Xaabe Aldim Surauardi

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Outros importantes místicos islâmicos levam o nome Surauarditas, particularmente Abu Nájibe Surauardi e seu sobrinho paterno Xaabe Aldim Abu Hafiz Omar Surauardi.
Xaabe Aldim Surauardi
Nascimento 1154
Sohrevard (atual província iraniana de Zanjan)
Morte 1191 (37 anos)
Alepo (atual Síria)
Nacionalidade Persa
Ocupação Filósofo
Influenciados
Escola/tradição Iluminacionismo
Ideias notáveis Filosofia da Iluminação
Religião Islão

Xaabe Aldim Iáia ibne Habaxe Surauardi[nota 1] ou Suravardi (Shahab al-Din Yahya ibn Habash Suhrawardi, lit. "Xaabe Aldim Iáia, filho de Habaxe Surauardi"), melhor conhecido somente como Xaabe Aldim Surauardi (em persa: شهاب‌الدین سهروردی, em árabe: السهروردي المقتول), foi um filósofo persa[3][4][5][6][7][8][9][10] e fundador da escola de pensamento do iluminacionismo (ou filosofia da iluminação), um importante ramo da filosofia e do misticismo islâmico inspirada no zoroástrico e no platonismo. Em sua filosofia da iluminação a luz é uma fonte divina e metafisica de conhecimento. Ele foi agraciado com os título honoríficos de Xeique al-Ishraq (O Mestre da Iluminação) e Xeique al-Maqtul (O Mestre Executado), devido a sua execução sob a acusação de heresia.[11] O pensador persa Mulla Sadra, da era safávida, descreveu Surauardi como o Restaurador da Filosofia Pahlavi,[12] e o próprio Surauardi, em seu magnum opus A Filosofia da Iluminação, referiu-se a si mesmo como o restaurador das antigas tradições da filosofia persa.[13]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Surauardi nasceu em 1154 em Suhraward, uma vila localizada entre as atuais cidades de Zanjan e Bijar Garrus no Irã.[14] Ele estudou filosofia e jurisprudência em Maragha (localizada atualmente na província iraniana de Azerbaijão Oriental). Seu professor foi Majd al-Din Jili, que também foi professor do imã Fakhr Razi. Partiu então ao Iraque e à Síria, onde residiu por muitos anos em busca de aprimorar seus conhecimentos. Sua vida abrangeu um período de menos de quarenta anos, nos quais produziu uma série de obras que o consagraram como fundador de uma nova escola de filosofia, chamada "iluminacionismo" (hikmat al-Ishraq).[15]

De acordo com Henry Corbin, Surauardi "veio a ser chamado de Mestre da Iluminação (Xaique Alixaraque) porque sua grande missão foi a restauração da antiga sabedoria iraniana",[16] que Corbin detalha de diferentes maneiras como "o projeto de reviver a filosofia da antiga Pérsia". Em 1186, aos 32 anos, ele completou seu magnum opus, A Filosofia da Iluminação. Os relatos de sua morte são contraditórios. O ponto de vista mais aceito é o de que Surauardi foi executado entre 1191 e 1208 em Alepo, acusado de pregar heresias esotéricas (batini), por ordem de Malique Alzair, filho de Saladino.[15] Outras fontes indicam que ele suicidou-se pela privação de comida; que foi sufocado; ou atirado das muralhas da cidadela e então incinerado.[17]

Filosofia[editar | editar código-fonte]

As ideias do iluminacionismo são oriundas da filosofia peripatética desenvolvida por Ibne Sina (Avicena). Surauardi critica diversas posições de Avicena e diverge radicalmente dele no que toca a criação de uma linguagem simbólica (originada principalmente da cultura da Pérsia antiga ou Farhang-e Khosravani) para exprimir seu conhecimento e sabedoria (hikmah). A cosmologia emanacionista professada por Surauardi defende que toda a criação é uma dedução contínua da Suprema Luz das Luzes (Nur al-Anwar). O fundamento principal da filosofia de Surauardi é a luz pura e imaterial, emitida pela Luz das Luzes e onde nada é manifesto. Esta luz se revelaria em intensidades cada vez menores que, por meio de processos complexos de interação, formariam um conjunto "horizontal" de luzes de diferentes matizes que governam a realidade mundana, de modo semelhante ao conceito platônico das formas. Em outras palavras, o universo e todos os níveis de existência são nada mais que intensidades diferentes da luz e escuridão. No seu conceito de divisão de corpos, Surauardi categoriza objetos de acordo com sua receptividade da luz ou falta dela.[18]

