Walter Villa

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Walter Villa
Villa, Walter auf Harley 250 cm³ 1976-08-28.jpg
Walter correndo com sua HDB2 em 1976.
Nacionalidade Itália Italiana
Data de Nascimento 13 de agosto de 1943
Natural de Castelnuovo Rangone, Flag of Italy (1861–1946).svg Itália
Data de Falecimento 22 de junho de 2002 (58 anos)
Local do Falecimento Modena,  Itália
Registros no MotoGP
Títulos 3 nas 250cc (1974, 1975 e 1976)
1 nas 350cc (1976)
Largadas 72
Vitórias 24
Pódios 36
Pole positions 14
Voltas Rápidas 20
Pontos 599

Walter Villa (Castelnuovo Rangone, 13 de agosto de 1943 –– Modena, 22 de junho de 2002) foi um motociclista italiano, tetracampeão do mundo e oito vezes campeão italiano.[1][2]

Villa correu em um período de transição do motociclismo, entre os anos 1960 e 1970, que marcou o fim do período amador do esporte a motor, onde as equipes funcionavam descentralizadas, sem a necessidade do apoio de fábrica para correr, e o início da era profissional da categoria, com o surgimento de patrocinadores e associações de pilotos. Este período também ficou marcado pela dominância italiana no campeonato mundial de motovelocidade.[3]

Nascido no coração do automobilismo italiano, Villa seguiu os passos de seu irmão Francesco Villa, e iniciou sua carreira no motociclismo no início dos anos 1960,[2] obtendo sucesso poucos anos depois, com seu primeiro título italiano em 1966,[4] seguido de mais sete, com o último acontecendo em 1979.[5] Entre esse período, Walter esteve em 12 temporadas do mundial de motovelocidade, obtendo um tricampeonato nas 250cc entre 1974 e 1976, com este último ano também lhe rendendo o troféu nas 350cc, todos correndo pela Harley-Davidson. Após abandonar a motovelocidade, passou a disputar corridas de resistência no Japão, quando encerrou a carreira.[1]

Considerado um dos pilotos mais completos de sua geração,[2] Villa, embora fosse conhecido como uma pessoa de natureza amigável e generosa, dentro das pistas se tornava um competidor ferroz e implacável, com o único objetivo de vencer.[2][6] Apesar disso, não era considerado agressivo, mas um piloto conservador, que não se permitia ao erro.[2] Este perfil levaria Enzo Ferrari a descrevê-lo como o Niki Lauda das motos – a thinking racer[2] (em uma tradução livre, um piloto que pensa antes de agir).

Carreira[editar | editar código-fonte]

Início nas motos, e seu primeiro título italiano[editar | editar código-fonte]

O quarto em uma família de seis irmãos, Walter Villa nasceu em 13 de agosto de 1943 na pequena comuna de Castelnuovo Rangone, entre Maranello e Modena, o coração do automobilismo italiano.[2] Apesar da forte influência automobilística da região, acabou se envolvendo nas duas rodas,[2] seguindo os passos de seu irmão mais velho Francesco Villa[7] – Francesco, apesar de ser um piloto talentoso, tendo conquistado um tetracampeonato italiano, se tornaria mais conhecido como exímio mecânico.[8]

As primeiras corridas de Villa aconteceram aos 13 anos, em competições locais,[9] e sua primeira corrida em campeonatos italianos aos 19, em 1962.[10] Sua estreia no italiano de novatos se tornaria notória: correndo com uma Morini Settebello 175cc emprestada pelo jornalista Roberto Patrignani, terminou na terceira colocação, à frente de Giacomo Agostini, em quinto,[3] competidor que viria a se tornar o maior vencedor do campeonato mundial de motovelocidade. Para 1963, disputou a categoria júnior do italiano, terminando na terceira colocação com uma Ducati 125cc emprestada, com duas vitórias.[10][3]

Seu irmão Francesco foi uma forte influência, parceiro e rival para Walter durante sua carreira.

