasso de bilheteria por causa da II Guerra também, e teve uma recepção mista da crítica, que só foi reconhecer seu valor anos depois.[4][8]

Grande parte da animação dos personagens nessas produções até o final de 1970, foram supervisionados por um grupo de confiança dos animadores de Walt Disney apelidados de "Os Nove Anciãos", muitos dos quais também serviu como diretores e produtores posteriores da Disney: Frank Thomas, Ollie Johnston, Wolfgang Reitherman, Les Clark, Ward Kimball, Eric Larson, John Lounsbery, Milt Kahl, e Marc Davis.[8] O crescimento do departamento de animação criou um sistema de castas no estúdio da Disney: animadores menores (e animadores "faz-tudo") foram designados para trabalhar em cenas curtas, enquanto os animadores mais importantes no estúdio, tais como os Nove Anciãos trabalhavam nos personagens. A preocupação dos artistas com a aceitação do Walt Disney para crescerem no trabalho, bem como os debates sobre renumeração, levou muitos dos animadores mais jovens e de funções inferiores buscarem sindicalizar o estúdio Disney.[4]

Quando os Estados Unidos entrou na Segunda Guerra Mundial após os ataques a Pearl Harbor, metade dos animadores da Disney foram servir ao exército. O governo dos EUA e Canadá contratou a Disney para produzir filmes e propagandas militares. Em 1942, 90% de seus 550 funcionários estavam trabalhando em filmes relacionados à guerra. Curtas como Educação para a Morte e Der Fuehrer's Face (ambos de 1943), são propagandas antinazistas com o último vencendo o Oscar de melhor curta-metragem de animação.[18] Neste cenário, o resto dos longa-metragens de animação na década de 40 eram coleção de curtas, chamados de "filmes pacotes": Saludos Amigos (1942) foi popular o suficiente para Walt Disney fazer outro filme situado na América Latina alguns anos depois, The Three Caballeros (1944).[19] Após a guerra, Walt Disney teve que continuar produzindo filmes "pacotes" pela falta de recursos disponível: Make Mine Music (1946) Fun and Fancy Free (1947) Melody Time (1948, que teve um sucesso moderado) e The Adventures of Ichabod and Mr. Toad (1949).[20]

Em 1948, Disney retornou a produzir um longa metragem de animação com Cinderela (1950), baseado no conto de fadas do Charles Perrault. O estúdio estava com um deficit de US $ 4 milhões. Para manter os custos de Cinderela baixo, a referência em live-action dos personagens foi amplamente utilizado.[21] Mesmo assim, a produção chegou aos custos de US $ 3 milhões de modo que o futuro do estúdio dependia do seu sucesso.[22] Cinderela estreou em fevereiro de 1950, aclamado por crítica e público. Arrecadou US $ 10 milhões em sua exibição inicial na América do Norte, salvando o estúdio.[23] O dinheiro das bilheterias permitiu que Walt Disney pudesse começar as produções em espera de Alice no País das Maravilhas (1951), Peter Pan (1953) e A Dama e o Vagabundo (1955). O fluxo de carga com discos e merchandising de Cinderela, permitiu ele romper com a RKO e abir seu próprio estúdio de distribuição, Buena Vista e construir a Disneyland.[8]

Cartaz original de Cinderela, responsável pela salvação do estúdio.

Alice no País das Maravilhas, lançado em 1951, recebeu em sua estreia uma resposta morna nas bilheterias e críticas negativas.[24] No entanto Peter Pan, que estreou em 1953, foi um sucesso comercial e a maior bilheteria do ano. Em 1955, A Dama e o Vagabundo tornou-se o maior sucesso em bilheterias da Disney desde Branca de Neve e os sete anões.[25] A Dama o Vagabundo foi a primeira animação filmada em Widescreen pelo CinemaScope, e a primeira lançada pela recém-formada distribuidora da Disney, Buena Vista.[4][26]