Surauardi acredita na prévia existência da alma no reino angélico, antes de sua descida para o reino corporal. A alma é dividida em duas partes, uma permanece no céu e a outra desce para as masmorras do corpo. A alma humana é sempre triste pois foi divorciada de sua outra metade. Portanto, deseja se unir a ela. A alma só consegue alcançar a felicidade de novo quando é unida a sua parte celestial, que permanece no céu. Ele considera que a alma deve buscar a felicidade separando a si mesma do seu tenebroso corpo e dos assuntos mundanos, acessando o mundo das luzes imateriais. As almas dos gnósticos e santos, depois de deixarem o corpo, ascendem a um patamar mais alto que o mundo angélico para apreciar a Suprema Luz, que é a única realidade absoluta.[18]

Surauardi elabora a ideia neoplatônica de um mundo intermediário independente, o mundo imaginário (alam-i mithal/عالم مثال). Suas opiniões exerceram uma poderosa influência até hoje, particularmente através da combinação da descrição da realidade peripatética e Iluminacionista de Mulla Sadra.[18]

Influências[editar | editar código-fonte]

O projeto iluminacionista de Surauardi haveria de deixar um abrangente legado na filosofia islâmica do Irã xiita. Seus ensinamentos influenciaram fortemente o esoterismo iraniano e acredita-se que a ideia da "Necessidade Decisiva" é uma das mais importantes inovações na história da especulação filosófica lógica, aceita pela maioria dos lógicos e filósofos muçulmanos. No século XVII, iniciou-se um ressurgimento do iluminacionismo zoroástrico impulsionado pela figura do pensador e sacerdote do século XVI Azar Kayvan.[18]

Surauardi e os antigos filósofos gregos[editar | editar código-fonte]

Segundo Surauardi, as palavras dos antigos, tais como Platão e Aristóteles, são simbólicas e não abertas a refutação. As críticas feitas ao sentido literal das suas palavras falham em apreender as suas reais intenções, pois um símbolo não pode ser refutado. Isso é também a base da doutrina oriental da luz.[19]

Isso é também a base da filosofia oriental da luz e das trevas, que foi o ensinamento dos filósofos persas como Zamasfes, Frashostar, Bozorgmer, Zaratustra e outros antes deles. Não é a doutrina dos magos infiéis nem a heresia de maniqueísmo. Nem aquela que leva a associar outros com Deus, O qual seja sempre exaltado acima de todo antropomorfismo. Não imaginem que a filosofia existiu só nestes tempos mais recentes. O mundo jamais esteve privado de filosofia, ou sem uma pessoa que possuísse as provas e evidências claras em defesa dela. Essa pessoa é o vice regente de Deus na Terra. Assim será enquanto durarem os céus e a terra. Os filósofos antigos e modernos diferem apenas no seu uso da linguagem e nos seus diferentes hábitos de abertura e todos falam dos três mundos.[19]

(...) concordando quanto à unidade de Deus. Não há disputa entre eles nas questões fundamentais. Embora o primeiro professor, Aristóteles, fosse muito grande, profundo, e cheio de intuições valiosas, não se deve exagerar o seu valor ao ponto de desprezar o seu mestre, Platão. Entre eles estão os mensageiros e legisladores como Hermes, Asclépios e outros.[19]

Classes de filósofos[editar | editar código-fonte]

A escola peripatética foi uma grande influência para Surauardi

Para Surauardi, as fileiras dos filósofos são muitas, e eles podem ser divididos nas seguintes classes:[20]

  1. Um filósofo divino proficiente na filosofia intuitiva, mas ao qual falta a filosofia discursiva;
  2. Um filósofo ao qual falta a filosofia intuitiva;
  3. Um filósofo divino proficiente tanto na filosofia intuitiva quanto na discursiva;
  4. Um filósofo divino proficiente na filosofia discursiva, mas de habilidade média ou fraca na filosofia intuitiva;
  5. Um filósofo proficiente na filosofia discursiva, mas de habilidade média ou fraca na filosofia intuitiva;
  6. Um estudante só da filosofia intuitiva; e
  7. Um estudante só da filosofia discursiva.[20]