Em 1964 foi contratado como segundo piloto no italiano de motovelocidade para seu irmão Francesco pela Mondial. Correndo com um motor dois tempos desenvolvido por Francesco, terminou em quarto lugar no campeonato, à frente deste,[3] então atual tricampeão seguido.[4] Seu desempenho lhe rendeu uma vaga como piloto de testes da MV Agusta, que desenvolvia um motor de 125cc dois tempos experimental de Peter Durr, mas tendo o projeto sido abandonado após apresentar diversos problemas de confiabilidade.[10] Posteriormente Villa recordaria a frustração com o projeto: "No primeiro momento, eu estava feliz pela contratação, mas não participei de nenhuma corrida. Eu realizei várias voltas em Monza, mas não consegui terminar nenhuma delas sem o motor apresentar defeito".[3]

Apesar de liberado para disputar algumas corridas no final de 1965 com um motor desenvolvido por Francesco, embora perdendo a permissão para continuar participando dos testes de Durr, Walter e Conde Agusta concordaram em sua liberação ao término da temporada, com ele retornado para a Mondial para ocupar a vaga de seu irmão, que saiu para correr com sua própria moto.[3] Seu retornou logo acabou se mostrando frutífero, com Villa conquistando o seu primeiro título italiano já no ano seguinte, de 1966, novamente batendo seu irmão, que havia reconquistado a troféu no ano anterior.[4] O mesmo se repetiria nos dois anos seguintes, 1967 e 1968, com este último, correndo pela Montesa, novamente ocupando o lugar de Francesco.[4] 1967 ainda veria Villa terminando em terceiro nas 250cc, tendo corrido pela Morini e Montesa.[5]

Primeiras corridas no Mundial, e a Harley-Davidson[editar | editar código-fonte]

Enquanto disputava o campeonato italiano, Villa também começou a participar de suas primeiras corridas no mundial em 1967, correndo pela Montesa nas 125cc. Terminou sua única corrida naquela temporada, o GP da Alemanha, na quarta posição, lhe rendendo seus primeiros pontos. Apesar disso, sua segunda corrida só ocorreu em 1969, no GP da Espanha, novamente correndo pela Montesa nas 125cc, terminando na terceira colocação, seu primeiro pódio na competição. Disputou apenas mais uma etapa nas 125cc naquele ano, o GP das Nações, ocorrido na Itália, em uma moto desenvolvida em parceria com seu irmão Francesco – a Moto Villa. Nesta, chegou a contar com a companhia deste, terceiro colocado, uma posição acima da sua.[1]

Além das 125, Walter também correu em 1969 suas duas primeiras corridas na categoria de 250cc, nos GPs das Nações, disputado no circuito italiano de Ímola, e Iugoslávia, mas não finalizando nenhuma das duas.[1] A mesma situação decepcionante ocorreu no campeonato italiano, após a Montesa abandonar as competições durante o certame para se dedicar a sua produção de motocicletas, terminando o ano apenas na quarta colocação.[4] Para 1970 e 1971, apesar de sua procura por uma vaga nas principais equipes de fábrica, com o próprio considerando sua forte personalidade como um fator na falta de sucesso,[3] continuou por conta própria, terminando, respectivamente, em terceiro e segundo lugares no italiano.[4]

Villa disputou mais três corridas do mundial em 1970 com sua própria moto, nas 125cc, pontuando em duas delas; só voltando para a edição de 1972, com a Yamaha, terminando em sétimo no GP da Itália das 350cc. Se estabeleceu no campeonato a partir do ano seguinte, 1973, participando de mais quatro corridas pela equipe: 10° na França, 7° na Áustria e 8° na Alemanha nas 125cc; e segundo lugar na Áustria pelas 350cc. Ainda nas 350cc, também terminou em 6° na França, correndo pela Kawasaki, e 5° na Itália pela Benelli.[1][7] Nas 350cc do italiano, terminou na mesma posição do ano anterior, quarto lugar,[11] e conquistou o título nas 250cc com uma Yamaha preparada por si, e batendo o então atual campeão Renzo Pasolini.[5]

Nós fomos os últimos dos pioneiros, e os primeiros profissionais de verdade. Eu tive meu primeiro patrocínio pessoal no início dos anos 1970, uma fabricante de móveis chamada Macar, enquanto Johnny Cecotto ganhou uma fortuna por usar um capacete da Lem.

