Walter Sisulu

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Walter Ulyate Max Sisulu (Ngcobo, 18 de maio de 1912 - Joanesburgo, 5 de maio de 2003) foi um activista sul-africano contrário ao regime do Apartheid[1] e membro do Congresso Nacional Africano (CNA), servindo às vezes como secretário-geral e vice-presidente da organização. Ele foi preso na Ilha Robben, onde ficou detido na prisão por mais de 25 anos.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Engcobo, na região do Transkei. Tinha os nomes de clã Xhamela e Tyhopho.[2] Sua mãe, Alice Mase Sisulu, foi uma empregada doméstica Xhosa e seu pai, Albert Victor Dickenson, era branco.[3] Dickenson trabalhou no Departamento de Colônia do Cabo durante seis anos, entre 1903 e 1909, e foi transferido para o Gabinete do Chefe do Magistrado em Umtata, em 1910, para inspecionar os trabalhadores negros de uma estrada em construção.[4] Albert Victor Dickenson não desempenhou um papel na educação de seu filho, e o menino e sua irmã, Rosabella, foram criados pela família de sua mãe, que eram descendentes do clã Thembu.[5]

Aos 15 anos de idade, em 1928, mudou-se para Joanesburgo, com o objetivo de ganhar dinheiro para ajudar no sustento da família. Na capital, tornou-se liderança sindical e em 1940 filiou-se ao Congresso Nacional Africano. No ano seguinte, teve por inquilino Nelson Mandela, encorajando-o a ingressar no CNA.[4][6][7]

Sisulu era casado com Albertina Sisulu, e junto a Nelson Mandela (que se casou com uma prima sua, Evelyn Ntoko Mase[8]) e Oliver Tambo, em 1944, foi cofundador da ANCYL (liga jovem do CNA).[2]

Em 1949, tornou-se Secretário-Geral do CNA, mesmo ano em que o ultradireitista Partido Nacional fizera aprovar as leis segregacionistas do apartheid.[4][9]

Membro do CNA, foi preso em 1952 acusado de comunismo, e novamente quatro anos após no famoso Julgamento por Traição, do qual livrou-se inocente.[2]

Sisulu sofreu sucessivas interdições e prisões familiares, após a proscrição do CNA e do CPA. Foi um dos fundadores e líderes do MK (braço armado do CNA) e viveu na clandestinidade a partir de 1963.[2][10]

No Julgamento de Rivonia (1964) foi condenado à prisão perpétua, cumprindo pena na Ilha de Robben e em Pollsmoot, de onde saiu em 16 de outubro de 1989 para negociar com o regime o fim do domínio branco no país.[2]

Em 1992 foi agraciado com a mais alta honraria do CNA, o Isitwalandwe Seaparankoe.[2] Uma filha adotiva, Beryl Rose Sisulu, serviu como embaixadora da República da África do Sul na Noruega.[11]

Referências

  1. a b Obituary: Walter Sisulu - BBC News obituary, dated Monday, 5 May 2003
  2. a b c d e f Nelson Mandela (2010). Conversas que tive comigo primeira ed. (Rio de Janeiro: Rocco). p. 409 (e 51). ISBN 9788532526076. 
  3. Mac Maharaj, Ahmad M. Kathrada (org.) (2006). Mandela: the authorized portrait. Andrews McMeel Publishing [S.l.] p. 31. ISBN 0740755722. 
  4. a b c BBC News (5 de maio de 2003). «Obituário de Walter Sisulu». BBC News. Consultado em fevereiro de 2012. 
  5. Walter Sisulu (em inglês) Walter Sisulu
  6. Walter Sisulu - ANC Page
  7. David Beresford, "Walter Sisulu" (obituary), The Guardian, 7 May 2003.
  8. Sisulu, Elinor (10 June 2011). «Tribute: Life, love and times of the Sisulus». The New Age [S.l.: s.n.] Consultado em 4 August 2013. 
  9. [1]
  10. H. Lever, "The Johannesburg Station Explosion and Ethnic Attitudes", «The Public Opinion Quarterly» (Vol. 33, No. 2, Summer 1969) [S.l.: s.n.]: 180–189. JSTOR 2747759. 
  11. Female ambassadors luncheon.
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