Segundo o autor, se acontecer que em algum período houve um filósofo proficiente tanto na filosofia intuitiva quanto na discursiva, ele será o regente por direito e o vice regente de Deus na Terra. Se acontece que não é esse o caso, então a regência pertencerá ao filósofo que seja proficiente na filosofia intuitiva, mas de habilidade média na filosofia discursiva. Se essas qualidades não coincidirem, a regência pertencerá ao filósofo que é proficiente na filosofia intuitiva, mas ao qual falta a filosofia discursiva. O mundo jamais estará privado de um filósofo proficiente na filosofia intuitiva. A autoridade de Deus na Terra jamais pertencerá a um filósofo proficiente na filosofia discursiva que não se tenha tornado proficiente na filosofia intuitiva, pois a vice-gerência requer o conhecimento direto.[21]

Por essa autoridade e conhecimento de causa, o líder dotado de filosofia intuitiva pode de fato reger abertamente ou pode estar oculto na multidão, e ele é chamado de al-Qutb. Ele terá autoridade mesmo se viver na mais profunda obscuridade. Quando o governo está nas suas mãos, a Era é iluminada; mas quando a era é sem regência divina, as trevas serão triunfantes. O melhor estudante é o que estuda tanto a filosofia intuitiva quanto a filosofia discursiva; em seguida o estudante de filosofia intuitiva; e em terceiro o estudante de filosofia discursiva.”[21]

Surauardi e a filosofia persa pré-islâmica[editar | editar código-fonte]

Surauardi pensava ser um restaurador ou revitalizador da antiga filosofia persa.[13] Ele afirma no Hikmat al-'Ishraq que:

Surauardi utiliza a gnose persa pré-islâmica, sintetizando-a com os pensamentos grego e islâmico. A principal influência da filosofia da Pérsia antiga na obra de Surauardi encontra-se nas esferas da angelologia e cosmologia. Ele acreditava que a sabedoria de seus antepassados era compartilhada por filósofos gregos como Platão assim como o egípcio Hermes e considerava sua filosofia da Iluminação uma redescoberta deste pensamento antigo. De acordo com Nasr, Surauardi constrói uma importante ligação entre os pensamentos pré-islâmico e pós-islâmico do Irã e uma síntese harmoniosa entre ambos. Henry Corbin afirma que "ao noroeste iraniano, Surauardi (m. 1191) investiu-se em um grande projeto de revitalização da sabedoria ou teosofia do Irã zoroástrico e pré-islâmico".[22]

Em sua obra Alwah 'Imadi, Surauardi oferece uma interpretação esotérica do livro Épica dos Reis (Shah Nama) de Ferdusi,[23] na qual figuras como Fereidum, Zaaque, Cai Cosroes[23] e Janxide são apontadas como manifestações da luz divina. Hosein Nasr diz que "Alwah 'Imadi é um dos mais brilhantes trabalhos de Surauardi no qual foram sintetizados os contos da antiga Pérsia e a sabedoria da gnose da antiguidade sob o sentido esotérico do Corão.[23]

Surauardi faz uso extensivo do simbolismo zoroástrico em sua obra persa Partaw Nama e seu principal trabalho árabe Hikmat al-Ishraq[23] e sua requintada angelologia também é baseada no molde zoroástrico. A suprema luz é por ele referida tanto pelo seu nome corânico quanto mazdeísta, al-nur al-a'zam (a Luz Suprema) e Vohuman (Bahman). Surauardi se refere aos hukamayya-fars (filósofos persas) como os maiores representantes de sua filosofia Ishraqi e considera Zaratustra, Jamasp, Histaspes, Kay Khusraw, Frashostar e Bozorgmehr como detentores desta sabedoria.[23]

Entre os símbolos e conceitos pré-islâmicos utilizados por Surauardi estão: minu (mundo incorpóreo); giti (mundo corpóreo); Surush (mensageiro; Gabriel); Farvardin (o mundo inferior); gawhar (essência pura); Baram; Hurakhsh (o Sol); shahriyar (arquétipo de espécies); isfahbad (luz no corpo); Amordad (anjo zoroástrico); Shahrivar (anjo zoroástrico) e o Khvarenah Kiani.[23]

No que toca o conceito persa pré-islâmico de Khvarenah (glória), Surauardi diz:[24]

Surauardi e a escola da Iluminação[editar | editar código-fonte]

