Xenoblade Chronicles

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Xenoblade Chronicles
Capa europeia
Desenvolvedora(s) Monolith Soft
Publicadora(s) Nintendo
Diretor(es) Koh Kojima
Genki Yokota
Produtor(es) Shingo Kawabata
Takao Nakano
Projetista(s) Koh Kojima
Escritor(es) Tetsuya Takahashi
Yuichiro Takeda
Yurie Hattori
Programador(es) Katsunori Itai
Artista(s) Norihino Takami
Compositor(es) Manami Kiyota
Tomori Kudo
Hiroyo Yamanaka
Kenji Hiramatsu
Yoko Shimomura
Yasunori Mitsuda
Plataforma(s) Wii
Série Xeno
Conversões/
relançamentos
New Nintendo 3DS
Data(s) de lançamento Wii
  • JP 10 de junho de 2010
  • EU 19 de agosto de 2011
  • AN 6 de abril de 2012
New Nintendo 3DS
  • JP 2 de abril de 2015
  • PAL 2 de abril de 2015
  • AN 10 de abril de 2015
Gênero(s) RPG eletrônico de ação
Modos de jogo Um jogador
Xenoblade Chronicles X

Xenoblade Chronicles, chamado no Japão de Xenoblade (ゼノブレイド, Zenobureido?), é um jogo eletrônico RPG de ação desenvolvido pela Monolith Soft e publicado pela Nintendo. Foi lançado exclusivamente para o Wii em junho de 2010 no Japão, em agosto de 2011 na Europa e em abril de 2012 na América do Norte, enquanto uma conversão para New Nintendo 3DS estreou em abril de 2015. O título faz parte da metassérie Xeno, porém não há nenhuma conexão narrativa direta com os jogos anteriores, incorporando estéticas e elementos narrativos da fantasia e ficção científica. A jogabilidade tem navegação em um mundo aberto dividido por zonas, missões paralelas relacionadas com personagens coadjuvantes e um sistema de batalha em tempo real.

A história se passa sobre os corpos de dois deuses colossais congelados em combate, Bionis e Mechonis. O povo de Bionis, incluindo os humanoides Homs, então em uma guerra perpétua contra a espécie de máquinas Mechon oriunda de Mechonis. Um elemento importante dos esforços de guerra dos Homs é a Monado, uma espada supostamente empunhada por Bionis. O protagonista Shulk descobre que possui a habilidade de empunhar Monado durante um ataque contra sua colônia, partindo em uma busca de vingança com seu melhor amigo Reyn e encontrando novos companheiros ao longo do caminho.

O conceito de Xenoblade Chronicles originou-se em junho de 2006 quando o roteirista principal e diretor executivo Tetsuya Takahashi visualizou e depois construiu uma miniatura de dois deuses gigantes congelados no lugar com pessoas vivendo sobre seus corpos. O desenvolvimento começou em 2007 sob o título de Monado: The Beginning of the World, porém este foi posteriormente alterado com o objetivo de homenagear os trabalhos anteriores de Takahashi na série Xeno. O roteiro foi escrito por Takahashi, o roteirista de anime Yuichiro Takeda e a roteirista Yurie Hattori da Nintendo. A música foi composta por seis compositores diferentes, incluindo o estreante Manami Kiyota e os veteranos da indústria Yoko Shimomura e Yasunori Mitsuda.

O jogo foi anunciado em 2009 sob seu título original e foi lançado no oriente no ano seguinte. Mesmo depois de ter sido lançado na Europa, seu lançamento na América do Norte permaneceu incerto até dezembro de 2011, tempo o qual uma campanha de fãs chamada Operation Rainfall atraiu grande atenção para o jogo. Xenoblade Chronicles foi aclamado pela crítica ao ser lançado como um dos melhores RPGs de tempos recentes, com sua converção sendo elogiada por ter conseguido recriar o título na forma portátil. Ele também foi um sucesso comercial no oriente e ocidente. Um sucessor espiritual intitulado Xenoblade Chronicles X para o Wii U estreou em 2015, enquanto uma sequência chamada Xenoblade Chronicles 2 para o Nintendo Switch foi lançada em 2017.

Jogabilidade[editar | editar código-fonte]

Os personagens Shulk e Reyn na perna de Bionis. Xenoblade Chronicles apresenta ambientes vastos que dão ao jogador um alto grau de liberdade de exploração.