No meio dos anos 50, Walt Disney estava focado na Disneyland e produções para a televisão, deixando a lideranças das animações nas mãos dos "Nove Anciões". Isto levou a vários atrasos na produção de A Bela Adormecida (1959).[8] O filme custou US$ 6 milhões, a animação da Disney mais cara na época. Teve um visual bastante estilizado pelo artista Eyvind Earle,[9] foi o primeiro filme filmado em Super Technirama 70 e a primeira animação a usar o processo de xerografia, adaptado por Ub Iwerks.[5] Apesar da grande produção, A Bela Adormecida teve uma bilheteria fraca e recepção mista da crítica, fazendo o estúdio publicar seu primeiro prejuízo anual em uma década no ano de 1960,[9] que levou a demissões em massa.[27]

Até o final da década, os curtas metragens da Disney não estavam mais sendo produzido em uma base regular, com muitos dos funcionários da divisão de curtas deixando a empresa ou sendo recolocados nos programas de televisão como The Mickey Mouse Club e Disneyland. Enquanto na década de 30 a Disney dominou o Oscar de melhor curta-metragem de animação, nos anos 50, apenas um curta da Disney, Toot, Whistle, Plunk and Boom (1953), venceu o Oscar de melhor curta.[28] O curta contêm um visual estilizado, com arte plana. Era uma arte visual popular em seu tempo, utilizada na maioria das séries animadas como Looney Tunes, e foi vista como uma alternativa moderna ao velho estilo Disney.[8]

One Hundred and One Dalmatians (1961), usou a xerografia por completo para baratear a produção. Isto proporcionou um visual super estilizado inspirado no cartunista Ronald Searle,[29] que virou norma na Disney em anos posteriores. Usando xerografia, desenhos animados podem ser foto-quimicamente transferidos ao invés de traçados em desenhos de papel para as folhas claras de acetato (cels) utilizadas na pós-produção.[4] No entanto, não agradou Walt Disney que sentiu ter perdido o estilo de fantasia dos seus filmes anteriores.[30] A animação foi um sucesso, com lucro de US$ 6,4 milhões.[31]

O programa de treinamento de animação da Disney começou no desenvolvimento de Branca de Neve em 1932, que levou Walt Disney ajudar a fundar o California Institute of the Arts (CalArts). Esta universidade, formada através da fusão da Chouinard Art Institute e do Los Angeles Conservatory of Music, inclui em suas ofertas de graduação um programa de estudo em animação da Disney. CalArts tornou-se a alma mater dos muitos animadores que iriam trabalhar na Disney e em outros estúdios de animação a partir dos anos 70 até a atualidade.[4]

A Espada Era a Lei (1963), foi o sexto filme de maior bilheteria na América do Norte no ano, arrecadou US$ 4,75 milhões.[32] Walt Disney morreu em dezembro de 1966, 10 meses antes da estreia de The Jungle Book.[33] Teve a bilheteria motivada pela onda de nostalgia causada pela morte de Walt, tornando-se a quarta maior bilheteria de 1967 na América do Norte.[34]

1966-1988: Queda e perda de credibilidade[editar | editar código-fonte]

O prédio de animação original no Walt Disney Studios em Burbank, sede do departamento de animação entre 1940-1984.

Após a morte de Walt em 1966 e aposentadoria gradual dos Nove Anciões, o estúdio de animação entrou num período de crise criativa, não produzindo nenhum grande sucesso na década de 70: Os Aristogatas (1970), Robin Hood (1973) e The Rescuers (1977), todos tiveram recepção mista nas bilheterias. Durante a produção de The Fox and the Hound (1981), o diretor do estúdio de animação, Don Bluth, abandonou a Disney e fundou seu próprio estúdio rival, fazendo a estreia do filme ser adiada. Don levou com ele uma série de animadores importantes que estavam insatisfeitos com o rumo da Disney após a morte de Walt. The Fox and the Hound, foi o último filme a contar com a participação os três Anciões, Frank Thomas, Ollie Johnston e Wolfgang Reitherman. A animação mais cara produzida na época, The Fox and the Hound, foi bem recebido pela crítica e teve um sucesso moderado que garantiu a sobrevivência do estúdio.

