Xajar Aldur

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Xajar Aldur
10º Sultana do Egito
Reinado 2 de maio de 1250agosto de 1250
agosto de 1257
Antecessor(a) Moazam Turam Xá
Aibaque
Sucessor(a) Aibaque
Alaxarafe Muça
Dinastia Aiúbidas
Mamelucos
Morte 1257
  Cairo
Enterro Cairo
Cônjuge(s) s
Aibaque
Filho(s) Calil (com Sale Aiube)

Xajar Aldur (em árabe: شجر الدر; transl.: Xajar Al-Dur/Al-Durr - "Árvore de Pérolas")[a][1] (Nome real: Fatma al-Malikah ad-Din Umm-Khalil Xajar al-Durr - الملكة عصمة الدين أم خليل شجر الدر) (apelidada: أم خليل, "Umm Khalil" - "mãe de Calil")[2] (m. 1257, Cairo) era a viúva do sultão aiúbida do Egito Sale Aiube que teve um papel crucial após a sua morte durante a Sétima Cruzada contra o Egito entre 1249 e 1250. Ela era considerada pelos historiadores e cronistas muçulmanos da época mameluca como sendo de origem turca.[3][4] Ela se tornou a sultana do Egito em 2 de maio de 1250, marcando o final do reinado dos aiúbidas e o início da era dos mamelucos.[5][6][7][8]

Contexto[editar | editar código-fonte]

Xajar Aldur foi comprada como serva por Sale Aiube[9] no Levante antes de ele se tornar sultão e o acompanhou com seus mamelucos em al-Karak durante o período em que ele ficou preso em 1239.[10][11][12][13] No ano seguinte, quando ele se tornou sultão, ela o acompanhou até o Egito e teve um filho com ele, Calil, que era chamado de Malique Almançor.[14][15] Ela era de origem turca[16][17][18][19] e foi considerada muito bela, piedosa e inteligente pelos historiadores.[15]

Em abril de 1249, Sale Aiube, o sultão aiúbida e marido de Xajar Aldur,[20] que estava gravemente enfermo na Síria, retornou para o Egito e permaneceu em Ashmum-Tanah, perto de Damieta[21][22] após saber que o rei da França Luís IX havia organizado um exército cruzado no Chipre e estava prestes a se lançar num ataque ao Egito.[23] Em junho de 1249, os cruzados desembarcaram na cidade abandonada de Damieta[24][25] às margens do rio Nilo. Sale Aiube foi carregado em sua maca até seu palácio na cidade melhor protegida de Almançora, onde ele morreu em 22 de novembro de 1249 após ter governado o Egito por volta de dez anos numa das mais desesperadoras situações na história da região.[26] Xajar Aldur informou o emir Faquir Aldim Iúçufe ibne Xaique (comandante de todo o exército egípcio) e Tawashi Jamal Aldim Mucim (o eunuco que comandava o palácio) da morte do sultão, mas, como o país estava sob ataque cruzado, eles decidiram esconder a morte do rei dos cidadãos.[27] O corpo já encaixotado do sultão foi transportado por barco, em segredo, até o castelo da ilha de al-Rudah, no Nilo[28][29] e, apesar de o sultão morto não ter deixado nada em testamento sobre como deveria ser sua sucessão após sua morte,[30] Faris Aldim Actai foi enviado para Hasankeyf para convocar Moazam Turam Xá, que era o filho do sultão morto.[31][32] Antes que ele morresse, o sultão assinou milhares de documentos em branco,[33] que foram utilizados por Xajar Aldur e pelo emir Faquir Aldim para emitir decretos e dispensar as ordens do sultão[34] e eles conseguiram convencer o povo e outros oficiais do governo que o sultão estaria apenas doente e não morto. Ela ordenou que a comida do sultão fosse preparada e enviada para sua tenda.[35] Oficiais graduados, mamelucos e soldados do sultão receberam ordem - pela vontade do sultão - de jurarem lealdade ao sultão, a seu herdeiro Moazam Turam Xá[36][37] e ao atabegue (comandante-em-chefe) Faquir Aldim Iúçufe.[27]

Derrota da Sétima Cruzada[editar | editar código-fonte]

