Web semântica

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Demonstração da estrutura da Rede semântica.

A Web semântica é uma extensão da World Wide Web atual, que permitirá aos computadores e humanos trabalharem em cooperação.[1] A Web semântica interliga significados de palavras e, neste âmbito, tem como finalidade conseguir atribuir um significado (sentido) aos conteúdos publicados na Internet de modo que seja perceptível tanto pelo humano como pelo computador. A ideia da Web Semântica surgiu em 2001, quando Tim Berners-Lee, James Hendler e Ora Lassila publicaram um artigo na revista Scientific American, intitulado: “Web Semântica: um novo formato de conteúdo para a Web que tem significado para computadores vai iniciar uma revolução de novas possibilidades.”

A web semântica é a relação de interatividade do homem e o computador, onde um depende do outro para a conclusão de tarefas, assim acepção de entendimento do comando estipulado do ser humano à interface operacional da maquina dando um significado de ordem a ser executada. Sendo desta forma uma espécie de escrita de entendimento tanto para o computador e para usuário, por meio de organização das informações contida na máquina, através do seu perfil de suas últimas pesquisas realizadas, originando um repositório de dados ligados, como se fosse um verbete de enciclopédia. Podemos fazer uma assimilação da web semântica com a Ciência da Informação, pelo fato de possuir a ideia estrutural de arranjo sistêmico, agrupando um conjunto de coleta de análise, classificação, armazenamento, disseminação e recuperação de informação como se fosse uma enciclopédia. Esta ligação, entre a Ciência da Informação e a Web Semântica, pode ser encontrada no projeto da Rede Universal de Documentação de Paul Otlet, que assenta nos mesmos ideais[2]

O objetivo principal da web semântica não é, pelo menos para já, treinar as máquinas para que se comportem como pessoas, mas sim desenvolver tecnologias e linguagens que tornem a informação legível para as máquinas[3]. A finalidade passa pelo desenvolvimento de um modelo tecnológico que permita a partilha global de conhecimento assistido por máquinas[4]. A integração das linguagens ou tecnologias eXtensible Markup Language (XML), Resource Description Framework (RDF), arquiteturas de metadados, ontologias, agentes computacionais, entre outras, favorecerá o aparecimento de serviços Web que garantam a interoperabilidade e cooperação.

Ultimamente tem-se associado a Web Semântica à Web 3.0, como um próximo movimento da internet depois da Web 2.0 (também chamada de web social) que já inicia seu crescimento.

Objetivos[editar | editar código-fonte]

A proposta da web semântica é estender os princípios dos documentos da web para os dados. Os dados podem ser acessados usando a arquitetura web (URI, por exemplo), e estão relacionados uns com os outros da mesma forma que os documentos já são. Isso também significa criar uma plataforma comum que permita o compartilhamento e a reutilização dos dados por meio das fronteiras das aplicações, empresas e comunidades, podendo ser processados automaticamente tanto por ferramentas quanto manualmente, também revelando novos relacionamentos possíveis entre as porções de dados.[1]

Principal aplicação[editar | editar código-fonte]

Não é possível definir ou prever uma aplicação principal para essa tecnologia, mas um bom candidato seria a integração dos diversos e independentes "depósitos de dados" numa aplicação coerente. Exemplos específicos são atualmente explorados em áreas como as ciências da saúde e da vida, administração pública, engenharia, entre outros.[1]

A Web Semântica não será visualizada diretamente pelo browser. As tecnologias de Web Semântica podem agir por trás dos panos, resultando em uma melhor experiência do usuário, em vez de influenciar diretamente na aparência do browser. Isso já está acontecendo: há Web sites que utilizam a Web Semântica em segundo plano:

Ilhas de conhecimento[editar | editar código-fonte]

De início, como disse James Hendler, a Web Semântica será formada por "ilhas de conhecimento", ou seja, nichos de conhecimento específicos para alguma aplicação mas que, através de interoperabilidade entre ontologias, poderão interagir.

A Web Semântica é uma extensão da Web atual e não uma substituição. Ilhas dessa nova tecnologia poderão existir e serem desenvolvidas de forma a se incrementarem continuamente. Por outras palavras, não se deve pensar em termos de reconstrução da Web.

Programas especiais - os agentes[editar | editar código-fonte]

(Fonte: Revista Info, junho de 2009)

Para que a Web Semântica se concretize, é preciso que os dados sejam acompanhados de descrições baseadas nos padrões W3C. Por meios destes códigos, os computadores vão identificar o que representa um nome, um endereço ou uma cidade. Com essa camada adicional de conteúdo será possível a ação de programas especiais, os agentes, para lidar com informações e executar tarefas.

Web Semântica e Web de Dados[editar | editar código-fonte]

Diagrama explicativo para o conceito abrangente relativo à Web Semântica e sua relação com o conceito Web de Dados
Diagrama explicativo para o conceito abrangente relativo à Web Semântica e sua relação com o conceito Web de Dados

A Web Semântica apresenta-se como um constructo abrangente cujo objetivo final pode ser colocado como sendo o de tornar a WWW numa base de dados global, tornando possível, por um lado, uma pesquisa transversal (independente do tipo, formato e fonte dos dados) e, por outro, a obtenção de dados semanticamente interrelacionados, i.e., informação e não apenas uma listagem de documentos, muitas vezes sem ligação semântica entre si, como acontece na atual “web de documentos”[4][5]. A esta web, resultante do desenvolvimento da Web Semântica, corresponderá o conceito de Web de Dados, termo maioritariamente utilizado quando é o objetivo da WS o conceito referido[6][7][8][9].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c «W3C Semantic Web Frequently Asked Questions». W3C. 4 de janeiro de 2007 
  2. van den Heuvel, Charles; Rayward, W. Boyd (2011). «Facing interfaces: Paul Otlet's visualizations of data integration». International Review of Research in Open and Distance Learning. 62 (12): 2313–2326. ISSN 1492-3831. doi:10.1002/asi.21607 
  3. Berners-Lee, Tim; Hendler, James A. (2001). «Publishing on the Semantic Web» (PDF). Nature. 410 (April): 1023-1024 
  4. a b «W3C Semantic Web Activity Homepage». www.w3.org. Consultado em 8 de novembro de 2017 
  5. «Semantic Web - W3C». www.w3.org (em inglês). Consultado em 8 de novembro de 2017 
  6. «Semantic Web roadmap». www.w3.org. Consultado em 8 de novembro de 2017 
  7. Bizer, Christian; Heath, Tom; Berners-Lee, Tim (2009). «Linked data - The story so far». University of Southampton 
  8. «Integrating Applications on the Semantic Web». www.w3.org. Consultado em 8 de novembro de 2017 
  9. «W3C Data Activity - Building the Web of Data». www.w3.org. Consultado em 8 de novembro de 2017 


Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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