A animação seguinte, O Caldeirão Mágico, era para ser lançada em 1984, mas teve estreia adiada para 1985 porque antes do lançamento do filme nos cinemas, o recém-nomeado presidente do Walt Disney Studios, Jeffrey Katzenberg, ordenou que algumas cenas do longa fossem cortadas principalmente pelo fato que a sua natureza e história sombria poderiam assustar o público infantil. De princípio, o produtor Joe Hale se opôs às exigências de Katzenberg, e com isso o próprio dirigente se dedicou a editar as cenas. Apesar dos cortes, nada impediu o filme de receber a classificação PG da MPAA, o primeiro filme da Disney a receber tal censura. Os produtores estavam esperançosos do sucesso mas O Caldeirão Mágico foi um fracasso colossal em bilheterias, arrecadando apenas 21 milhões de dólares e não cobrindo o custo da produção. Katzenberg havia desmoralizado toda a equipe de animação, os retirando do edifício que Walt construiu e não atendeu os pedidos do estúdio para ter mais espaço.[35][36]

Durante a reestruturação societária da The Walt Disney Company em 1986, o estúdio de animação mudou o nome para Walt Disney Feature Animation, sendo liderada por Peter Schneider e Roy E. Disney. A animação seguinte, The Great Mouse Detective (1986), se chamava inicialmente Basil of Baker Street, mas o novo CEO da Disney, Michael Eisner, pediu que alterassem por não ser comercial. A decisão foi impopular entre os animadores que escreveram uma carta satírica a Eisner, afirmando ser Peter Schneider, dando títulos genéricos aos clássicos animados da Disney como "Sete Anões Ajudam uma Garota".[35] Apesar das brincadeiras e desentendimentos internos, The Great Mouse Detective foi um sucesso moderado que mostrou que as animações da Disney ainda podiam agradar o público. A animação seguinte, Oliver & Company (1988), retomou o estilo musical e foi um sucesso de bilheteria mas recebeu críticas mistas.

1989-1999: Renascimento da Disney[editar | editar código-fonte]

O compositor Alan Menken é um dos grandes nome do Renascimento da Disney. Ele escreveu a música de The Little Mermaid, Beauty and the Beast, Aladdin, Pocahontas, The Hunchback of Notre Dame e Hercules.

Os presidentes Roy E. Disney e Peter Schneider, abriram espaço para os jovens animadores trazerem novas ideias após a saída dos veteranos. Um filme baseado em A Bela e a Fera que foi engavetado na época do Walt Disney, voltou a produção, e foi sugerida uma animação sobre leões na África chamada King of the Jungle, que viria a tornar-se O Rei Leão. Ron Clements e John Musker, apresentaram a ideia de The Little Mermaid (1989), que escreveram e dirigiram, baseado no conto de Hans Christian Andersen. Walt Disney tinha planejado uma coleção de curtas baseado nos contos de Andersen, que incluía A Pequena Sereia mas foi engavetado. The Little Mermaid começou a parceira da Disney com o compositor Alan Menken, e teve letras e co-produção do Howard Ashman (que havia composto uma canção de Oliver & Company), Ashman trouxe muitos elementos - como Sebastian ser jamaicano - não presentes na história escrita por Clementes e Musker. The Little Mermaid foi a primeira animação a usar CAPS, software que faz a pintura da animação tradicional digitalmente, substituindo a câmera multiplano. O CAPS só deixaria de ser usado pela Disney em animações tradicionais em 2005, substituído por uma versão melhorada da Toon Boom Harmony.[5][35]

The Little Mermaid foi um sucesso estrondoso, arrecadou mais de $ 200 milhões de dólares em bilheteria, ganhando dois Oscar e inaugurou o Renascimento da Disney. O período recebeu este nome pela imprensa porque a Disney voltou a produzir animações de sucesso do público e crítica. The Rescuers Down Under (1990), foi o primeiro filme de animação tradicional a ser feito utilizando 100% de processo digital (CAPS) na pós-produção.[35] Teve uma boa recepção da crítica mas bilheteria morna, o que fez a Disney desanimar de fazer continuações dos seus filmes.

