Xenosaga Episode I: Der Wille zur Macht

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Xenosaga Episode I:
Der Wille zur Macht
Desenvolvedora(s) Monolith Soft
Publicadora(s) Namco
Diretor(es) Tetsuya Takahashi
Produtor(es) Hirohide Sugiura
Escritor(es) Tetsuya Takahashi
Kaori Tanaka
Programador(es) Toshiaki Yajima
Artista(s) Kunihiko Tanaka
Kouichi Mugitani
Junya Ishigaki
Yasuyuki Honne
Compositor(es) Yasunori Mitsuda
Plataforma(s) PlayStation 2
Série Xenosaga
Data(s) de lançamento
  • JP 28 de fevereiro de 2002
  • AN 25 de fevereiro de 2003
Gênero(s) RPG eletrônico
Modos de jogo Um jogador
Xenosaga Episode II:
Jenseits von Gut und Böse

Xenosaga Episode I: Der Wille zur Macht (ゼノサーガ エピソードI 力への意志, Zenosāga Episōdo Wan: Chikara e no Ishi?) é um jogo eletrônico de RPG desenvolvido pela Monolith Soft e publicado pela Namco. É o primeiro título da série Xenosaga, parte da metassérie Xeno, e foi lançado exclusivamente para PlayStation 2 em 2002 no Japão e no ano seguinte na América do Norte. A jogabilidade contém exploração de ambientes através de uma narrativa linear, enquanto os combates utilizam um sistema de turnos com os personagens lutando tanto a pé quanto pilotando um mecha chamado de A.G.W.S..

A história se passa em um futuro em que a humanidade deixou a Terra, seguindo Shion Uzuki, uma funcionária das Indústrias Vector; e também KOS-MOS, uma androide de batalha projetada para enfrentar os alienígenas hostis gnosis. Uzuki e KOS-MOS são puxadas para dentro da luta entre a Federação da Galáxia e a Organização U-TIC após terem fugido de um ataque gnosis. Com a ajuda de outros personagens, as duas enfrentam o mistério sobre as motivações da U-TIC e dos planos do imortal Albedo Piazzolla.

O desenvolvimento de Episode I começou em 2000 sob o codinome "Projeto X" logo depois da fundação da Monolith Soft. O título tinha a intenção de ser um sucessor espiritual de Xenogears, tendo a participação de vários membros da equipe original como o diretor e roteirista Tetsuya Takahashi, a roteirista Kaori Tanaka, desenhista de personagens Kunihiko Tanaka e o compositor Yasunori Mitsuda. O jogo foi bem recebido pela crítica, vendendo mais de um milhão de cópias. Uma sequência foi lançada em 2004 e um terceiro título em 2006. Episode I recebeu uma adaptação em anime na televisão em 2005.

Jogabilidade[editar | editar código-fonte]

Uma batalha em Episode I, com o grupo enfrentando vários inimigos.

Xenosaga Episode I: Der Wille zur Macht é um RPG eletrônico; o jogador controla um grupo de personagens que se expande no decorrer da trama, navegando-os por uma variedade de ambientes conectados com a progressão da narrativa. Os segmentos de jogabilidade são separados por sequências de história, que são contadas por meio de cutscenes tradicionais. O grupo pode coletar diversos itens enquanto exploram os ambientes, alguns dos quais podem ser usados na jogabilidade para melhorar características dos personagens ou restaurar a vida.[1] Uma base de dados é desbloqueada no decorrer do jogo, documentando os eventos da história e explicando as terminologias. O jogador pode acessar vários sistemas através de minijogos ativados pelo console portátil de Shion Uzuki, enquanto um sistema de emails permite que os jogadores tomem decisões bem humorados e jocosas que têm pouco impacto no enredo principal. O console também pode ser utilizado para acessar áreas já percorridas; isto dá acesso a missões paralelas separadas da história principal.[2]