De acordo com Hosein Nasr, uma vez que Xeique Alixaraque não foi traduzido para os idiomas ocidentais durante o período medieval, os europeus tiveram pouco contato com Surauardi e sua filosofia. Mesmo atualmente a escola do pensamento iluminacionista é ignorada por acadêmicos.[25] Xeique Alixaraque tentou aplicar novas perspectivas em questões como a da Existência. Ele não apenas fez com que filósofos peripatéticos confrontassem novas indagações, como também deu nova vida ao corpo da filosofia após Avicena.[26]

De acordo com John Walbridge, a crítica de Surauardi à filosofia peripatética poderia ter sido considerada um importante ponto de viragem por seus sucessores. Surauardi tentou criticar o Avicenismo numa nova abordagem. Embora Surauardi tenha sido um pioneiro na filosofia peripatética, logo se tornou um platonista após uma experiência mística. Ele também é considerado um restaurador do antigo conhecimento persa por sua filosofia da iluminação. Seus seguidores incluem outros filósofos persas que tentaram dar continuidade ao pensamento de seu professor, como Xarazuri e Qutb al-Din al-Shirazi. Surauardi fez uma distinção entre duas abordagens na filosofia da iluminação: a discursiva e a intuitiva.[27]

Perspectiva acadêmica de Surauardi[editar | editar código-fonte]

Há diferentes e conflitantes opiniões sobre o caráter da escola de Surauardi. Alguns acadêmicos como Hosein Ziaei acreditam que os aspectos mais importantes do pensamento de Surauardi são sua lógica e sua crítica à perspectiva peripatética sobre definição.[23] Por outro lado, outros acadêmicos como Mehdi Hairi e Sayyid Jalal Addin Ashtiyyani acreditam que Surauardi se restringiu ao quadro da filosofia peripatética e neo-avicenista. Mehdi Amin Razavi critica ambos os lados por ignorarem a dimensão mística da obra de Surauardi.[23] Ainda há estudiosos como Henry Corbin e Hossein Nasr que definem Surauardi como um teosofista e atentam-se mais a seu misticismo.[28]

Obras[editar | editar código-fonte]

Surauardi produziu mais de 50 escritos em persa e árabe.

Notas

  1. A grafia original do nome do biografado foi adaptada seguindo padrões estabelecidos de transliteração árabe-portuguesa

