Wilder Morais

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Wilder Morais
Senador por Goiás
Período 12 de Julho de 2012
até a atualidade
Dados pessoais
Nascimento 29 de junho de 1968 (50 anos)
Taquaral de Goiás (GO), Brasil
Alma mater Universidade Católica de Goiás
Partido DEM
Profissão Engenheiro
Ocupação Empresário

Wilder Pedro de Morais (Taquaral de Goiás, 29 de junho de 1968) é um empresário e político brasileiro.

É graduado em Engenharia civil pela então Universidade Católica de Goiás. Em 1997[1], criou juntamente com outros sócios, a Orca Construtora, que entre outros clientes, reformou e construiu edificações da rede Carrefour no país. Também possui participações como sócio em outros empreendimentos.[2]

Foi Secretário de Estado de Infraestrutura de Goiás, em 2011. Cumpre mandato como Senador desde 2012 e apresentou mais de 200 proposições legislativas envolvendo projetos de lei e relatorias, com pautas de grande apoio popular, como a revogação do estatuto do desarmamento, fim da indústria da multa, municipalismo e combate à burocracia.[3] Já viabilizou quase 4 bilhões de reais para seu estado natal, possibilitando a construção de 30 mil moradias e outras inciativas[4].

Atualmente é filiado ao Democratas em Goiás. É ficha limpa[5] e anunciou a pré-candidatura para as eleições de 2018, onde concorrerá ao cargo de senador.[6]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em Taquaral de Goiás, município da região central do Estado, com pouco mais de 3 mil habitantes, Wilder Morais é filho de Maria Angélica de Morais, que trabalhava como costureira, e de Natalino Alberto de Morais, lavrador e taxista.

Aos 26 anos, fundou a primeira empresa do Grupo Orca Construtora, junto com dois amigos de faculdade. A companhia atua no Brasil e no exterior no ramo de construções e alugueis de imóveis. Outros empreendimentos de Wilder são voltados para mineração e incorporação de construtoras.[7] O trabalho a frente das empresas levou o empresário a acumular um patrimônio avaliado em 14 milhões de reais.[8]

É pai de três filhos, dois com Andressa Alves Mendonça, com quem já foi casado,[9], e um com Vanessa Gualberto.[10]

Filiado ao DEM, fez nas eleições de 2010 sua primeira disputa eleitoral, como primeiro suplente de senador de Demóstenes Torres, que concorria a reeleição.[11] Na campanha de Demóstenes, que o convenceu a entrar na política e de quem era admirador,[2] contribuiu com a doação de R$ 700 mil reais.[12] Essa doação caracterizou-o como o segundo maior doador da campanha de Demóstenes de 2010.[13]

Com Demóstenes eleito, Wilder foi convidado a assumir a Secretaria de Infraestrutura do estado de Goiás no governo Marconi Perillo em 1º de janeiro de 2011.[14] Como secretário à frente da pasta, realizou ações prioritárias para o Estado, entre elas a criação do Fundo de Transportes com o Programa Rodovida, que possibilitou a recuperação e manutenção da malha viária. [15] Também foi responsável pela retomada da construção da ponte de Cocalinho, que liga Goiás a Mato Grosso.[16]

Com a cassação do mandato de Demóstenes Torres pelo Senado Federal, deixou a Secretaria para assumir como senador efetivo em 13 de julho de 2012.[17] Seu mandato irá até 31 de janeiro de 2019.

Foi relator da Medida Provisória 626/2013, que abriu crédito extraordinário de R$ 2,53 bilhões para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).[18]

Em 14 de setembro de 2015, Wilder filiou-se ao PP,[19] pelo qual tornou-se presidente estadual do partido.

Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[20]

É autor da proposta de revogação do estatuto desarmamento, que conta com quase 100% de votos favoráveis na consulta pública feita pelo portal e-Cidadania.[21]

Em outubro de 2017 votou a favor da manutenção do mandato do senador Aécio Neves derrubando decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no processo onde ele é acusado de corrupção e obstrução da justiça por solicitar dois milhões de reais ao empresário Joesley Batista.[22][23] Wilder e outros parlamentares afirmaram que o Poder Judiciário não pode prevalecer sobre o Legislativo e recorreram à Constituição para dizer que não é possível afastar um parlamentar no exercício do mandato. Os senadores se mobilizaram na tentativa de explicar que não se trata de defender Aécio e sim o próprio Senado Federal.[24]

Em dezembro de 2017, foi relator, em Plenário, da criação de duas novas universidades em Goiás, a Universidade Federal de Catalão (UFCat) e a Universidade Federal Jataí (UFJ).[25]

Na área de segurança pública, é autor de projetos que garantem situações de legítima defesa e proteção das vítimas, como posse de arma no campo, hipótese de violação domiciliar, restrição de saídas temporárias (saidão), aumento das penas mínima e máxima do crime de corromper ou facilitar a corrupção de menor de 18 anos, entre outros. Também é relator da Avaliação da Política Nacional de Segurança Pública.

Em 2018, propôs a criação de uma nova força polícial como uma resposta de segurança pública para os 16 mil quilômetros de fronteiras terrestres e outros 7 mil de costa marítima que o Brasil possui. Se a PEC for aprovada, a Polícia de Fronteiras exercerá funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras, trabalhando em colaboração com todas as outras polícias já existentes e com a administração fazendária e as Forças Armadas.