Howard Ashman apresentou a ideia de Aladdin, um conto de As Mil e Uma Noites. Inicialmente foi rejeitado por Jeffrey Katzenberg, mas este queria Ashman para trabalhar com Alan Menken em Beauty and the Beast prometendo considerar se Ashman fizesse. Ashman não tinha interesse em Beauty and the Beast porque havia acabado de descobrir que tinha AIDS e queria cuidar da sua saúde mas acabou aceitando. Ashman apresentou inúmeras ideias como os personagens do castelo do Príncipe também serem encantados, mas ele morreu antes da estreia de Beauty and the Beast (1991) enquanto trabalhava em Aladdin. Beauty and the Beast teve uma dedicatória a ele na introdução. O filme arrecadou US$ 351 milhões e foi louvado como uma obra prima, e entre inúmeros prêmios, venceu o Grammy Awards de Dueto do Ano por Beauty and the Beast e tornou-se a primeira animação indicada ao Oscar de melhor filme, vencendo em trilha sonora e canção original. Com o estúdio de animação produzindo grande sucessos, um novo complexo de prédios foi construído para ele em Burbank por Michael Eisner.[35] Tim Rice foi chamado para terminar as canções de Aladdin (1992) com Menken. Aladdin sofreu mudanças significativas após a morte do Howard Ashman. Ele e Menken haviam escrito oito canções para o filme mas apenas três ficaram na versão final.[37] Ocorreram alterações na história que culminaram na exclusão dos personagens da mãe do Aladdin e seus três amigos.[38] Aladdin foi a primeira animação a chegar a mais de $ 500 milhões de dólares mundialmente. Além de ter sido um grande sucesso, venceu dois Oscars e A Whole New World venceu o Grammy de Canção do Ano.[36]

Pocahontas em exibição no El Capitan Theatre, Hollywood em 1995.

O Rei Leão (1994) era considerado um filme pequeno na época de sua produção com ninguém acreditando no seu sucesso; Katzenberg havia dito que: "Pocahontas é um vencedor, é um musical romântico, Romeu e Julieta com índios americanos. Vai ser um sucesso. Está escrito. O Rei Leão por outro lado... é um experimento... Nós não sabemos se as pessoas vão querer ver isso". Depois disso, os animadores preferiram trabalhar em Pocahontas porque acreditavam que seria mais bem sucedido. Então, a equipe do O Rei Leão foi mais formada por novatos e animadores interessados em desenhar animais. Tim Rice foi escolhido como letrista e chamou Elton John para ser o compositor, já que Alan Menken estava trabalhando em Pocahontas. Na época de sua produção o então presidente da Walt Disney Company, Frank Wells, morreu num acidente de helicóptero e o filme foi dedicado a ele.[35] O Rei Leão tornou-se a segunda maior bilheteria de todos os tempos na época, arrecadando mais de $ 700 milhões de dólares em sua exibição inicial, um sucesso inesperado. Pocahontas (1995), O Corcunda de Notre Dame (1996), Hércules (1997), Mulan (1998) e por último Tarzan (1999), foram também sucessos de bilheteria indicados ao Oscar. Os cinco primeiros musicais do Renascimento venceram o Oscar de melhor trilha sonora original e melhor canção original. Tarzan venceu em canção original por You'll Be in My Heart do Phil Collins.[36] Tarzan apresentou a técnica Deep Canvas, capaz de dar um efeito tridimensional as pinturas e panos de fundo das animações e revolucionou a animação tradicional.[39]

