Walter Lima Júnior

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Walter Lima Júnior
Nascimento 26 de novembro de 1938
Niterói, Brasil
Nacionalidade  Brasil
Ocupação Cineasta
Festival de Berlim
Grand Prix do Júri
1969
IMDb: (inglês)

Walter Lima Junior (Niterói, 26 de novembro de 1938) é um cineasta brasileiro, bacharel em Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Também atuou na direção de diversos documentários para a televisão brasileira.[1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Começou escrevendo críticas para jornais diários. Em 1963, conheceu Glauber Rocha, que o convidou para fazer assistência de direção em Deus e o Diabo na Terra do Sol.[2]

Seu primeiro longa-metragem foi Menino de engenho (1965), uma adaptação do romance de José Lins do Rego. Fez em seguida Brasil ano 2000 (1968), Urso de Prata do Festival de Berlim e Concha de Ouro no Festival de Cartagena; e Na boca da noite (1970).
Entre 1973 e 1978, dirigiu documentários para a televisão, como Os índios Kanela (1974). Em 1977, concluiu o longa-metragem A lira do delírio', prêmio de melhor filme no Festival de Brasília. Fez em seguida dois trabalhos originalmente destinados à televisão que tiveram versões para cinema: Joana Angélica (1979) e Chico Rei, série de oito episódios para a televisão alemã com versão reduzida para o cinema finalizada em 1985. Em 1983 fez Inocência, prêmio de direção em Brasília e prêmio Coral no Festival de Havana; em seguida, Ele, o Boto (1986).
Nos anos 1990 dirigiu, sob encomenda de um produtor americano, O monge e a filha do carrasco (1995) e pouco depois fez A Ostra e o Vento (1997), baseado no livro de Moacir C. Lopes, selecionado para a competição do Festival de Veneza.
Vem alternando, entre seus filmes de ficção, documentários de duração média, como Em cima da terra, embaixo do céu (1991) e Uma casa para Pelé (1992), realizado para o Channel Four. Para a televisão fez também minisséries, como Capitães da areia e Dossiê Chatô, além de um telefilme, Meu filho teu (2001).
Em 2002 teve sua biografia e filmografia publicadas no livro de Carlos Alberto de Matos: Walter Lima Júnior, Viver Cinema. Em 2003, realizou o documentário em curta-metragem Thomas Farkas, e, em 2005, filmou o longa-metragem de ficção Os desafinados, que estreou em 2008.
Tem ministrado cursos de direção de atores e assistência de direção para cinema no Rio de Janeiro. Atualmente é professor no curso de Direção Cinematográfica da Escola de Cinema Darcy Ribeiro, e na Pontifícia Católica Universidade (PUC-Rio), no Rio de Janeiro.

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Premiações[editar | editar código-fonte]

  • Urso de Prata, no Festival de Berlim, por Brasil Ano 2000 (1969).
  • Duas vezes o Prêmio Candango de Melhor Diretor, no Festival de Brasília, por A Lira do Delírio (1978) e "Inocência" (1983).
  • Troféu Passista de Melhor Filme, no Festival do Recife, por A Ostra e o Vento (1997).
  • Troféu Passista de Melhor Diretor, no Festival do Recife, por A Ostra e o Vento (1997).
  • Troféu Passista do Prêmio do Público, no Festival do Recife, por A Ostra e o Vento (1997).
  • Prêmio de Melhor Diretor, no Festival de Natal, por Ele, o Boto (1987).
  • Prêmio de Melhor Filme, no Festival de Havana, por Inocência (1983).
  • Prêmio de Melhor Filme do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro, por Menino de Engenho (1965).

Referências

  1. «Biografia». Consultado em 25 de abril de 2017 
  2. Thiago Jacot, Gabriel Ribeiro e Marcelo Félix Moraes. «Entrevista com Walter Lima Junior». Consultado em 25 de abril de 2017 


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