Xenoblade Chronicles é um RPG eletrônico de ação em que o jogador controla um personagem de um grupo de três usando o Wii Remote e o Nunchuk ou o Classic Controller.[1] O jogo é um mundo aberto que o jogador podem navegar livremente por ambientes interconectados.[2] Existe um ciclo de dia e noite, com o horário do dia frequentemente afetando eventos, missões, força dos inimigos e itens disponíveis: por exemplo, inimigos mais fortes geralmente aparecem de noite. O templo flui automaticamente e o ciclo se repete aproximadamente a cada dez minutos na vida real, porém o jogador pode ajustar o relógio do jogo a qualquer momento para o horário desejado.[1][3] Além disso, apesar do jogo ser sobre exploração, muitas áreas chamadas de "Marcos" ajudam na travessia ao servirem de pontos de viagem rápida, permitindo que o jogador volte para aquele local instantaneamente em qualquer momento.[4] Xenoblade Chronicles possui um sistema de "salve em qualquer lugar", em que o jogador podem salvar seu progresso em qualquer instante fora de batalha.[3] Também há um modo Novo Jogo+, que mantém boa parte do progresso do jogador caso decida jogar o título novamente.[4]

Exploração, realização de missões e coleta de itens são partes importantes da jogabilidade. O jogador é encorajado a explorar ambientes grandes, que geralmente permitem que qualquer parte vista no horizonte possa ser alcançada a pé.[5] É possível iniciar várias missões paralelas com os personagens não jogáveis que povoam o mundo de jogo, comumente envolvendo a localização de certos itens ou matar um certo número de inimigos. A missão é completada automaticamente quando os requerimentos necessários são alcançados sem a necessidade que o jogador notifique os personagens que passaram a tarefa. A coleta de itens assume a forma da "Colectopédia". Orbes azuis brilhantes estão espalhadas por todas as grandes regiões do jogo, com o jogador recebendo um item randômico ao entrar em contato com essas orbes. A partir disso, o jogado pode adicionar itens a Colectopédia e é recompensado com mais itens quando um certo número é coletado durante a exploração. Além da Colectopédia, há também cristais de éter encontrados em inimigos derrotados ou depósitos de cristais de éter, que dão acesso ao minijogo de criação de gemas, permitindo a criação de gemas que aumentam as estatísticas de batalha quando equipados pelo jogador.[4]

Muitos dos sistemas de jogo afetam o fluxo geral da jogabilidade. O sistema de "Afinidade" acompanha as relações entre os personagens e locais dentro do jogo. "Afinidade de Local" acompanha as relações interpessoais entre todos os personagens nomeados da história, mostrando o quão bem eles se dão um com o outro, e a percepção geral que cada cidade tem do grupo de personagens controlado pelo jogador.[4] Completar missões pode alterar a percepção dos personagens, abrindo sequências de história adicionais.[6] Também há a "Afinidade de Grupo", que é o nível de afeição entre cada membro da equipe, indo desde indiferença até amor". Estas afinidades podem ser aumentadas ao fazer os personagens participarem de batalhas juntos, dar presentes ou usar o sistema "Coração a Coração".[4] Este último são momentos íntimos entre dois personagens que podem mostrar mais detalhes sobre suas personalidades, histórias ou pensamentos, podendo ser iniciados a partir de um certo grau de afinidade.[7] O sistema de afinidade é conectado com o quão eficiente os personagens trabalham juntos em batalha ou na criação de gemas.[4] Também há um grande sistema de customização, que pode alterar as armas e roupas dos personagens. Estas mudanças são refletidas diretamente no jogo, aparecendo na jogabilidade e até dentro de cutscenes.[6]

Combate[editar | editar código-fonte]

Uma batalha em Xenoblade Chronicles, com os personagens Shulk, Reyn e Fiora enfrentando uma forma animal hostil.

Xenoblade Chronicles possui um sistema de combate em tempo real em que o jogador move manualmente o atual personagem jogável, enquanto o resto dos membros do grupo irão "auto-atacar" assim que inimigos entrarem em seu raio de ação. Ataques manuais, chamados de "Artes", também podem ser realizados pelo jogador, porém de maneira limitada. Elas só estão disponíveis depois de um período de "esfriamento" que ocorre depois de cada uso, enquanto "Artes de Talento" específicas de cada personagem só ficam disponíveis depois de um número suficiente de auto-ataques terem sido realizados.[8] Tanto membros do grupo quanto inimigos possuem um número finito de pontos de vida, com danos tomados diminuindo este valor. O combate é vencido quando todos os inimigos perdem seus pontos de vida, enquanto derrota ocorre quando os personagens do jogador perdem os seus pontos e não tem meios de serem revividos. A vida pode ser restaurada ao se usar Artes de cura em combate ou deixar os pontos de vida dos personagens regenerarem automaticamente fora da batalha. Vencer combates concede ao jogador pontos de experiência, que permite que os personagens fiquem mais fortes ao subirem de nível e aprenderem novas Artes. O jogador deve estabelecer fora de batalha o conjunto de Artes para cada personagem, chamados de "Paleta de Batalha".[1][9]