Referências

  1. a b c d e f g h i j Roxanne Marcotte (26 de dezembro de 2007). «Legacy of the Illuminationist Tradition». Stanford Encyclopedia of Philosophy. Consultado em 22 de julho de 2017 
  2. Olavo de Carvalho. «Filosofia da Iluminação». Gigantes Recomendam. Consultado em 22 de julho de 2017 
  3. Ziai, H.(1997), “Al-Suhrawardi”, Encyclopaedia of Islam, New Ed., vol. 9: 782-784. Quote: "AL-SUHRAWARDI, SHIHAB AL-DIN YAHYA b. Habash b. Amirak, Abu'1-Futuh, well known Persian innovative philosopher-scientist, and founder of an independent, non-Aristotelian philosophical school named the "Philosophy of Illumination" (?ikmat al-?ishraq)"
  4. C. E. Butterworth, M. Mahdi, The Political Aspects of Islamic Philosophy, Harvard CMES Publishers, 406 pp., 1992, ISBN 0-932885-07-1 (see p.336)
  5. John Walbridge, “The leaven of the ancients: Suhrawardi and the heritage of the Greeks”, State University of New York Press, 1999. Excerpt: “Suhrawardi, a 12th-century Persian philosopher, was a key figure in the transition of Islamic thought from the neo-Aristotelianism of Avicenna to the mystically oriented philosophy of later centuries.”
  6. Seyyed Hossein Nasr, “The need for a sacred science”, SUNY Press, 1993. Pg 158: “Persian philosopher Suhrawardi refers in fact to this land as na-kuja abad, which in Persian means literally utopia, "no-place.”
  7. Matthew Kapstein, University of Chicago Press, 2004, "The presence of light: divine radiance and religious experience", University of Chicago Press, 2004. pg 285: "the light of lights in the system of the Persian philosopher Suhrawardi"
  8. Hossein Ziai. Illuminationism or Illuminationist philosophy, first introduced in the 12th century as a complete, reconstructed system distinct both from the Peripatetic philosophy of Avicenna and from theological philosophy. in: Encyclopædia Iranica, Volumes XII & XIII. 2004.
  9. Edward Craig, Routledge Encyclopedia of Philosophy, "al-Suhrawardi, Shihab al-Din Yahya (1154-91)" Routledge 1998. Excerpt: "Shihab al-Din Yahya ibn Habash ibn Amirak Abu’l-Futuh al-Suhrawardi, known as al-Maqtul (the Slain One) in reference to his execution, and usually referred to as Shaykh al-Ishraq after his school of Illuminationist philosophy (hikmat al-ishraq), was born in AH 549/AD 1154 in the village of Suhraward in northwestern Iran."
  10. Donald M. Borchert, Encyclopedia of Philosophy, Vol. 9 Gale / Cengage Learning 2nd. Edition, 2006. "suhraward ¯i, [addendum] (1155 or 1156–1191)" Excerpt: "Shihab al-Din Suhrawardi is one of the best known, innovative, yet controversial Persian philosophers in the history of philosophy in Iran."
  11. Dabashi, Hamid. The World of Persian Literary Humanism. [S.l.]: Harvard University Press. ISBN 978-0-674-06759-2 
  12. The Cambridge History of Islam:, Volume 2 (1977) edited by P. M. Holt, Ann K. S. Lambton, Bernard Lewis pg 823: [1], p. 823, no Google Livros
  13. a b c Henry Corbin, "The Voyage and the Messenger: Iran and Philosophy", North Atlantic Books, 1998. pg XLV: "There was among the ancient Persians a community of people guided by God who thus walked the true way, worthy Sage-Philosophers, with no resemblance to the Magi (Dualists). It is their precious philosophy of Light, the same as that to which the mystical experience of Plato and his predecessors bear witness, that we have revived in our book called Oriental Theosophy (Hikmat al-'Ishraq), and I have had no precursor in the way of such project."
  14. Edward Craig, Routledge Encyclopedia of Philosophy, "al-Suhrawardi, Shihab al-Din Yahya (1154-91)" Routledge 1998. Excerpt: "Shihab al-Din Yahya ibn Habash ibn Amirak Abu’l-Futuh al-Suhrawardi, known as al-Maqtul (the Slain One) in reference to his execution, and usually referred to as Shaykh al-Ishraq after his school of Illuminationist philosophy (hikmat al-ishraq), was born in AH 549/AD 1154 in the village of Suhraward in northwestern Iran."
  15. a b Dabashi, Hamid. The World of Persian Literary Humanism. [S.l.]: Harvard University Press. ISBN 978-0-674-06759-2 
  16. Henry Corbin. The Voyage and the Messenger. Iran and Philosophy. Containing previous unpublished articles and lectures from 1948 to 1976. North Atlantic Books. Berkeley, California. 1998. ISBN 1-55643-269-0
  17. Mu?ammad Kamal, Mulla Sadra's transcendent philosophy, Ashgate Publishing, Ltd., 2006 (p.13)
  18. a b c d Z. M?mm?dov – Sihab?ddin Y?hya Sühr?v?rdi (h?yati, yaradiciligi v? dünyagörüsü), Baki, Elm, 2009
  19. a b c Suhrawardi, Shahab (1996). Suhrawardi and the School of Illumination (em inglês). [S.l.]: Routledge. p. 1. ISBN 978-0700704125 
  20. a b Suhrawardi, Shahab (1996). Suhrawardi and the School of Illumination (em inglês). [S.l.]: Routledge. p. 2. ISBN 978-0700704125 
  21. a b Suhrawardi, Shahab (1996). Suhrawardi and the School of Illumination (em inglês). [S.l.]: Routledge. p. 3. ISBN 978-0700704125 
  22. Henry Corbin. The Man of Light in Iranian Sufism. Omega Publications, New York. 1994. ISBN 0-930872-48-7.
  23. a b c d e f g h Amin Razavi, M. (1997) Suhrawardi and the School of Illumination, Richmond: Curzon Press.
  24. a b Hossein Ziai, "The book of radiance", Mazda Publisher, 1998. pg 84-85. Note that Ziai, whose extensive studies establish Suhrawardi as a rationalist thinker rather than an "Oriental mystic" translates the word Hikmat (wisdom) as "philosophy" rather than "wisdom," as is more common.
  25. Hosein Nasr, Three Muslim Sages, 1997, p. 55.
  26. Hosein Nasr, Islamic philosophy from its origin to the present, 2006, p. 86.
  27. Walbridge, J., 'Suhrawardi and Illuminationism' in Adamson and Taylor, 2005, p. 201–223.
  28. The Man of Light in Iranian Sufism. [S.l.]: Omega Publications. 1994. p. 32. ISBN 0930872487