Xanthosoma sagittifolium

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Xanthosoma sagittifolium no riacho Waiahole, no Havaí.
Xanthosoma sagittifolium no riacho Waiahole, no Havaí.
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Alismatales
Família: Araceae
Género: Xanthosoma
Nome binomial
Xanthosoma sagittifolium

Xanthosoma sagittifolium (L.) Schott, vulgarmente conhecida por orelha-de-elefante (quando usada como planta ornamental), macabo, mangará, mangará-mirim, mangareto, mangarito, taioba, taiova, taiá ou yautia, é uma espécie da família das Araceae, originária da América Central e hoje largamente cultivada nas regiões tropicais e subtropicais. Produz cormos ricos em amidos, muito utilizados na alimentação humana e animal. Suas cultura e a utilização são muito semelhantes às do taro.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Taioba" e "taiova" têm origem no tupi antigo taîaoba (ou taîoba).[1]

Na culinária[editar | editar código-fonte]

A taioba é muita apreciada na cozinha típica de Goiás. As pesquisas já comprovaram que a folha tem mais vitamina A do que a cenoura, o brócolis ou o espinafre. Por ser rica em vitamina A e amido, é um alimento fundamental para as crianças, idosos, atletas, grávidas e mulheres que amamentam[2].

Em sua composição, encontramos cálcio, fósforo, ferro, proteínas e uma grande quantidade de vitaminas: vitamina A, vitaminas B1, B2 e C. Tanto o talo quanto as folhas apresentam os mesmos elementos, apenas em proporções diferentes. Nas folhas, encontramos mais ferro e mais vitamina A. O valor energético para cada 100 gramas de talo é de 24 calorias, enquanto que, nas folhas, temos 31 calorias para as mesmas 100 gramas.

Confusão com a taioba-brava[editar | editar código-fonte]

Vale destacar o perigo do consumo por engano da taioba-brava (Colocasia antiquorum Schott), planta tóxica se consumida por humanos devido ao oxalato de cálcio[3][4].

Ambas as plantas possuem oxalato de cálcio e seu consumo causa ardor na garganta e na boca.

Para o consumo da taioba mansa, recomenda-se ferver as folhas por alguns minutos e, em seguida, escorrer a água usada.

Referências

  1. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo. São Paulo. Global. 2013. p. 457.
  2. Site Slowfoodbrasil
  3. Instituto Fiocruz
  4. Hospital universitário da Universidade Estadual de Londrina

Ligações externas[editar | editar código-fonte]