Há vários outros sistemas que também afetam o fluxo da batalha. Um "Medidor de Grupo" se enche lentamente enquanto membros do grupo acertam ataques nos inimigos, com o jogador podendo conectar vários ataques para maior dano quando o medidor chega no máximo.[9] Todos os membros da equipe possuem um "anel de aggro" ao seu redor; quanto mais ações um personagem realiza, maior o anel fica. Anéis de aggro maiores fazem os inimigos focarem seus esforços naquele personagem em particular, levando ao aspecto estratégico de atrair e desviar a atenção de oponentes.[8] Cada personagem possui um medidor de "Tensão", que representa sua moral: os personagens tem mais chances de desferir um acerto crítico e menos chance de errar o inimigo quanto maior o medidor.[1] O sistema de "Visão", em que o protagonista Shulk vê lampejos de ataques futuros dos oponentes, também é um fator em combate. O jogador pode impedir que esse ataque aconteça ou alertar um companheiro, permitindo a ativação de uma Arte ou o uso de uma Arte própria a fim de parar o golpe.[10] O sistema de Visão está ligado ao Medidor de Grupo, que é preenchido aumentando a moral do grupo, usando Artes com efeitos especiais e evitando ou desferindo ataques críticos. O medidor de três barras esvazia-se gradualmente fora de batalha, com uma barra sendo necessária para reavivar personagens ou avisar um companheiro de uma Visão, com a equipe podendo realizar um ataque conjunto quando as três barras estão cheias.[1]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Mundo[editar | editar código-fonte]

Xenoblade Chronicles se passa em um mundo que originalmente era apenas um oceano sem fim até que dois deuses titânicos, Bionis e Mechonis, passaram a existir. Os dois travaram uma batalha por eternidades até um último golpe, com apenas seus corpos restando congelados eternamente em combate. Ambos os deuses tornaram-se a casa de diversas formas de vida nas eras que se seguiram. Bionis é a casa de formas de vida orgânicas, mais proeminente os humanoides Homs, que são virtualmente idênticos aos humanos; os pequenos e peludos Nopons, que podem viver o dobro ou até mesmo o triplo dos Homs; e os humanoides aviários Alto Entia, cuja vida dura séculos. Do outro lado, Mechonis abriga a forma de vida mecânica humanoide Machina, cuja expectativa de vida abrange vários milênios.[2][11][12] Uma arma importante usada pelos Homs em sua batalha contra os Machina é a Monado, uma espada mística ligada a Bionis e que proporciona vislumbres do futuro para seu portador quando totalmente controlada.[11]

Personagens[editar | editar código-fonte]

Ilustrações ds personagens principais de Xenoblade Chronicles. Da esquerda para a direita: Sharla, Reyn, Fiora, Shulk, Melia Antiqua, Riki e Dunban.

O protagonista do jogo é Shulk, um jovem cientista Hom que vive no assentamento da Colônia 9 em Bionis. Shulk acaba ficando de posse da Monado depois de um ataque dos Mechons, guerreiros dos Machina. Em sua jornada ele é acompanhado por Reyn, um de seus amigos de infância e um membro da chamada Força de Defesa; Dunban, um ex-portador da Monado e irmão de Fiora, outra amiga de infância de Shulk que também junta-se a ele; Sharla, uma médica e atiradora de elite oriunda da Colônia 6; Melia Antiqua, princesa-herdeira dos Alto Entia e uma híbrida com os Homs; e Riki, um Nopon escolhido como o herói de seu vilarejo. Outros personagens importantes incluem Zanza, deus de Bionis e o principal antagonista da história; Meyneth, a deusa de Mechonis; Dickson, o mentor de Shulk; Mumkhar, um soldado covarde que lutou ao lado de Dunban e queria ter empunhado a Monada; Egil, o autoproclamado líder dos Machina; e Alvis, um homem misterioso que auxilia Shulk em sua jornada.[13]