Sétima Cruzada - Luís IX invade o Egito e toma Damieta

As novidades sobre a morte de Sale Aiube alcançaram os cruzados em Damieta de alguma forma.[38][39] Encorajados pela notícia da morte do sultão e pela chegada de reforços liderados por Afonso, Conde de Poitou, o irmão do rei Luís IX, os cruzados decidiram marchar em direção ao Cairo. Uma força cruzada liderada por outro irmão de Luís IX, Roberto I de Artois, cruzou o canal de Ashmum (conhecido hoje pelo nome de Albar Açaguir) e atacaram o campo egípcio em Gideila, a três quilômetros de Almançora. O emir Faquir Aldim foi assassinado durante o ataque repentino e a força cruzada avançou em direção da cidade de Almançora. Xajar Aldur concordou com o plano de Baibars para defender a cidade.[40] A força cruzada foi aprisionada na cidade, Roberto d'Artois foi morto e a força cruzada, aniquilada[41][42] por uma força egípcia em conjunto com a população da cidade lideradas pelos homens que estavam prestes a fundar um estado que dominará a região sul do Mediterrâneo por décadas: Baibars, Aibaque e Calavuno.[43]

Em fevereiro de 1250, o filho do sultão morto, Moazam Turam Xá chegou ao Egito e foi entronado em al-Salhiyah[44][45] por que não havia tempo para ir até o Cairo. Aliviada com a chegada de um novo sultão, Xajar Aldur anunciou a morte de Sale Aiube. Turam Xá seguiu direto para Almançora[46] e, em 6 de abril de 1250, os cruzados foram completamente derrotados na Batalha de Fariskur, que terminou com a captura de Luís IX.

Conflito com Turam Xá[editar | editar código-fonte]

Com a Sétima Cruzada derrotada e Luís IX capturado, os problemas entre Turam Xá de um lado e Xajar Aldur com os mamelucos do outro começaram. Turam Xá, sabendo que não conseguiria assumir o poder completamente enquanto Xajar Aldur, os mamelucos e a velha guarda de seu falecido pai estivessem à sua volta, prendeu alguns oficiais e começou a trocar os mais antigos, incluindo o vice-sultão,[47] por seus aliados que vieram consigo de Hasankeyf.[48] Ele também enviou uma mensagem a Xajar Aldur enquanto ela estava em Jerusalém[15] alertando-a e requisitando que ela lhe entregasse a riqueza e as jóias de seu finado pai,[15] o que enfureceu a viúva e fez com que ela reclamasse com os mamelucos sobre a ingratidão[49] e as ameaças de Turam Xá, enfurecendo-os também, principalmente seu líder, Faris Aldim Actai.[50] Além disso, Turam Xá abusava das bebidas alcoólicas e, quando bêbado, maltratava as servas do pai e ameaçava os mamelucos.[51] Turam Xá foi finalmente assassinado pelos mamelucos em Fariskur em 2 de maio de 1250 e foi o último dos sultões aiúbidas.[52][53]

Ascensão[editar | editar código-fonte]

Após o assassinato de Turam Xá, os mamelucos e emires se encontraram na dihliz (tenda real) do sultão e decidiram instalar Xajar Aldur como nova monarca com Izaldim Aibaque como atabegue (comandante-em-chefe). Ela foi informada na Cidadela da Montanha (a residência do sultão), no Cairo e concordou.[54] Xajar Aldur tomou o nome real de Malica Ismate Adim Um Calil Xajar Aldur" com mais uns poucos títulos adicionais, como "Malikat al-Muslimin" ("Rainha dos Muçulmanos") e "Walidat al-Malik al-Mansur Khalil Emir al-Mo'aminin" ("Mãe de Malique Almançor Calil, emir dos fiéis").

Ela passou a ser mencionada nas orações de sexta-feira com nomes como "Umm al-Malik Khalil" ("Mãe de Malique Calil") e "Sahibat al-Malik as-Salih" ("Esposa de Malique Sale"). Moedas foram cunhadas com seus títulos e ela assinava seus decretos com o nome "Walidat Khalil".[55] A utilização dos nomes de seu finado marido e do filho morto foram tentativas de conseguir o respeito e a legitimidade que faltavam ao seu reinado como herdeira do trono sultânico.

Após prestar homenagem a Xajar Aldur e resolver sua situação, o emir Hoçam Aldim foi enviado até o rei Luís IX, que ainda estava preso em Almançora, e foi acordado que o rei poderia deixar o Egito vivo após pagar metade do resgate que se lhe havia imposto antes, tanto por sua vida quanto por Damieta.[56] Luís entregou a cidade e viajou para Acre em 8 de maio de 1250, acompanhado de aproximadamente 12 000 prisioneiros de guerra.[57]

Conflito com os Aiúbidas[editar | editar código-fonte]

Assassinato de Moazam Turam Xá.
Iluminura na Vie de Saint Louis.