Apesar do sucesso constante em bilheterias, a recepção mista da crítica a Pocahontas, O Corcunda de Notre Dame e Hércules, fizeram o estúdio de animação entrar em uma nova crise criativa. Ambos Pocahontas e O Corcunda de Notre Dame foram feitos com um tom mais maduro, na tentativa da Disney de repetir o feito da A Bela e a Fera e ser indicado ou vencer o Oscar de melhor filme, mas isto não ocorreu. A crítica afirmou que a história de Pocahontas era fraca e faltava graça, diversão, e Corcunda de Notre Dame tinha um drama desigual embora fosse mais sofisticado que a maioria dos filmes infantis.[40][41] Com estas recepções mornas a Disney resolveu abandonar a seriedade e investir na comédia. Hércules ganhou tons de sátira americana da mitologia grega, recheado de referência a cultura pop, mas não foi recebido com entusiasmo pela crítica que afirmou que era divertido mas não um "verdadeiro clássico Disney". Os críticos aclamaram Mulan e depois Tarzan, pela Disney ter voltado a encontrar equilíbrio entre o drama e a comédia.[42]

2000-2006: Volta do declínio pós-renascença[editar | editar código-fonte]

Cartaz oficial de Treasure Planet (2002)

Após Fantasia 2000 (1999), Peter Schneider saiu da presidência do estúdio de animação e foi substituído por Thomas Schumacher. No final dos ano 90, o estúdio entrou numa crise de identidade. A fórmula musical foi considerado "desgastada" e Mulan tem poucas canções enquanto Tarzan os personagens não cantam; Ambos foram sucesso de público e crítica. O surgimento da animação digital, concorrência com novos estúdios como a DreamWorks e o sucesso constante da Pixar, levou a Disney a ficar "perdida" nos novos tempos e seguiu-se tentativas falhas de mudar.[42] O Dinossauro (2000) foi a primeira animação da Disney em CGI, e teve recepção morna do público e crítica. Com o The Emperor's New Groove (2000) a Disney investiu na comédia no estilo DreamWorks, foi bem recebido pela crítica mas teve pouca atenção do público. Em Atlantis: The Lost Empire (2001), a Disney investiu em ação e aventura e saiu do "lugar comum" do estúdio, mas o filme arrecadou apenas US$ 186 milhões de um orçamento de US$ 100 milhões, concorrendo diretamente com Shrek. Devido a arrecadação mais baixa do que o esperado, a Disney cancelou uma série de televisão e uma atração submarina na Disneyland. Outra tentativa de aventura da Disney foi O Planeta do Tesouro (2002), que apesar de ter recebido críticas positivas, não conseguiu recuperar seu orçamento nas bilheterias. Após essas decepções, Michael Eisner definiu que o próximo filme de animação fosse mais barato, e para surpresa de todos Lilo & Stitch (2002), foi um sucesso de público e crítica, gerando uma franquia.

Thomas Schumacher saiu da presidência do estúdio de animação em dezembro de 2002, sendo atualmente responsável pela divisão de teatro da Disney. Ele foi substituído por David Stainton; no mesmo período Roy E. Disney se afastou como executivo do estúdio de animação e do conselho da presidência da Disney, por não concordar como Michael Eisner estava conduzindo a companhia. Eisner seria substituído por Robert Iger como CEO em 2005. Em 2003, a Disney lançou Irmão Urso, que apesar do apelo musical de Phil Collins, recebeu críticas pela sua história e teve recepção morna do público. No mesmo período, a Disney anunciou que o filme seguinte Nem que a Vaca Tussa (2004), seria o último do estúdio feito em animação tradicional. Nem que a Vaca Tussa contou com o retorno de Alan Menken como compositor para o estúdio, no entanto, foi um fracasso de crítica e público, o mesmo ocorreu com Chicken Little (2005), considerado uma das piores animações da Disney.

2006-presente: Reestruturação e segundo renascimento[editar | editar código-fonte]

O Roy E. Disney Building, fachada da sede do estúdio, em Burbank, na Califórnia.

Em 2006, David Stainton foi substituído por Edwin Catmull como presidente e John Lasseter como diretor criativo. Ambos Catmull e Lasseter são líderes também da Pixar e assumiram a Disney Animation após a Walt Disney Company comprar a Pixar em 2006. Neste ano, o estúdio mudou seu nome para o atual, Walt Disney Animation Studios. John Lasseter proibiu o DisneyToon Studios de continuar produzindo sequências diretamente em vídeo das animações, e passar a produzir spin-off, dando início a série Tinker Bell.