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

O prólogo detalha os eventos de um ano antes da história principal, quando Dickson, Dunban e Mumkhar enfrentaram um exército de Mechons. Mumkhar desertou e a Monado acabou paralisando o braço direito de Dunban.[14] No presente, Shulk estuda a Monado na Colônia 9, onde Dunban e Fiora também vivem.[15] O local é rapidamente atacado por um grupo de Mechons liderados por um ser especial chamado de Rosto de Metal. Dunban quase é morto quando tenta usar a Monado outra vez, fazendo com que Shulk a use: ele a empunha com facilidade e recebe visões do futuro. Os Mechons são repelidos, porém Rosto de Metal mostra-se imune a Monado e mata Fiora antes de partir. Shulk jura vingança e parte da colônia junto com Reyn.[16] Eles conhecem Sharla na devastada Colônia 6 e trabalham para acabar com a ocupação dos Mechons.[17][18] O grupo se reencontra com Dunban pouco depois. Shulk tem uma visão e eles seguem para a capital dos Alto Entia a fim de entrarem na Ilha da Prisão,[18] onde juntam-se com Melia Antiqua e Riki. Shulk também conhece Alvis, que possui a mesma habilidade de conseguir empunhar a Monado.[19] O grupo consegue entrar no local e encontram Zanza, um ser que criou a Monado e oferece a Shulk a habilidade de destruir o Mechons com rosto, revelados serem Homs por dentro. Shulk aceita e a Monado é aprimorada, porém Zanza é morto durante um ataque contra a capital por Rosto de Metal e outro Mechon chamado Rosto de Nêmesis. Este é danificado durante o confronto e é revelado que uma recriada Fiora o está pilotando.[20]

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Referências

  1. a b c d e «Xenoblade Chronicles – Instruction Booklet» (PDF). Nintendo. 2011. Consultado em 15 de outubro de 2017 
  2. a b Gifford, Kevin (17 de fevereiro de 2010). «All About Xenoblade». 1UP.com. Consultado em 15 de outubro de 2017. Cópia arquivada em 6 de setembro de 2012 
  3. a b Yip, Spencer (7 de maio de 2010). «Xenoblade's Time Saving Support Features». Siliconera. Consultado em 15 de outubro de 2017 
  4. a b c d e f Hughes, Matt (10 de abril de 2012). «Xenoblade Chronicles beginner's guide». GamesRadar. Consultado em 15 de outubro de 2017 
  5. Sahdev, Ishaan (2 de abril de 2012). «All The Little Things That Made Me Love Xenoblade Chronicles». Siliconera. Consultado em 15 de outubro de 2017 
  6. a b Yip, Spencer (27 de maio de 2010). «Xenoblade's Take On Character Customization». Siliconera. Consultado em 15 de outubro de 2017 
  7. McCallum, Craig (28 de setembro de 2011). «Xenoblade Chronicles». RPGFan. Consultado em 15 de outubro de 2017 
  8. a b Drake, Audrey (16 de março de 2012). «Why You Should Care About Xenoblade Chronicles». IGN. Consultado em 15 de outubro de 2017 
  9. a b Gifford, Kevin (19 de maio de 2010). «All About Xenoblade's Fighting System». 1UP.com. Consultado em 15 de outubro de 2017. Cópia arquivada em 19 de maio de 2010 
  10. Sahdev, Ishaan (23 de maio de 2010). «See Xenoblade's Vision Battle System In Action». Siliconera. Consultado em 16 de outubro de 2017 
  11. a b «巨神と機神、二柱の神の骸を舞台に壮大な物語が展開する――『ゼノブレイド』». Famitsu. 19 de maio de 2010. Consultado em 16 de outubro de 2017 
  12. Monolith Soft (2010). Xenoblade Chronicles. Wii. Nintendo. Fase: Prologue. Shulk: Long ago, the world was nothing more than an endless sea cloaked in a boundless sky, reaching as far as could possibly be imagined. Then two great titans came into existence. The Bionis and the Mechonis. The titans were locked in a timeless battle. Until at last, only their lifeless corpses remained. [...] Eons have passed. Now, our world, this vast land stretching across the remains of the Bionis, is under attack by a relentless force known as the Mechon. 
  13. «Characters». Xenoblade Chronicles. Nintendo. Consultado em 17 de outubro de 2017. Cópia arquivada em 13 de junho de 2013 
  14. Monolith Soft (2010). Xenoblade Chronicles. Wii. Nintendo. Fase: "Prologue" 
  15. Monolith Soft (2010). Xenoblade Chronicles. Wii. Nintendo. Fase: "Chapter 1" 
  16. Monolith Soft (2010). Xenoblade Chronicles. Wii. Nintendo. Fase: "Chapter 2" 
  17. Monolith Soft (2010). Xenoblade Chronicles. Wii. Nintendo. Fase: "Chapter 4" 
  18. a b Monolith Soft (2010). Xenoblade Chronicles. Wii. Nintendo. Fase: "Chapter 5" 
  19. Monolith Soft (2010). Xenoblade Chronicles. Wii. Nintendo. Fase: "Chapter 7" 
  20. Monolith Soft (2010). Xenoblade Chronicles. Wii. Nintendo. Fase: "Chapter 9" 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]