As notícias sobre o assassinato de Moazam Turam Xá e a ascensão de Xajar Aldur como nova sultana alcançaram a Síria. Os emires da região foram convocados a irem ao Cairo prestarem homenagem a Xajar, mas se recusaram e o enviado do sultão em Caraque se rebelou abertamente.[58] Os emires sírios em Damasco cederam a cidade para Nácer Iúçufe, o emir aiúbida de Alepo, e os mamelucos no Cairo responderam com a prisão dos emires que ainda eram leais aos aiúbidas no Egito.[59] Além dos aiúbidas na Síria, também o califa abássida em Bagdá, Almostacim, desafiou o golpe mameluco no Egito e se recusou a reconhecer Xajar Aldur como monarca.[60][61] A recusa do califa em reconhecer a nova sultana foi um grande obstáculo para os mamelucos no Egito, pois o costume durante a era aiúbida era que o sultão só poderia ganhar legitimidade após ser reconhecido pelo califa abássida.[62][63] Os mamelucos decidiram então instalar Izaldim Aibaque como novo sultão. Ele se casou com Xajar Aldur, que abdicou e passou para ele o trono após ter reinado no Egito como sultana por aproximadamente três meses.[64] Apesar da curta duração, o governo de Xajar Aldur testemunhou dois importantes eventos da história da região: um, a expulsão de Luís IX do Egito, o que marcou o fim da ambição cruzada de conquistar a região sul da bacia do Mediterrâneo, e, dois, a morte da dinastia aiúbida e o nascimento do estado mameluco, que dominaria a região por décadas.

Para agradar o califa e conseguir o reconhecimento que tanto precisava, Aibaque anunciou que ele era apenas um representante do califa abássida de Bagdá.[65] E, para satisfazer os aiúbidas, Alaxarafe Muça - neto de Camil[66] - foi nomeado co-sultão.[62] Porém, não foi suficiente e conflitos armados entre aiúbidas e mamelucos irromperam em várias regiões. O califa em Bagdá, preocupado com os mongóis, que estavam atacando territórios não muito distantes de sua capital, preferia ver o assunto resolvido pacificamente entre os aiúbidas da Síria e os mamelucos do Egito. Com sua mediação e após um sangrento conflito, os mamelucos, que já detinham manifesta superioridade militar,[67] chegaram num acordo com os aiúbidas que lhes deu o controle da região sul da Palestina, incluindo Gaza e Jerusalém, além da costa síria.[68] Por este acordo, os mamelucos não apenas acrescentaram novos territórios ao seu domínio, mas também conseguiram o reconhecimento de seu novo estado. Além do conflito com os aiúbidas da Síria, os mamelucos conseguiram conter sérias revoltas no Médio e Alto Egito.[69] Então, Aibaque, temendo o crescente poder dos mamelucos Salihyya (os mamelucos de Sale Aiube), que, juntamente com Xajar Aldur, fizeram dele sultão, mandou assassinar seu líder, Faris Adim Actai. Ao assassinato de Actai se seguiu imediatamente um êxodo dos mamelucos de sua facção para a Síria, onde se juntaram aos aiúbidas de Nácer Iúçufe.[70] Mamelucos proeminentes como Baibars e Calavuno estavam entre eles.[71] Aibaque se tornou o governante único e absoluto do Egito.

Fim[editar | editar código-fonte]

Já em 1257, disputas e suspeitas haviam se tornado parte da relação entre Aibaque,[72] um sultão que buscava segurança e supremacia, e sua esposa, Xajar Aldur, uma ex-sultana de grande força de vontade e que conseguira salvar seu país que estava à beira do colapso frente a uma invasão estrangeira.

Xajar Aldur queria voltar a governar sozinha o Egito, escondia assuntos oficiais de Aibaque e o impedia de ver sua outra esposa, insistindo para que ele se divorciasse dela.[72][73] Ao invés disso, Aibaque, que precisava formar uma aliança com um poderoso emir que pudesse ajudá-lo contra a ameaça dos mamelucos que fugiram para a Síria,[74] decidiu, em 1257, se casar com a filha de Badir Adim Loaloa, o emir aiúbida d Almucil[75] Badir Aldim Loaloa avisou Aibaque que Xajar Aldur estava em contato com Nácer Iúçufe em Damasco.[76][77] Xajar Aldur, sentindo-se ameaçada[15][78] e traída por Aibaque, o homem que ela tornou sultão, ordenou que ele fosse morto por servos enquanto se banhava.[79] Ele reinou no Egito por sete anos.