–Villa falando sobre a transição do esporte a motor nos anos 1970.[3]

A corrida na Itália ficaria marcada pelo seu envolvimento no acidente que vitimou Pasolini e Jarno Saarinen. Apesar de se machucar gravemente, Villa acabou sendo erroneamente considerado responsável pelo acidente após vazamento de óleo de sua Benelli na prova anterior.[10][7] Abalado, foi dispensado pela Benelli após mais um acidente, na Iugoslávia. Villa chegou a declarar posteriormente: "Eu fui chutado pela Benelli e considerado um piloto perigoso. Minha carreira parecia ter acabado, mas após esses dois acidentes, eu estava apenas grato por estar vivo".[3] No entanto, o ano terminou com sua contratação pela equipe de fábrica da Harley-Davidson,[2] que havia comprando 50% da Aermacchi em 1960,[12][2] e estava começando a investir no mundial como estratégia de vendas após adquirir o restante das ações.[6][13] Villa também chegava como substituto de Pasolini, que corria pela Aermacchi até seu acidente.[12]

O tetracampeonato mundial[editar | editar código-fonte]

Em um período onde as motos eram bastante similares, utilizando como base a Yamaha TD2B, ao ponto das equipes concorrentes utilizarem partes desta em suas próprias motos,[2] a habilidade, temperamento e estilo de pilotagem de Villa não apenas se adequaram ao perfil da equipe da Harley-Davidson, mas também tiveram um enorme impacto no campeonato.[2] Gilberto Milani, responsável pelo desenvolvimento da moto da Harley, lembra de Villa testando-a mais de mil vezes antes do início do campeonato, com este mantendo os resultados apenas para si, catalogando-os, e os utilizando para comparar com os dos demais pilotos.[2] Esta característica lhe renderia uma associação com padres católicos antes de uma congregação, e o apelido de Il reverendo (O reverendo, em italiano).[2]

Com um contrato em seu primeiro ano que não previa salário, apenas o dinheiro oriundo dos prêmios e as despesas pagas,[3] a sua primeira temporada na equipe ítala-estadunidense terminou lhe rendendo o seu primeiro título mundial, nas 250cc, batendo o então atual campeão Dieter Braun, com quatro vitórias em seis corridas disputadas.[1] Apesar disso, no campeonato italiano terminou com o vice-campeonato nas 250cc,[5] e em terceiro nas 350cc.[11] Com sua segunda temporada resultando em um bicampeonato em 1975, após cinco vitórias e um terceiro lugar nas seis corridas que disputou,[1] e também seu primeiro título italiano nas 250cc pela equipe,[5] o seu terceiro ano, 1976, terminaria sendo o seu mais bem sucedido.[2]

Iniciando a época com uma doppietta no GP da França, feito repetido na Finlândia, Tchecoslováquia e Alemanha, terminou vencendo as sete primeiras corridas das oito que disputou (segundo para seu companheiro de equipe Gianfranco Bonera na última) nas 250cc, e com o tricampeonato na categoria.[1] Nas 350cc, onde tinha disputado corridas esporádicas nos dois anos anteriores, embora pontuado em todas, conquistou mais quatro vitórias na temporada,[6] o suficiente para terminar com seu primeiro título na categoria, e assim como fizera com seu primeiro título nas 250cc, batendo o então atual campeão, Johnny Cecotto.[1] O seu domínio no mundial se estendeu ao campeonato italiano, com Villa obtendo mais dois títulos, as 250cc[5] e as 350cc.[11]

Eu tive sorte, ou talvez azar, em correr contra os verdadeiros grandes pilotos: Taveri, Paso, Hailwood, Degner, Saarinen, Katayama, e todos tiveram suas forças e fraquezas. Você precisava tratá-los com respeito, e ainda assim encontrar seu ponto franco e então meter a faca.

