Webring

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Webring é um sistema de organização de sites por tema, criando uma estrutura de interligação circular (ou anel) entre os sites. De uma forma indireta, o webring pode ser entendido como uma ferramenta de otimização para sistemas de busca.

Em um webring, cada site deve adicionar um bloco de código padronizado, geralmente em HTML ou Javascript, a fim de incorporar uma barra de navegação comum a todos os sites do anel. Uma barra de navegação típica oferece links para o site anterior e para o seguinte. Ao clicar continuamente um desses links, o usuário fatalmente irá retornar ao primeiro site de onde partiu, daí o nome webring. A barra pode ainda conter uma imagem representativa do webring e links extras, para um site aleatório, por exemplo.

Os temas dos webrings abrangem uma imensa variedade, cobrindo o campo educacional, profissional, entretenimento, hobbies, saúde e muitos outros.

A estrutura do webring em geral é administrada por um site central, que conecta todos os sites membros, dessa maneira prevenindo a ruptura do anel caso um dos elos deixe de funcionar. Além disso, um moderador (ou ringmaster) coordena o ingresso dos sites candidatos no webring, verificando a compatibilidade com o perfil do anel.

Histórico[editar | editar código-fonte]

O conceito de webring surgiu originalment em 1994 com o EUROPa[1] (Expanding Unidirectional Ring Of Pages), criado por Denis Howe. Em 1995, Sage Weil, que havia implementado um código para melhorar a funcionalidade de um webring, criou uma empresa denominada "WebRing". A empresa que operava os webrings dentro de uma estrutura peer-to-peer, tinha em 1997 10 mil anéis. Em 2000 o número chegava a 80 mil, e Sage, impossibilitado de gerenciar esse montante de informação, vendeu a empresa à Starseed.

Starseed foi vendida para Geocities, que logo em seguida foi comprada pelo Yahoo! e através dessas várias aquisições, o serviço foi relançado em 2000, com o nome de Yahoo! WebRing. Apenas alguns meses depois, em abril de 2001, com dificuldades em adaptar os webrings a um modelo comercial lucrativo e recebendo críticas dos antigos usuários pelas mudanças implantadas no sistema, a Yahoo decidiu abandonar o negócio, deixando o WebRing nas mãos de Timothy Killen, um engenheiro da WebRing original. Para alguns, a interferência do Yahoo! foi fatalmente prejudicial à popularização do conceito de webrings[2] .

No final do mesmo ano, livrando a Yahoo! de um grande elefante branco, Killen recomprou a empresa por uma quantia não divulgada e lançou um novo WebRing, livre das modificações introduzidas pelo Yahoo, próximo do conceito original e tornando-se novamente uma empresa independente[3] . Em 2007, em uma grande reformulação visando captalizar a empresa, Killen introduziu a diferenciação entre WebRing 1.0 e 2.0, oferecendo nesta última novos recursos, porém agora pagos pelo usuário[4] .

Em parte pela relativa complexidade de sua implementação para o usuário médio, em parte pelas características de sua estrutura, que dificulta a operação de forçar anúncios nas páginas participantes, o conceito de webring nunca chegou a atingir um lugar ao sol na popularidade dentre as novidades despejadas na internet[2] .

A despeito disso, o serviço da WebRing tem conseguido manter uma certa estabilidade apoiada por número fiel de usuários. Ao longo desse tempo, surgiram paralelamente outras inciativas para criar sistemas de webrings na rede. A mais bem sucedida é de longe a do RingSurf.com, que denomina seus anéis simplesmente de "rings". Além disso, scripts em várias linguagens e gratuitos para criação de webrings personalizados, podem ser facilmente encontrados em sites especializados[5] [6] .

Referências

  1. EUROPa
  2. a b The strange saga of Yahoo and WebRing
  3. Creating communities. Connecting people. Mensagem de Timothy Killen, 21 de novembro de 2006
  4. Bringing the Vision into Focus Mensagem de Timothy Killen, 5 de janeiro de 2007
  5. Hotscripts
  6. Scriptsbank

Ligações externas[editar | editar código-fonte]