Xajar alegou que Aibaque teria morrido subitamente durante a noite, mas seus mamelucos (os mu'iziyya), que eram liderados por Qutuz, não acreditaram nela.[80][81][82][83] Os servos que estavam envolvidos confessaram após serem torturados. Xajar Aldur e os servos foram presos e os mamelucos de Aibaque (mu'iziyya) queriam matá-la, mas os salihyya a protegeram, levando-a para a Torre Vermelha (na Cidadela do Cairo), onde ela permaneceu.[84][85] O filho de Aibaque, o jovem Almançor Ali, de apenas quinze anos, foi instalado pelos mamelucos mu'ziyyah como novo sultão.[80][86] Xajar Aldur foi então despida e surrada até a morte pelas serventes do novo sultão e de sua mãe e seu corpo nu foi encontrado jogado do lado de fora da Cidadela.[87][88][89] Os servos envolvidos no assassinato de Aibaque foram executados também.[90]

Xajar Aldur foi enterrada num túmulo não muito distante da Mesquita de Ibn Tulun, que é uma joia da arquitetura funerária islâmica.

Impacto[editar | editar código-fonte]

Antes de morrerem, Aibaque e Xajar Aldur consolidaram firmemente a dinastia mameluca, que seria a responsável por conter a invasão mongol, expulsar os cruzados europeus da Terra Santa e que seriam a mais poderosa força política no Oriente Médio até a chegada dos otomanos.

Xajar Aldur no folclore egípcio[editar | editar código-fonte]

Xajar Aldur é uma das personagens da "Sirat al-Zahir Baibars" ("Vida de Azair Baibars"), um épico folclórico com milhares de páginas (a edição publicada no Cairo em 1923 tem mais de 15 000) composto durante o início do período mameluco e que tomou sua forma atual no início da era otomana. O conto, que é uma mistura de fatos e ficção, reflete a admiração da população egípcia por Baibars e Xajar Aldur. Fátima Xajarat al-Durr, como o conto chama Xajar, era a filha do califa Almoctadir, cujo reino em Bagdá fora atacado pelos mongóis.[91] Ela era chamada Xajarat al-Durr ("árvore de pérolas") por que seu pai a vestia com um vestido feito de pérolas. Ele também a presenteara com o Egito pois ela queria ser rainha do Egito e Sale Aiube casou-se com ela para permanecer no poder, pois o Egito era dela. Quando Baibars foi trazido para a Cidadela do Cairo, ela se afeiçoou por ele, tratou-o como um filho e foi por ele chamada de mãe. Aibaque, o Turcomano, um homem mau, veio de Mucil para roubar o Egito de Xajarat al-Durr e seu marido, Sale Aiube. Xajarat assassinou Aibaque com uma espada mas, enquanto fugiu com seu filho, caiu do telhado da Cidadela e morreu.[92]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Xajar Aldur
Morte: 1257
Precedido por:
Moazam Turam Xá
Sultana do Egito
1250
Sucedido por:
Aibaque
Precedido por:
Aibaque
Sultana do Egito
1257
Sucedido por:
Alaxarafe Muça

Notas[editar | editar código-fonte]

[a] ^ Segundo Adalberto Alves, a transliteração correta do xime (ش) é em xis, não š[93] O prefixo al- se aglutina ao nome que o precede e/ou sucede, pois se afigura como artigo definido "o" "a"[94]