E, no combate às drogas, é autor de projeto que institui o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas – SINESP. [26]

Denúncias e acusações[editar | editar código-fonte]

Influência de Cachoeira para suplência de Demóstenes[editar | editar código-fonte]

Conversas telefônicas gravadas pela PF durante a Operação Monte Carlo revelam que Carlinhos Cachoeira atuou para que Wilder Pedro de Morais fosse o senador suplente de Demóstenes Torres.[13]

Devido à cassação de Demóstenes, no dia 13 de julho de 2012, Wilder assumiu o mandato no Senado.[27]

Conforme as escutas telefônicas, Wilder, então secretário de infraestrutura no governo de Marconi Perillo (PSDB) em Goiás, discutiu com Perillo assuntos tratados anteriormente com o bicheiro.[13]

A mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça, que foi casada com Wilder e com quem teve dois filhos, era dona de uma loja de lingerie no Shopping Bouganville (Goiânia), de propriedade de Wilder.[13]

Omissão de bens à Justiça Eleitoral[editar | editar código-fonte]

Wilder, um dos empresários mais ricos de Goiás, enfrentou denúncias relativas à omissão de grande parte de seus bens na prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apenas na Junta Comercial de Goiás, registros mostravam que Wilder era sócio-proprietário de 24 empresas. Na declaração de bens ao TSE, estavam listadas somente 15 empresas e um patrimônio de apenas R$ 14,4 milhões.[13]

Segundo informações da Receita Federal, dois shopping centers estão ausentes da declaração de patrimônio e foram constituídos antes das eleições de 2010, portanto devendo ter sido informados ao TSE:[13]

  • Bouganville (Nove Administração e Participações), em Goiânia, inaugurado em 2006;
  • Brasil Park (Brasil Park Participação e Investimentos), em Anápolis, inaugurado em 2007.

Após a acusação, não foi identificado nenhum processo na Justiça Eleitoral. O empresário esclareceu, na época, que todos os bens foram declarados pela Orca Construtora, empresa da qual é proprietário e que aparece na declaração ao TSE.[28]

Referências

  1. «Saiba quem é Wilder Morais suplente de Demóstenes Torres.». Consultado em 13 de junho de 2018. 
  2. a b Entrevista de Wilder Pedro de Morais ao Jornal Opção
  3. «Atividade legislativa de Wilder Morais». Senado Federal. Consultado em 20 de junho de 2018. 
  4. «Wilder libera 1 bilhão para Goiás». Jornal Diário do Norte. Consultado em 20 de junho de 2018. 
  5. «Aplicativo viraliza na busca de políticos corruptos.». Consultado em 13 de junho de 2018. 
  6. «Chapa de Ronaldo Caiado terá Jorge Kajuru e Wilder Morais para senador.». Consultado em 13 de junho de 2018. 
  7. «Saiba quem é Wilder Morais suplente de Demóstenes Torres». G1 Notícias. Consultado em 24 de maio de 2018. 
  8. «Wilder Morais». Portal UOL. Consultado em 24 de maio de 2018. 
  9. Wilder Morais é empresário e foi secretário de Infraestrutura de Goiás
  10. «Nasce a filha do senador Wilder Morais com modelo Vanessa Gualberto». Época. Consultado em 20 de junho de 2018. 
  11. Divulgação de Registro de Candidaturas, TSE Eleições 2010
  12. Empresário que assumirá lugar de Demóstenes doou R$ 700 mil para campanha
  13. a b c d e f Agência O Globo (11 de julho de 2012). «Suplente de Demóstenes Torres omitiu bens ao TSE». Yahoo Notícias. Consultado em 25 de julho de 2012. 
  14. CCON - Posse dos Secretários do Estado de Goiás
  15. «Rodovias são prioridade pra infraestrutura». A Redação. Consultado em 20 de junho de 2018. 
  16. «Obra sintetiza sonho e coragem, diz José Eliton sobre ponto do Cocalinho». Portal do Governo de Goiás. Consultado em 20 de junho de 2018. 
  17. Wilder Morais toma posse na vaga de Demóstenes Torres
  18. «Plenário vota MP que liberou R$ 2,5 bilhões para o Fies». Agência Senado. Consultado em 8 de junho de 2018. 
  19. Assessoria de imprensa (14 de setembro de 2015). «Wilder Morais troca DEM pelo PP». Jornal Diário da Manhã. Consultado em 19 de dezembro de 2015. 
  20. Redação - Carta Capital (11 de julho de 2017). «Reforma trabalhista: saiba como votaram os senadores no plenário» 
  21. «Proposta de revogação do Estatuto do Desarmamento tem grande apoio popular.». Senado Notícias. Consultado em 6 de junho de 2018. 
  22. «Veja como votou cada senador na sessão que derrubou afastamento de Aécio». Consultado em 17 de Outubro de 2017. 
  23. «Janot denuncia Aécio Neves ao STF por corrupção e obstrução da Justiça». Consultado em 17 de Outubro de 2017. 
  24. «Senadores de vários partidos se articulam para reverter afastamento de Aécio». Consultado em 11 de junho de 2018. 
  25. «Senador Wilder garante universidades de Catalão e Jataí e articula criação de novas federais». Jornal Urgente. Consultado em 8 de junho de 2018. 
  26. «Atividade legislativa Wilder Morais». Senado Federal. Consultado em 24 de junho de 2018. 
  27. Ricardo Brito (13 de julho de 2012). «De surpresa, Wilder Morais toma posse na vaga de Demóstenes». Estadão. Consultado em 25 de julho de 2012. 
  28. «Wilder Morais nega ausência de bens em declaração à Justiça Eleitoral.». Consultado em 13 de junho de 2018. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]