Wyrm

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A Wyrm é a Terceira Força da Tríade, um dos Elementos do RPG Lobisomem: O Apocalipse.

Definição[editar | editar código-fonte]

A Wyrm é a inimiga dos lobisomens, uma poderosa fera mística, representada pelos Garou com um desenho de uma Espiral, um símbolo simples de uma serpente enroscada. Os lobisomens acreditam que a Wyrm desencadeará o fim do mundo, a destruição de Gaia, um evento chamado Apocalipse.

A Wyrm é vista como tudo que os Garou mais detestam. Ela é responsável pela corrupção, a violência e a decadência que assola o mundo. Simbolicamente, os Garou a apresentam como uma serpente, dragão ou monstro reptiliano alado que destrói todas as coisas. Em outras culturas metamórficas, como os Mokolé e os Nuwisha, ela muitas vezes é representada como um verme ou um ser decompositor, em uma tentativa de refletir sua natureza e papel primordial. De certo modo, talvez a aparência mais certa seja de uma hidra, pois como tal, ela tem várias cabeças.

Origem[editar | editar código-fonte]

Existem várias teorias sobre o incidente que causou a corrupção da Wyrm. No passado, a Wyrm era a terceira força do equilibrío junto com a Wyld e Weaver. Ela era responsável por destruir tudo aquilo criado pela Weaver ou pela Wyld que era desnecessário, completando assim, o processo de criação, crescimento e morte do Universo.

Em algum dado momento, a Wyrm enlouqueceu, e passando assim a corromper e não destruir o que estava em excesso e por sua vez agora tenta corromper a todos. Os Garou (lobisomens) lutam contra isso e essa guerra vem se estendendo durante séculos, lutando contra Dançarinos da Espiral Negra, Fomori e Malditos.

Em contra parte existe um dilema para os Garou: os humanos seres do qual eles são responsáveis por cuidar (essa visão varia de tribo para tribo) são os maiores responsáveis por dar força, espalhar e ajudar a Wyrm a se fortalecer em todas as possíveis maneiras. Os Garras Vermelhas, por exemplo, acreditam que os humanos são as principais armas da Wyrm, e desejam eliminá-los completamente da face da Terra.

O fato é que a Wyrm se fortaleceu, e por causa disso, o futuro do Mundo das Trevas tornou-se sombrio. Mas até onde vai a corrupção da Wyrm?

História[editar | editar código-fonte]

O Princípio da Corrupção[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Book of The Wyrm, A Weaver teria enlouquecido ao tentar dar um Padrão a Wyld, a primeira força da triáde. A Wyrm tentou cumprir seu papel de destruir o excesso, imposto pela Weaver, mas acabou em suas teias, totalmente aprisionada, tornando-a incapaz de agir novamente como um Celestino do equilíbrio. Este local, sua prisão, se tornou o assustador Reino Espiritual de Malfeas. No desespero de sua contenção, ela liberou sentimentos que se encarnaram em forças elementais. Eles são conhecidos como Instintos da Wyrm. Os Instintos da Wyrm tinham como objetivo encontrar aliados a fim de mostrar o sofrimento de sua gênesis e então libertar a Wyrm de sua prisão. Infelizmente, seus Instintos ganharam vida própria, baseados apenas nos sentimentos primários que os geraram (Ódio, Fúria, Ganância, Violência, Desejo, etc) e acabaram dando origem a Incarnas poderosos, os Maejin Incarnae, cada um inspirado no desígnio do sentimento correspondente. Assim, seus sentimentos loucos levam aos Garou a idéia que a Wyrm é má e corrompida. Mal sabem os lobisomens de que a pobre Wyrm não passa de um "deus" ou poderoso espírito fracassado e que foi vítima de seu próprio poder. E no fim, a mesma talvez esteja realmente perdida pra sua corrupção.