Referências

  1. O nome de Xajar Aldur também é escrito e pronunciado como Xajarat al-Durr. Suas moedas levavam o nome de "Xajarat al-Durr".
  2. Umm Khalil (أم خليل) e também "Walidat Khalil" - والدة خليل - cujo significado é o mesmo. Calil era seu filho morto com o sultão Sale Aiube. Os nomes foram utilizados por Xajar Aldur para legitimar e consolidar sua posição como herdeira e governante. Ela assinava os documentos oficiais e os decretos sultânicos com o nome 'Walidat Khalil' - (Abulféda, pp.66-87/ano 648H) - (Almacrizi, p.459/vol.1).
  3. Almacrizi, ibne Tagri e Abulféda consideravam Xajar Aldur como sendo turca. Almacrizi e Abulféda, porém, mencionaram que alguns acreditavam que ela teria origem armênia. (Almacrizi, p. 459/vol.1) - (ibne Tagri, p.102-273/vol.6) - (Abulféda, pp.68-87/ano 655H)
  4. Dr. Yürekli, Tülay (2011), The Pursuit of History (International Periodical Research Series of Adnan Menderes University), Issue 6, Page 335, The Female Members of the Ayyubid Dynasty, Online reference Arquivado em 15 de dezembro de 2011, no Wayback Machine.
  5. Alguns historiadores consideram Xajar Aldur como sendo o primeiro sultão mameluco. - (Shayyal, p.115/vol.2)
  6. Almacrizi descreveu Xajar Aldur como sendo o primeiro sultão mameluco de origem turca: "Esta mulher, Xajar Aldur, foi a primeira entre os reis mamelucos turcos que governaram o Egito" - (Almacrizi, p.459/ vol.1)
  7. Ibne Ias considerava Xajar Aldur como sendo uma aiúbida - (Ibne Ias, p.89)
  8. De acordo com J. D. Fage "É difícil decidir se esta rainha (Xajar Aldur) foi a última dos aiúbidas ou a primeira dos mamelucos, pois ela estava ligada tanto à dinastia que sumia quanto com a que ascendia." - Fage, p.37
  9. Almacrizi, p.459/vol.1
  10. Almacrizi, p.419/vol.1
  11. Abulféda, p.68-87/anoear 655H; ibne Tagri, pp.102-273/vol.6
  12. Shayyal, p.116/vol.2
  13. Almacrizi, p.397-398/vol.1
  14. Eventos do ano 638H (1240 C.E.) por Almacrizi - p.405/vol.1; Almacrizi, p.404/vol.1 )
  15. a b c d e ibne Tagri, pp.102-273/vol.6
  16. Veja as notas 3 e 5.
  17. Ahmed, Nazeer. Islam in Global History: From the Death of Prophet Muhammed to the First. Xlibris Corporation, 2001. page 287
  18. Fage, J. D. & Oliver, Roland Anthony. The Cambridge History of Africa. Cambridge University Press, 1986. page 37
  19. Meri 2006, p. 729
  20. Sale Aiube se casou com Xajar após o nascimento de Calil (Almacrizi, pp.397-398/vol.1/ note 1. )
  21. Almacrizi, p. 437/vol.1
  22. Como Sale Aiube estava incapacitado de cavalgar, ele foi carregado para o Egito numa maca. (Shayyal,p.95/vol.2) - (Almacrizi, p.437/vol.1)
  23. Acreditava-se que [[Frederico II (Sacro Imperador Romano-Germânico)|]], o Rei da Sicília, teria avisado Sale Aiube a respeito dos planos de Luís (Shayyal, p.95/vol.2)
  24. A guarnição egípcia de Damieta, liderada pelo emir Faquir Aldim, deixou a cidade e foi para Ashmum-Tanah seguida pela população da cidade antes do desembarque das tropas cruzadas (Almacrizi, pp.438-439/vol.1) - (Abulféda,pp.66-87/ Ano 647H) - É provável que Faquir Aldim tenha recuado de Damieta por pensar que o Sultão tivesse morrido, uma vez que por algum tempo ele já não recebia mensagens dele. (Shayyal, p.97/vol.2)
  25. Também o cronista cruzado Senhor de Joinville mencionou que Damieta foi abandonada: "Os sarracenos por três vezes mandaram mensagens para o sultão por meio de pombos-correio avisando que o rei havia desembarcado sem receber nenhuma resposta por conta da enfermidade do sultão; por isso, ele concluíram que o sultão só podia estar morto e abandonaram Damieta." e "Os turcos cometeram um erro ao deixarem Damieta sem destruir a ponte de barcos, o que teria nos causado uma grande inconveniência" (Senhor de Joinville, pag. 72./ Cha.VI / part II )