Após a chegada de Lasseter, Meet the Robinsons foi adiado. Dez meses mais tarde, quase 60% ​​do filme havia sido desfeito e refeito; Meet the Robinsons estreou em março de 2007, foi bem recebido pela crítica mas fraco de bilheteria. Bolt (2008) conseguiu ser um sucesso maior de público e crítica que a animação antecessor, especialmente porque evidenciou a melhora da Disney na animação digital. Roy E. Disney, ex-executivo do estúdio de animação, que havia voltado a Disney como Diretor Emérito da companhia, faleceu em 16 de dezembro de 2009, e o prédio central da Walt Disney Animation Studios foi nomeado "Roy E. Disney Building" em maio de 2010.[43]

A Princesa e o Sapo (2009), retomou a animação tradicional e os contos de fadas musicais ao estúdio; enquanto os fãs e a crítica o receberam de maneira positiva, ele passou abatido pelo público. A Disney chegou a conclusão que o fracasso de público ocorreu por causa do título conter "Princesa", e os garotos não querem ver filmes com princesas no título. Por isso a animação seguinte baseada no conto de Rapunzel, teve o título alterado para Tangled (2010), foi feita em animação digital e teve um marketing que focava-se na ação e comédia, colocando ambos Rapunzel e Flynn Rider como protagonistas, diminuindo o apelo feminino.[44] Tangled apresentou a técnica de renderização de animações em estilo de pintura.[45] Apesar do marketing oposto, Tangled foi um conto de fadas tradicional da Disney, especialmente porque foi a 50º animação do estúdio. Um sucesso de bilheteria e crítica, arrecadou mais de 500 milhões de dólares no mundo todo e até agora, é o último trabalho do veterano Alan Menken, como compositor para o estúdio.[46]

O sucesso de Tangled entrou em contraste com o fracasso da animação seguinte, Winnie the Pooh (2011), que apesar da ótima recepção da crítica foi mal nas bilheterias. Winnie the Pooh também é musical e baseado em uma história clássica mas em animação tradicional. A culpa do seu fracasso pode ter sido colocada na animação tradicional que não atrai mais as crianças atuais. Frozen que estava em produção no momento, seria em animação tradicional mas sofreu uma mudança geral na produção que incluiu ser feito em animação digital. Winnie The Pooh é até agora, o último filme em animação tradicional da Disney. Wreck-It Ralph (2012), introduziu novas formas de distribuição da reflectância bidirecional na Disney, com reflexos mais realistas em superfícies, e um novo sistema virtual de câmara de captação, o que torna possível para filmar através das cenas em tempo real.[47] Wreck-it Ralph foi muito bem recebido pelo público e crítica; O curta-metragem que acompanha o filme, Paperman (2012), mostra uma nova técnica para misturar animação tradicional com animação digital e venceu o Óscar de melhor curta-metragem de animação.[48]

John Lasseter (diretor de criação, à esquerda) e Edwin Catmull (Presidente, direita) veio para a Disney após a aquisição da Pixar e dedicaram-se a revitalizaçãoda Walt Disney Animation Studios após o período fraco no início dos anos 2000.

Viria em 2013, o grande sucesso da fase do John Lasseter no comando do estúdio com Frozen: é a maior bilheteria de uma animação em todos os tempos. Foi aclamado pela crítica pela sua história inovadora que subverte os contos de fadas tradicionais e ao mesmo tempo, mantêm o espírito do Renascimento da Disney. Venceu o Oscar de melhor filme de animação, primeira vitória da Walt Disney Animation Studios, e melhor canção original por "Let it Go". Frozen provou que os filmes de princesa ainda são a "alma" das animações da Disney. Antes de Frozen, John Lasseter disse que não havia planos futuros para filmes de princesa. No entanto, Moana, de Munsker e Clements (diretores de A Pequena Sereia, Aladdin e A Princesa e o Sapo) está em produção, com estreia marcada para o final de 2016.

