Walter Pinheiro

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Walter Pinheiro
Secretário de Educação da Bahia Bahia
Período 7 de junho de 2016
até a atualidade
Governador Rui Costa
Senador pela Bahia Bahia
Período 1º de fevereiro de 2011
até 7 de junho de 2016
Deputado Federal pela Bahia Bahia
Período 1º de fevereiro de 1997
até 1º de fevereiro de 2011
(4 mandatos consecutivos)
Vereador de Salvador Bandeira de Salvador.svg
Período 1º de janeiro de 1993
até 31 de março de 1996
Dados pessoais
Nascimento 25 de maio de 1959 (58 anos)
Salvador, Bahia
Nacionalidade brasileiro
Partido PT (1983-2016)
Sem partido (2016-atualmente)
Religião batista
Profissão Político

Walter de Freitas Pinheiro (Salvador, 25 de maio de 1959) é um político brasileiro. Fez sua carreira no movimento sindical e, até a crise do governo Dilma Rousseff em março de 2016, era filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT).[1]

Pinheiro foi eleito deputado federal em quatro legislaturas e senador para a legislatura 2011-2018.[2]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Nasceu no subúrbio da capital baiana, e ali morou durante vinte anos.[3]

Pinheiro formou-se pela Escola Técnica Federal da Bahia, tendo duas formações: como técnico em telecomunicações e técnico em eletrônica; bacharel em economia pela Universidade Federal da Bahia.[2] Por sua formação inicial trabalhou na empresa estatal estadual de telecomunicações que então existia, a Telebahia, quando ingressou no sindicalismo.[3]

Membro da Igreja Batista, e apesar de compor a chamada "Frente Evangélica" de parlamentares, ele contudo prefere separar a atuação política da religião, tendo neste sentido declarado, quando ainda pertencia aos quadros do PT: “Fé é uma coisa individual. Não aceito interferência do PT em minha fé e nem uso a minha fé na minha atuação política”.[4]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Filiado ao PT da Bahia desde 1983,[1] foi vereador de Salvador, Bahia (1993—1996), onde liderou a bancada[3] e deputado federal (1997-2011).[2]

Foi presidente da SINTTEL-B, fundador da CUT, secretário-Geral e tesoureiro da CUT estadual e nacional, membro da CNPT e coordenador-geral da FITTEL.

Em 2008, candidatou-se à prefeitura de Salvador após derrotar no partido as pretensões do deputado Nelson Pellegrino (que tentara o cargo por três vezes), indo ao 2º turno das eleições soteropolitanas contra o prefeito João Henrique (PMDB), que tentava a reeleição e, por pertencer a um partido da base aliada tanto dos governos federal e estadual petistas, fez com que Pinheiro não contasse com a participação na sua campanha da então figura popular de Lula nem do então governador Jaques Wagner: os dois líderes petistas haviam sido contrários à decisão da executiva municipal em lançar candidatura própria.[3]

Derrotado no segundo turno, ele declarou que saíra vitorioso: "...conseguimos mais de 500 mil votos em uma eleição muito disputada" e que apresentara "...propostas e projetos para os principais problemas da cidade, percorri todos os bairros, aprofundei meus conhecimentos sobre a cidade."[5]

Foi derrotado com 217.995 votos de diferença em relação ao peemedebista João Henrique - ele tinha sido apoiado por ACM Neto, do DEM, que fora vencido no primeiro turno; Pinheiro encerrou as eleições à prefeitura de Salvador com 41,54% dos votos válidos contra 58,46% do vencedor.[6]

Em 2008, assumiu a presidência da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara.[7] colegiado do qual sempre foi titular.

Licenciou-se do mandato de deputado federal em 19 de março de 2009 para assumir a Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia.[8]

Senador[editar | editar código-fonte]

Foi eleito senador pela Bahia nas eleições de 2010 com 3.630.553 votos,[9] sendo o candidato mais votado do estado e primeiro senador do PT na Bahia.