Os inimigos ficam visíveis nos ambientes durante a navegação, com um confronto sendo opcional. Caso o jogador decida entrar em batalha, alguns elementos ambientais como objetos inflamáveis podem ser usados a fim de alterar as estatísticas dos oponentes e dar ao jogador uma vantagem.[2] O grupo de três personagens do jogador e o grupo inimigo são dispostos em uma arena de combate quando a batalha começa.[1][3] O combate ocorre através de um sistema de rodadas. Cada personagem tem acesso a ataques corpo a corpo e à distância, podendo também utilizar itens que afetam o próprio grupo ou os inimigos. Os ataques do grupo do jogador são determinados por combinações de botões, com combinações diferentes acionando diferentes sequências de ataque que podem ter efeitos secundários nos personagens companheiros ou nos oponentes.[1][2][3][4] Combinações de ataque podem ser customizadas pelo jogador entre as batalhas.[5]

Cada ataque usa Pontos de Ação, com os pontos restantes ao final de cada rodada podendo serem usados na próxima. Movimentos especiais para cada personagem são desbloqueados ao acumular Pontos de Ação no decorrer de várias rodadas. Um personagem pode realizar uma ação exclusiva quando o mínimo de três Pontos de Ação estão disponíveis, infligindo grandes danos contra o oponente. Ataques mais poderosos podem ser realizados com uma quantidade maior de pontos. Além disso, os personagens podem fazer movimentos de Éter: ataques poderosos e ações de suporte que usam seus Pontos de Éter. Tanto o jogador quanto alguns inimigos possuem medidores de "impulso", que quando cheio permite que um personagem realize uma ação a mais ao mesmo tempo que tira a vez de um oponente na rodada.[1][2][3][4]

O grupo tem acesso a mechas chamados A.G.W.S., que podem ser equipados ao abrir mão de uma rodada. Esses possuem movimentos próprios e ataques mais poderosos, porém mantém os danos sofridos de uma batalha para outra.[2][3] O grupo é recompensado ao final dos confrontos com dinheiro que pode ser usado para comprar itens e acessórios. Os personagens também recebem pontos de experiência que aumento seus níveis, além de uma variedade de pontos de habilidade. Estes são divididos em Pontos de Éter a fim de melhorar as habilidades relacionadas com éter, junto com Pontos de Habilidade e Pontos de Tecnologia. Os primeiros são usados para ativar efeitos passivos ligados a acessórios, enquanto os segundos aumentam a efetividade e poder de ataques de tecnologia desbloqueados enquanto a experiência dos personagens cresce.[1][2][3]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Mundo[editar | editar código-fonte]

Xenosaga Episode I: Der Wille zur Macht se passa em um universo baseado em ficção científica. No ano de "20XX", o Zohar, um artefato datado do começo do universo e que está relacionado com uma energia quase-divina chamada U-DO, foi descoberto por uma expedição arqueológica no Quênia. O Zohar é a chave que permitiu que a humanidade viajasse para fora do Sistema Solar. Mais de quatro mil anos no futuro, a humanidade deixou a Terra para trás após um evento terrível a fim de colonizar a galáxia, fazendo com que a localização do planeta fosse perdida e a Terra apelidada de "Jerusalém Perdida". A humanidade adotou um novo sistema de calendário chamado de "Cristo Transcendente" (C.T.), com os eventos do jogo se passando no ano 4767 C.T., equivalente a 7277 d.C. A espécie agora se espalha por mais de quinhentos mil planetas, com seus governos formando a Federação da Galáxia. Os planetas estão conectados por uma rede de viagem de dobra nomeada de Rede Unus Mundus. Esta é administrada pelas Indústrias Vector, que também controla interesses no exército da Federação. Existindo ao lado dos humanos estão os realianos, humanos sintéticos que possuem os mesmos direitos que humanos naturais. A Federação está sob ataque de uma antiga espécia alienígena chamada de gnosis. Armas normais são ineficientes contra os gnosis, assim a Vector desenvolveu dois tipos diferentes de sistemas de armas a fim de combatê-los: mechas humanoides chamados de A.G.W.S. e os androides de batalha KOS-MOS. Outra facção hostil é a Organização U-TIC, um antigo grupo científico que agora deseja tomar o controle do Zohar. Um episódio importante na mitologia do jogo é o Conflito Miltiano, uma guerra travada entre a Federação e a U-TIC que causou a chegada dos gnosis e fez o planeta Miltia ser engolido por uma anomalia espaço-temporal.[6][7][8][9]

Personagens[editar | editar código-fonte]