As primeiras Guerras[editar | editar código-fonte]

Dizem os Registros Prateados (The Silver Records, 1998, White Wolf) que a primeira luta contra a Wyrm foi do Lobo Progenitor, pai dos Garou, em defesa de Gaia (Tal lenda é efatizada pela tribo dos Presas de Prata). Seus filhos, (Ragabash, Theurge, Phillodox, Galliard e Ahroun, que deram origem aos augúrios) assistiram a luta e participaram quando o Pai Lobo tombou quando a Wyrm lançou seu primeiro exército de Malditos. A partir daí, Garou passaram a guerrear abertamente contra a Wyrm (apesar da humanidade e outros seres sobrenaturais saberem bem pouco, quase nada ou nada a respeito disso. Pode se dizer que, possivelmente, as lendas da origem do mundo contadas pelos humanos são versões modificadas da batalha primordial do Pai Lobo contra a Wyrm).

Quando os Instintos da Wyrm se fortaleceram, suas formas reproduziram cada vez mais espíritos malignos, nascendo hordas de malditos. A fusão destes criavam monstros poderosos que lutaram diversas vezes com os Lobisomens e outros metamorfos.

Mas o maior trunfo da Wyrm foi conseguir fazer os Metamorfos (em destaque os Garou) a guerrear uns contra os outros na Guerra da Fúria, um período tão vergonhoso para os lobisomens quanto o Impergium. Teria sido causado pelo orgulho dos Garou de acreditarem de que por terem sido os primeiros a enfrentar a Corruptora, deveriam liderar os demais metamorfos na guerra contra a mesma, quer quisessem ou não. A Guerra da Fúria terminou com os lobisomens vencedores, porém a vitória não é uma lembrança de orgulho... ao invês disso, ela vista como um gigantesco banho de sangue genocida, com extinção de várias espécies de metamorfos, e assim, o enfraquecimento de Gaia com a grande perda de seus filhos. Uma grande mancha na história dos que se diziam os "maiores defensores" da Mãe Terra.

Crescimento[editar | editar código-fonte]

Com os anos se passando, logo após o Impergium, a Weaver tomou os humanos como seus filhos. Através dos Instintos que conseguiam viajar pelas Teias do Padrão (criadas pela Weaver), a Wyrm semeou a corrupção no coração da humanidade. Anos e anos passaram-se, e o abuso dos humanos a natureza foi se intensificando. E esse abuso foi lentamente fortalecendo a Corruptora.

É irônico perceber que, apesar de ter sido a Weaver a responsável pelo sua prisão, a mesma tem sido, sem querer, a maior aliada da Wyrm em espalhar a corrupção e miséria pelo mundo. A curiosidade e o senso de conhecer e padronizar todas as coisas tem levado a Weaver a não perceber que suas atitudes alimentava os abusos da Wyrm cada vez mais. E isso tem continuado até os dias do Apocalipse.

O progresso do crescimentos das civilizações levou também ao crescimento do poder da Weaver (e consequentemente da Wyrm, se espalhando e corrompendo entre os padrões da Tecelã). Isso obrigou os Garou a buscar maior contato com a humanidade, levando-os a adentrar fundo nas culturas humanas, surgindo então várias tribos por afinidade com as diferentes culturas humanas.

Nesses tempos de crescimento, uma tribo de lobisomens corajosos acreditou que poderia sobrepujar a Wyrm em seu próprio covil. Eram os Uivadores Brancos. Esses orgulhosos Garou tinham como Parentes os povos Pictos da Escócia. Em um fatídico dia, a tribo tentou invadir o reino espiritual da Wyrm, Malfeas, e acabaram sendo corrompidos, convertendo-se nos malignos Dançarinos da Espiral Negra. Embora fracos no começo, os anos que se seguiram, eles permaneceram escondidos, reproduzindo-se e multiplicando-se até se tornarem a maior tribo de lobisomens. Hoje, eles podem ser considerados a maior ameaça aos Garou.

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