Em 2014, o estúdio lançou sua primeira animação baseada em super-heróis da Marvel, Big Hero 6 que venceu o Oscar de melhor filme de animação e arrecadou mais de 600 milhões de dólares ao redor do mundo. O curta-metragem Feast, exibido antes de Big Hero 6, venceu o Óscar de melhor curta-metragem de animação. O retorno da Disney a animações de qualidade continua com Zootopia (2016), aclamado pela crítica pela sua história e temas sobre discriminação. Zootopia chegou a um bilhão de doláres ao redor do mundo, segundo animação do estúdio após Frozen chegar a marca e é a maior estréia de uma animação em março na história.

Seus futuros filmes em desenvolvimento são: uma continuação de Wreck-it Ralph, anunciada em 30 de junho de 2016 que vai estrear em 09 de março de 2018, e voltará ser dirigido por Rich Moore e Phil Johnston; De acordo com o ator John C. Reilly (Ralph), o pano de fundo da história será: "O mundo da internet é o lugar perfeito para enviar Ralph e Vanellope. A escala e a extensão são vastas e as possibilidades de comédia são infinitas."[49] Também para 2018, a Disney está produzindo Gigantic, inspirado no conto João e o pé de feijão, que inicialmente iria estrear em março de 2018. Gigantic será dirigido por Nathan Greno mesmo diretor de Tangled, e terá canções de Robert Lopez e Kristen Anderson-Lopez, os compositores de Frozen. Na trama divulgada até o momento, a história se passa na Espanha, mais precisamente na época das Grandes Navegações (século XV até o início do 17). O primeiro gigante que ele conhece é Inma, uma garota mal-humorada de 11 anos – inspirada em uma criança de verdade que a equipe do filme conheceu na Espanha. Inma pensa que Jack é um brinquedo, e ele não pode fazer nada para ela mudar de ideia; os dois, no entanto, começam a desenvolver um vínculo e embarcam em uma aventura que mudará ambos para sempre.[50] Outra produção em desenvolvimento é uma sequência de Frozen ainda sem data de estréia, que conta com o retorno de Jennifer Lee e Chris Buck na direção e Peter Del Vecho na produção.

Estúdio[editar | editar código-fonte]

Gestão[editar | editar código-fonte]

Walt Disney Animation Studios é atualmente gerida por Edwin Catmull (Presidente, Walt Disney e Pixar Animation Studios), John Lasseter (Diretor de criação) e Andrew Millstein (Presidente).[51] Desde 2006, eles continuam a viver na área da Baía de San Francisco (onde eles dirigem a Pixar), Catmull e Lasseter têm regularmente ido para Burbank a cada semana para passar pelo menos dois dias (normalmente terças e quartas-feiras) na Disney Animation.[52] Eles inicialmente nomearam Millstein como gerente geral e vice-presidente executivo para lidar com as operações de negócios do dia-a-dia em seu nome. Millstein foi promovido para o cargo de presidente em novembro de 2014, juntamente com o seu homólogo na Pixar, Jim Morris. Ambos Millstein e Morris continuam a relatar a Catmull, que detém o título de presidente de ambos os estúdios.[51]

Os ex-presidentes do estúdio incluem David Stainton (Janeiro de 2003 - Janeiro 2006), Thomas Schumacher (janeiro de 2000 - Dezembro de 2002) e Peter Schneider (1985 - Dezembro de 1999).[53]

Outros executivos da Disney que também exerceram muita influência dentro do estúdio eram Roy E. Disney (1985-2003, Executivo, do estúdio de animação), Jeffrey Katzenberg (1984-1994, Presidente, do The Walt Disney Studios), Michael Eisner (1984-2005, CEO da The Walt Disney Company), e Frank Wells (1984-1994, Presidente e COO, The Walt Disney Company).[35]

Locais[editar | editar código-fonte]

Lado oeste do Roy E. Disney Building Animation.