–Villa falando sobre seus rivais.[3]

Oitava conquista italiana, e o fim da carreira[editar | editar código-fonte]

O ano de 1976, apesar de sua dominância, acabou sendo sua última grande temporada pela equipe. Com a perda de interesse e investimentos da gerência da Harley, que não obteve o retorno esperado sobre o seu investimento e passava por uma grave crise financeira nos Estados Unidos,[13] aliada a contratação de Franco Uncini, que, segundo Villa, "tinha pouco respeito pelos colegas de equipe e por mim. Havia incansáveis discussões, e ele jogou jogos que eu não gostava",[3] terminou com Villa apenas em terceiro nas 250cc, atrás de Uncini e Mario Lega – Lega venceu o campeonato com apenas uma vitória –, e num decepcionante 18° nas 350cc.[1] O mesmo seria visto no italiano, com apenas uma quinta colocação.[5] Já em 1978 disputou apenas duas corridas no mundial, sem o suporte da fábrica, embora tenha conseguido um pódio no GP da Bélgica,[1] ano que também ficaria marcado pela venda das instalações da fábrica para a Cagiva.[12]

Para 1979 retornou para a Yamaha, com o apoio da venezuelana Venemotos,[10] e, apesar de iniciar a temporada com uma vitória no GP da Venezuela, nas 250cc, e um segundo nas 350cc, terminou o campeonato apenas em sétimo, nas duas categorias.[1] Ainda chegou a disputar mais algumas corridas em 1980, obtendo um terceiro no GP da Itália nas 350cc, e pontuando nas demais, mas abandonando as corridas de motovelocidade com o término do ano.[1] Seu último grande momento na carreira ocorreu ainda em 1979, quando conquistou seu oitavo título italiano, com as 250cc,[5] e terminou vice-campeão nas 350cc.[11]

Apesar de abandonar as corridas de motovelocidade, Villa continuou no motociclismo, passando a disputar corridas de resistência no Japão, e correndo entre 1981 e 1983 com motos que seriam consideradas revolucionárias na época, como a Japauto Honda e a Elf E. Sua última temporada profissional foi em 1985, correndo pela Ducati no campeonato europeu de resistência, assim como algumas corridas do campeonato de superbike italiano, embora tenha chegado a participar de corridas com motos de um cilindro no início dos anos 1990. Nesse período, Villa também participou de corridas de exibição de motos clássicas, após manter várias de suas antigas motos de corrida, e prestava consultoria no desenvolvimento de motocicletas.[3] Villa morreu em 22 de junho de 2002, em Modena, um dia antes de pegar um voo para a Malásia, onde consultaria na linha produção de uma moto desenvolvida com seu irmão.[13]

Vitórias[editar | editar código-fonte]

A tabela abaixo resume as vitórias de Walter Villa pelo Campeonato Mundial de Motovelocidade.[1]