  26. (Almacrizi, pp.439-441/vol.2) - (Abulféda, p.68-87/Ano 647H) - (Shayyal, p.98/vol.2)
  27. a b Almacrizi, p.444/vol.1
  28. (Almacrizi, p.441/vol.1) - (Shayyal,p.98/vol.2)
  29. O Castelo de Ruda foi construído por Sale Aiube na ilha de al-Rudah, no Cairo. Ele era utilizado como um refúgio para seus mamelucos (Almacrizi,p.443/vol1). Posteriormente, o sultão Aibaque enterrou Sale Aiube na tumba construída por Sale Aiube antes de sua morte perto de seu madraçal no distrito de Bainal Cacereim, no Cairo (Almacrizi, p. 441/vol.1) - Ver também Aibaque .
  30. (Abulféda, p.68-87/Death of Sale Aiube)
  31. Almacrizi, p.445/vol.1
  32. Moazam Turam Xá era o segundo em comando do pai dele (o sultão) em Hasankeyef (ibne Tagri, pp. 102-273/vol.6/ano 646H)
  33. De acordo com Almacrizi, o sultão Sale Aiube fez 10 000 Alama (o sinal do sultão) antes de morrer. (Almacrizi, p.441/vol.1)
  34. De acordo com Abulféda e Almacrizi, Xajar Aldur também se utilizou de uma serva chamada Sohail para falsificar os documentos do sultão (Abulféda, p.68-87/Year 647H) - (Almacrizi, p.444/vol.1)
  35. Goldstone. [S.l.: s.n.] p. 169  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  36. ibne Tagri, pp. 102-273/vol.6
  37. Como Sale Aiube não deixou instruções sobre a sucessão, Xajar Aldur conseguiu assim fazer de Turam Xá um herdeiro ao trono
  38. Shayyal/p.98/vol.2
  39. Notícias sobre a morte do sultão estavam vazando. Algumas pessoas no campo egípcio sabima sobre a morte dele e quando o vice-sultão Hoçam Aldim duvidou de uma assinatura sultânica feita pela serva Sohail ele foi informado por alguns de seus homens no acampamento de que o sultão estava morte. As pessoas também notaram que o emir Faquir Aldim estava atuando como um soberano e souberam assim que o sultão estava morto, mas não ousavam falar do tema. (Almacrizi,pp.444-445/vol.1) - De acordo com Abulféda, muitas pessoas souberam que o sultão estava morto quando mensageiros foram enviados para Hasankeyf para convocar Turam Xá (Abulféda/pp.66-87/Morte de Sale Aiube)
  40. Qasim,p.18
  41. De acordo com Almacrizi, por volta de 1 500 cruzados foram mortos. (Almacrizi, p.448/vol.1 )
  42. De acordo com Matthew Paris, apenas 2 templários, 1 hospitalário e uma 'pessoa desprezível' escaparam. ( Matthew Paris, LOUIS IX`S CRUSADE.p.147 / Vol.5 )
  43. Eles foram liderados por Faris Aldim Actai. ( Sadawi, p.12)
  44. O juiz na coroação, Badir Aldim Alcinjari, esperou por Turam Xá em Gaza, de onde eles seguiram para al-Salhiyah para se encontrar com o vice-sultão Hoçam Aldim (Almacrizi, p. 449/vol.1)
  45. Também 'As Salhiyah' no norte do Egito, a leste do Delta do Nilo, na atual província Oriental.
  46. Almacrizi, pp. 449-450/vol.1
  47. Turam Xá substituiu o vice-sultão Hoçam Aldim por Jamal Aldim Acuxe. (Almacrizi, p.457/vol.1)
  48. Abulféda,pp.66-87/ Ano 648H)
  49. Xajar Aldur protegeu o Egito durante a Sétima Cruzada, preservando o trono aiúbida e fazendo de Turam Xá um sultão.
  50. Faris Aldim Actai já estava nervoso com Turam Xá por não tê-lo promovido à posição de emir como ele havia prometido quando estavam em Hasankeyf. (Almacrizi, p. 457/vol.1) - (ibne Tagri, pp.102-273/vol.6 )