Desde 1995, a sede da Walt Disney Animation Studios é no Roy E. Disney Building Animation em Burbank, na Califórnia do outro lado da Riverside Drive na The Walt Disney Studios, onde o edifício de animação original (que hoje abriga escritórios corporativos) está localizado. O átrio do edifício de animação está tapado por uma versão grande do famoso chapéu do Aprendiz de Feiticeiro, segmento de Fantasia (1940), e o prédio é informalmente chamado de "edifício do chapéu" por isso. A Disney Animation compartilha sua área com ABC Studios, cujo edifício está localizado ao oeste.[54]

De 1985 a 1995, a Disney Animation operou no complexo Air Way, um grupo de hangares velhos, escritórios e reboques no Grand Central Business Centre, um parque industrial no local do antigo Grand Central Aeroporto cerca de duas milhas (3,2 km) a leste da cidade de Glendale. Hoje, a DisneyToon Studios está atualmente sediada em Glendale.[55] Os arquivos da Disney Animation, são hoje conhecidos como Biblioteca de Pesquisa em Animação, também localizada em Glendale. Ao contrário dos edifícios de Burbank, a DisneyToon Studios e a Biblioteca estão localizados em escritórios próximos ao Grand Central Creative Campus da Disney. A Biblioteca tem 12.000 metros quadrados e é o lar de 64 milhões de obras de arte da animação desde 1924; devido à sua importância para a empresa, é exigido que os visitantes concordem em não divulgar sua localização exata dentro de Glendale.[56]

Anteriormente, a Disney detinha estúdios de animação "satélites" localizados ao redor do mundo em Montreuil, Seine-Saint-Denis, França (subúrbio de Paris)[57], e no Bay Lake, Flórida (perto de Orlando, no Disney's Hollywood Studios, um dos quatro parques temáticos do Walt Disney World).[58] O estúdio de Paris foi fechado em 2002, enquanto o estúdio da Flórida foi fechado em 2004.[59] O edifício da Florida atualmente é utilizado para o show e turnê, The Magic of Disney Animation.[60]

Em novembro de 2014, a Disney Animation começou uma ampliação de 16 meses no Roy E. Disney Building, a fim de corrigir o que Catmull chamou de "calabouço" interior.[61] Por exemplo, o interior era tão apertado que não poderia facilmente acomodar reuniões com todos os funcionários na sala.[62] A Disney não divulgou o custo da reforma, mas Lasseter revelou que "[..] no centro do segundo andar terá um átrio que vai subir mais dois andares; queremos fazer este edifício tão bonito e digno do talento artístico que está lá". Além disso, foi revelado que o grande chapéu do feiticeiro irá tornar-se a entrada principal do edifício. Lasseter afirmou: "Haverá uma linda escada que sobe para o chapéu, que é realmente um grande símbolo, como se estivéssemos entrando no edifício através da magia do chapéu de Mickey Mouse".[63] Devido à renovação, os funcionários do estúdio mudaram-se temporariamente para o espaço disponível controlado pela Disney mais próximo: O edifício do DisneyToon Studios no parque industrial em Glendale e para o antigo armazém do Imagineering em North Hollywood ao oeste do Bob Hope Airport.[64]

Produções[editar | editar código-fonte]

Longa-metragens[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Lista de clássicos da Disney

Walt Disney Animation Studios produziu filmes de animação e uma série de técnicas em animação tradicional, animação digital e combinação com filmes em live-actions. O primeiro filme do estúdio foi Branca de Neve e os Sete Anões, lançado em 1937, e seu filme mais recente, Zootopia, foi lançado em 2016.

Curtas-metragens[editar | editar código-fonte]

Desde Alice Comedies na década de 20, a Walt Disney Animation Studios tem produzido uma série de proeminentes curtas, incluindo a série do Mickey Mouse e Silly Symphonies. Muito dos seus curtas tem sido usado pelo estúdio como experimento de novas tecnologias que poderiam ser usadas nos longas, como o som sincronizado de Steamboat Willie (1928), as três tiras de Technicolor em Flowers and Trees (1928), a câmera multiplano em The Old Mill (1937), o processo de xerografia em Goliath II (1960), e a animação híbrida que mistura a tradicional com a digital em Off His Rockers (1992), Paperman (2012) e Get a Horse! (2013).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]