# Data Categoria Equipe Grande Prêmio Local
1 19 de maio de 1974 250cc Harley-Davidson Flag of Italy.svg GP das Nações Ímola
2 29 de junho de 1974 250cc Harley-Davidson Flag of the Netherlands.svg GP dos Países Baixos Assen
3 28 de julho de 1974 250cc Harley-Davidson Flag of Finland.svg GP da Finlândia Imatra
4 25 de agosto de 1974 250cc Harley-Davidson Flag of the Czech Republic.svg GP da Tchecoslováquia Brno
5 20 de abril de 1975 250cc Harley-Davidson Flag of Spain.svg GP da Espanha Jarama
6 11 de maio de 1975 250cc Harley-Davidson Flag of Germany.svg GP da Alemanha Hockenheimring
7 18 de maio de 1975 250cc Harley-Davidson Flag of Italy.svg GP das Nações Ímola
8 28 de junho de 1975 250cc Harley-Davidson Flag of the Netherlands.svg GP dos Países Baixos Assen
9 20 de julho de 1975 250cc Harley-Davidson Flag of Sweden.svg GP da Suécia Anderstorp
10 25 de abril de 1976 250cc Harley-Davidson Flag of France.svg GP da França Le Mans Bugatti
11 25 de abril de 1976 350cc Harley-Davidson Flag of France.svg GP da França Le Mans Bugatti
12 16 de maio de 1976 250cc Harley-Davidson Flag of Italy.svg GP das Nações Mugello
13 26 de junho de 1976 250cc Harley-Davidson Flag of the Netherlands.png GP dos Países Baixos Assen
14 4 de julho de 1976 250cc Harley-Davidson Flag of Belgium.svg GP da Bélgica Spa-Francorchamps
15 1 de agosto de 1976 250cc Harley-Davidson Flag of Finland.svg GP da Finlândia Imatra
16 1 de agosto de 1976 350cc Harley-Davidson Flag of Finland.svg GP da Finlândia Imatra
17 22 de agosto de 1976 250cc Harley-Davidson Flag of the Czech Republic.svg GP da Tchecoslováquia Brno
18 22 de agosto de 1976 350cc Harley-Davidson Flag of the Czech Republic.svg GP da Tchecoslováquia Brno
19 29 de agosto de 1976 250cc Harley-Davidson Flag of Germany.svg GP da Alemanha Nürburgring
20 29 de agosto de 1976 350cc Harley-Davidson Flag of Germany.svg GP da Alemanha Nürburgring
21 20 de março de 1977 250cc Harley-Davidson Flag of Venezuela.svg GP da Venezuela San Carlos
22 3 de julho de 1977 250cc Harley-Davidson Flag of Belgium.svg GP da Bélgica Spa-Francorchamps
23 31 de julho de 1977 250cc Harley-Davidson Flag of Finland.svg GP da Finlândia Imatra
24 18 de março de 1986 250cc Yamaha Flag of Venezuela.svg GP da Venezuela San Carlos

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Cloesen, Uli (2014), Italian Café Racers, ISBN 1-845847-49-0, Motorbooks International 
  • Manicardi, Nunzia (2017), F.B Mondial, Francesco Villa e tutta la verità fino alla chiusura (1957-1980), ISBN 8-875496-92-7, Edizioni Il Fiorino Modena 
  • Walker, Mick (2006), Aermacchi: Harley-Davidson Motorcycles, ISBN 0-954435-76-1, Redline Books 
  • Youngblood, Ed (2003), Heroes of Harley-Davidson, ISBN 0-760315-95-7, Motorbooks International 

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n «Walter Villa's profile». MotoGP. Consultado em 27 de agosto de 2018 
  2. a b c d e f g h i j k l m n o Melling, Frank (16 de julho de 2002). «Obituary: Walter Villa». The Guardian. Consultado em 27 de agosto de 2018 
  3. a b c d e f g h i j k l m "Walter Villa (1943-2002)", Raymond Ainscoe, Classic Racer número 98, novembro/dezembro de 2002.
  4. a b c d e f «Albo 125 CIV 1948/68». Moto Club Paolo Tordi. Consultado em 30 de agosto de 2018 
  5. a b c d e f g h «Albo 250 Civ 1966/85». Moto Club Paolo Tordi. Consultado em 30 de agosto de 2018 
  6. a b c Easthope, Alex (21 de março de 2014). «Long-lost family: Harley-Davidson Aermacchi RR350». Classic Driver Magazine. Consultado em 31 de agosto de 2018 
  7. a b c Youngblood, p. 82.
  8. Manicardi, p. 100.
  9. Monzón, Juanma (30 de novembro de 2015). «La historia de un gran piloto; Walter Villa.». Canarias en Moto. Consultado em 31 de agosto de 2018 
  10. a b c d e «Walter Villa». Motos Clássicas 70. Consultado em 31 de agosto de 2018 
  11. a b c d «Albo 350 CIV 1957/81». Moto Club Paolo Tordi. Consultado em 30 de agosto de 2018 
  12. a b c Walker, p. ?.
  13. a b c «Obituary: Walter Villa». The Telegraph. 27 de junho de 2002. Consultado em 30 de agosto de 2018 

Ligação externa[editar | editar código-fonte]