  51. Turam Xá, quando estava bêbado, costumava xingar os mamelucos enquanto cortava velas com sua espada dizendo: "Isto é o que farei com os Bahriyya". (Almacrizi, p.457/vol.1) (ibne Tagri, pp.102-273/vol.6 )
  52. Almacrizi, p. 458-459/ vol.1
  53. O infante aiúbida Alaxarafe Muça, de apenas seis anos de idade, se tornou um impotente co-sultão.
  54. Almacrizi, p.459/vo.1
  55. (Almacrizi, p.459/vol.1) - (Abulféda,pp.66-87/ Ano 648H)
  56. Almacrizi,p.460/vol.1
  57. Os prisioneiros de guerra francos incluíam prisioneiros de batalhas anteriores (Almacrizi, p.460/vol.1)
  58. Almacrizi, p.462/vol.1
  59. Almacrizi,pp.462-463/vol.1
  60. O califa abássida Almostacim enviou uma mensagem de Bagdá para os mamelucos do Egito que dizia: "Se vocês não tem homens, digam-nos para que enviemos-lhes alguns" - (Almacrizi, p.464/vol1)
  61. Também no Egito havia objeções por parte da população contra Xajar Aldur, principalmente por ela ter permitido que Luís IX deixasse o Egito com vida.
  62. a b Shayyal, p.115/vol.2
  63. Apesar do fato de que os aiúbidas governarem como monarcas independentes, eles eram espiritualmente leais ao Califado Abássida. Levou alguns anos para que os mamelucos se ajustassem a esta realidade. Em 1258, o Califado Abássida foi destruído juntamente com sua capital, Bagdá, pelos mongóis. Durante o reinado do sultão Baibars, um califado abássida marionete foi instalado no Egito, o que deu finalmente aos mamelucos independência completa de qualquer poder externo (Shayyal, p.109/vol.2 )
  64. Almacrizi, p.463/vol.1
  65. (Almacrizi, p.464/vol.1) (Shayyal, p.115/vol.2 )
  66. (Almacrizi, p.464/vol.1) - (Shayal, p.115/ vol.2) - (ibne Tagri, pp.103-273/ The Sultanate of al-Muizz Aybak al-Turkumani) - (Abulféda, pp.68-87/ano 652H )
  67. As forças mamelucas derrotaram as forças do rei aiúbida Nácer Iúçufe em todas as batalhas. - Veja Aibaque e Nácer Iúçufe.
  68. (Almacrizi, p. 479/vol.1 )( Shayyal, p. 116/vol.2 )
  69. Em 1253, uma séria revolta liderada por Hisn al-Din Thalab no Alto e Médio Egito foi esmagada por Actai, o líder dos Bahriyya. Veja Aibaque.
  70. Abulféda, pp.68-87/ano 652H
  71. Enquanto alguns mamelucos como Baibars e Calavuno fugiram para a Síria, outros foram para Caraque, Bagdá e para o Sultanato Seljúcida de Rum. ( Shayyal, p. 118/vol.2)
  72. a b Almacrizi, p.493/vol.1
  73. Aibaque tinha outra esposa, conhecida apenas como "Umm Ali". Ela era a mãe de Almançor Ali, um futuro sultão.
  74. Shayal, p.119/ vol.2
  75. (Almacrizi, p.493/vol.1 ) - (ibne Tagri, pp.102-273/vol.6 )
  76. Almacrizi, p. 494/vol.1
  77. De acordo com Almacrizi, Xajar Aldur enviou um presente a Nácer Iúçufe com uma mensagem que dizia que ela iria matar Aibaque e se casaria com ele para torná-lo sultão.(Almacrizi, p.493/vol.1 )
  78. De acordo com Almacrizi, Aibaque estava planejando matar Xajar Aldur. ( Almacrizi, p.493/vol.1 )
  79. ( Almacrizi, p.493/vol.1 ) - (Abulféda, pp.68-87/ano 655H )
  80. a b Qasim,p.44
  81. Almacrizi, p.494/vol.1
  82. De acordo com Almacrizi, durante a noite, Xajar Aldur enviou o dedo e o anel de Aibaque a Izaldim Aibaque Alalabi pedindo-lhe que tomasse o poder, mas ele se recusou. (Almacrizi, p. 494/vol.1)
  83. De acordo com ibne Tagri, Xajar Aldur pediu que Izaldim Aibaque Alalabi e o emir Jamal Adim ibne Aidgodi tomassem o poder, mas ambos se recusaram. (ibne Tagri, pp.102-273/vol.6 )
  84. (Almacrizi, p.493/vol.1 ) - (Abulféda, pp.68-87/year 655H ) - (ibne Tagri, pp.102-273/vol.6 )
  85. A Torre Vermelha foi construída na Cidadela por Camil.(Almacrizi, p.494/note 2 /vol.1 )