Em 29 de março de 2016, mesmo dia em que o PMDB anunciou sua saída da base do governo da presidenta Dilma Rousseff, ele deixou o Partido dos Trabalhadores através de uma carta ao diretório baiano da agremiação; aos seus eleitores ele agradeceu o apoio e garantiu que continuará "trabalhando pelo povo da Bahia", completando: "Creio que, como diz o apóstolo Paulo, 'combati o bom combate'. Permanecerei com o trabalho firme e mantendo minha fé que é possível, fé no Brasil, fé na vida".[1]

As relações com o partido já estavam complicadas há muito tempo; no congresso do PT, em junho de 2015, ele se ausentara, apresentando várias queixas sobre a forma como seu papel era menosprezado pela legenda que, por sua vez, também reclamava de várias posições do parlamentar.[10] Algum tempo antes ele confidenciara que não voltaria a concorrer a uma eleição pela legenda,[11] e já antes naquele ano fazia críticas ao governo da tribuna.[12] Ele não participava das reuniões da bancada, e quando o partido tomava alguma posição coletiva, tinha que consultá-lo para saber como votaria.[13]

Em fevereiro de 2016 o PT baiano ainda tentou negociar, oferecendo-lhe a legenda para concorrer à prefeitura de Salvador nas eleições municipais daquele ano, com a garantia de que, caso não fosse eleito, ainda manteria a vaga para concorrer ao Senado dois anos depois, o que não foi aceito.[14]

Em junho de 2016, licenciou-se do mandato de senador para chefiar a Secretaria da Educação da Bahia, no governo Rui Costa. Em seu lugar assume seu primeiro-suplente, Roberto Muniz (PP).[15]

Referências

  1. a b c Agência Brasil (30 de março de 2016). «Senador Walter Pinheiro deixa o PT, mas não anuncia novo partido». Zero Hora. Consultado em 1 de abril de 2016 
  2. a b c Institucional (s/d). «Biografia in Perfil do senador». Senado. Consultado em 2 de abril de 2016  Verifique data em: |data= (ajuda)
  3. a b c d Manuela Martinez (5 de outubro de 2008). «Em disputa apertada, Walter Pinheiro vai para o segundo turno com João Henrique». Uol eleições. Consultado em 2 de abril de 2016 
  4. Luciana Lima (23 de abril de 2013). «Evangélicos têm atuação heterogênea no Congresso». Último Segundo. Consultado em 2 de abril de 2016 
  5. Manuela Martinez (26 de outubro de 2008). «Após derrota, Walter Pinheiro afirma que "Deus escreve certo por linhas tortas"». Uol Eleições. Consultado em 2 de abril de 2016 
  6. Manuela Martinez (26 de outubro de 2008). «Reeleito, João Henrique agradece a Geddel e ACM Neto». Uol Eleições. Consultado em 2 de abril de 2016 
  7. s/a (4 de março de 2008). «Walter Pinheiro presidirá a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática». Intervozes. Consultado em 2 de abril de 2016 
  8. Redação Correio (13 de março de 2009). «Walter Pinheiro é anunciado novo secretário do Planejamento». Correio 24 Horas. Consultado em 2 de abril de 2016 
  9. Institucional (2010). «Walter Pinheiro (2010)». Uol eleições. Consultado em 2 de abril de 2016 
  10. Institucional (15 de junho de 2015). «Pinheiro versus PT». Veja. Consultado em 1 de abril de 2016 
  11. Institucional (8 de maio de 2015). «Mais um de saída do PT». Veja. Consultado em 1 de abril de 2016 
  12. Institucional (11 de agosto de 2015). «Fogo amigo de Pinheiro». Veja. Consultado em 1 de abril de 2016 
  13. Institucional (20 de agosto de 2015). «Na escola de Marta». Veja. Consultado em 1 de abril de 2016 
  14. Institucional (18 de fevereiro de 2016). «PT acena com candidatura mas senador prefere deixar sigla». Veja. Consultado em 1 de abril de 2016 
  15. «Walter Pinheiro deixa Senado para chefiar pasta de Educação da Bahia». Folha de S.Paulo. 1º de junho de 2016. Consultado em 8 de março de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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