  86. (Abulféda,pp.66-87/ Year 647H) - (Almacrizi, p.495) - (ibne Tagri, pp.102-273/vol.6 )
  87. (Almacrizi, p.494/vol.1)-(ibne Tagri, pp.102-273/vol.6 )
  88. Meri 2006, p.730
  89. Irwin 1986, p. 29
  90. Além de Mohsin al-Jojri, 40 foram mortos. (Almacrizi, p. 494/vol.1 )
  91. Além disso, "Sirat al-Zahir Baibars" menciona que também se dizia que Xajarat al-Durr seria filha do pai do califa Almoctadir, Alcamil Bilá, com uma serva e teria sido posteriormente adotada por Almoctadir.
  92. Sirat al-Zahir Baibars
  93. Alves 2014, p. 41.
  94. Vasconcellos 1995, p. 55.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Alves, Adalberto (2014). Dicionário de Arabismos da Língua Portuguesa. Lisboa: Leya. ISBN 9722721798 
  • Vasconcellos, José Leite de. Revista lusitana: arquivo de estudos filológicos e etnológicos relativos a Portugal, Volume 4. Lisboa: Imprensa Nacional 
  • Abulféda, The Concise History of Humanity or Chronicles.
  • Almacrizi, Al Selouk Leme'refatt Dewall al-Melouk, Dar al-kotob, 1997.
  • Idem em inglês: Bohn, Henry G., The Road to Knowledge of the Return of Kings, Chronicles of the Crusades, AMS Press, 1969.
  • Almacrizi, al-Mawaiz wa al-'i'tibar bi dhikr al-khitat wa al-'athar,Matabat aladab,Cairo 1996, ISBN 977-241-175-X.
  • Idem em francês: Bouriant, Urbain, Description topographique et historique de l'Egypte,Paris 1895
  • Ibne Ias, Badai Alzuhur Fi Wakayi Alduhur, abridged and edited by Dr. M. Aljayar, Almisriya Lilkitab, Cairo 2007, ISBN 977-419-623-6
  • Ibne Tagri, al-Nujum al-Zahirah Fi Milook Misr wa al-Qahirah, al-Hay'ah al-Misreyah 1968
  • History of Egypt, 1382-1469 A.D. by Yusef. William Popper, translator Abu L-Mahasin ibn Taghri Birdi, University of California Press 1954
  • Asly, B., al-Zahir Baibars, Dar An-Nafaes Publishing, Beirut 1992
  • Goldstone, Nancy (2009). Four Queens: The Provençal Sisters Who Ruled Europe. [S.l.]: Phoenix Paperbacks, London 
  • Sadawi. H, Al-Mamalik, Maruf Ikhwan, Alexandria.
  • Mahdi,Dr. Shafik, Mamalik Misr wa Alsham ( Mamluks of Egypt and the Levant), Aldar Alarabiya, Beirut 2008
  • Shayyal, Jamal, Prof. of Islamic history, Tarikh Misr al-Islamiyah (History of Islamic Egypt), dar al-Maref, Cairo 1266, ISBN 977-02-5975-6
  • Sirat al-Zahir Baibars, Printed by Mustafa al-Saba, Cairo 1923. Repulished in 5 volumes by Alhay'ah Almisriyah, Editor Gamal El-Ghitani, Cairo 1996, ISBN 977-01-4642-0
  • Sirat al-Zahir Baibars, assembled H. Johar, M. Braniq, A. Atar, Dar Marif, Cairo 1986, ISBN 977-02-1747-6
  • The chronicles of Matthew Paris ( Matthew Paris: Chronica Majora ) translated by Helen Nicholson 1989
  • The Memoirs of the Lord of Joinville, translated by Ethel Wedgwood 1906
  • The New Encyclopædia Britannica, Macropædia,H.H. Berton Publisher,1973–1974
  • Meri, Josef W. (Editor). Medieval Islamic Civilization: An Encyclopedia. Routledge, 2006. web page
  • Perry, Glenn Earl. The History of Egypt - The Mamluk Sultanate. Greenwood Press, 2004. page 49
  • Qasim,Abdu Qasim Dr., Asr Salatin AlMamlik ( era of the Mamluk Sultans ), Eye for human and social studies, Cairo 2007
  • Irwin, Robert. The Middle East in the Middle Ages: The Early Mamluk Sultanate, 1250-1382. Routledge, 1986. web page

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • «Growth of Mamluk armies» (em inglês). Encyclopædia Britannica Online. Consultado em 3 de abril de 2013 
  • «Shagrat al-Durr» (em inglês). Women in World History: Female Heroes from the Time of the Crusades. Consultado em 3 de abril de 2013