Os personagens principais são Shion Uzuki, uma cientista humana que trabalha nas Indústrias Vector, e sua criação o androide de batalha KOS-MOS. Shion recebe no projeto a ajuda de Allen Ridgeley, também interagindo com os oficiais Andrew Cherenkov e Luis Virgil da Federação durante sua estadia na nave Woglinde. Uzuki e KOS-MOS conhecem em sua jornada a tripulação do Elsa, uma nave associada com a Fundação Kukai, administrada por Gaignun Kukai e "Jr."; os dois são seres artificiais chamados de U.R.T.V.s, com o corpo de Jr. especificamente não envelhecendo além da infância. Dentre a tripulação do Elsa está Caos, um jovem melancólico com um passado misterioso. O grupo ainda conta com o androide Zigurate 8, apelidado de Ziggy, e a protótipo reliana M.O.M.O.. Os principais antagonistas são Margulis, líder da U-TIC; e Albedo Piazzolla, irmão de Jr. e Gaignun. Os eventos da história são monitorados por Wilheim, diretor da Vector; e Nephilim, uma jovem conectada com o Zohar.[9][10]

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Uzuki está a bordo da nave Woglinde fazendo testes em KOS-MOS. A tripulação capta o sinal de um Emulador Zohar, uma das treze réplicas do Zohar original. Cherenkov monitora o progresso, porém ao mesmo tempo é um espião da U-TIC à procura do Zohar. A Wogline é pouco depois atacada pelos gnosis. KOS-MOS se ativa automaticamente e protege a equipe de Uzuki, no processo matando Virgil em fogo amigo a fim de salvar Uzuki e Ridgeley. KOS-MOS leva os dois e Cherenkov para a nave Elsa, que está seguindo para Segunda Miltia. Os gnosis atacam novamente e Caos usa sua habilidade para salvar Cherenkov. O ataque faz Cherenkov entrar em mutação, tormentando-o com visões de seu passado como soldado que falhou em ajustar-se a vida civil e matou muitas pessoas, incluindo sua esposa. Uzuki fica preocupada que KOS-MOS está apresentando um comportamento errático, enquanto Ridgeley fica preocupado com o estado emocional de Uzuki. Em outro lugar, Ziggy é enviado para resgatar M.O.M.O. da U-TIC, já que dados guardados dentro dela podem abrir o planeta Miltia original, perdido em um desastre pelo qual seu criador Joachim Mizrahi é culpado. Ziggy resgata M.O.M.O. e escapa por pouco. Piazzolla, que está trabalhando para a U-TIC atrás de objetivos próprios, parte atrás de M.O.M.O..[11]

A Elsa é tirada do hiperespaço e engolida por um gnosis gigante. Cherenkov se transforma em um gnosis e o grupo é forçado a matá-lo, escapando da nave e sendo resgatados por Jr.. Uma batalha se segue e KOS-MOS ativa armas nunca vistas antes e absorve o gnosis. A equipe descobre de Jr. que a Fundação Kukai estão reunindo e armazenando Emuladores Zohar criados por Mizrahi. Enquanto isso, a U-TIC usa agentes dentro da Federação para alterar imagens da batalha entre Jr. e a U-TIC com o objetivo de implicar o grupo na destruição da Woglinde. Eles viajam para a base da Kukai acima da Segunda Miltia, operada por Gaignun. O grupo é feito de refém por agentes da Federação por causa da influência da U-TIC. Eles recebem a ajuda de um aliado de Gaignun e recuperam evidências do centro de memória de KOS-MOS que pode exonerá-los.[11]

O grupo atravessa a memória de KOS-MOS, que é apresentada na forma de um reino lúdico construído a partir das memórias reprimidas de todos, por todo caminho observados por Nephilim. Uzuki encontra uma visão de Debronia, uma realiana morte no Conflito Miltiano, que lhe pede para "libertar" suas irmãs Cecily e Cathe pelo bem tanto de humanos quanto realianos. Nephilim conta ao grupo que KOS-MOS foi projetada para impedir que as energias U-DO entrassem nesta realidade, um evento que causou o planeta Miltia original desaparecer em um vácuo de espaço-tempo. Uzuki tem a capacidade de fazer um futuro melhor por sobreviver a um encontro com um gnosis e permanecer humana. Piazzolla, durante esse eventos, captura e tortura M.O.M.O. psicologicamente até iniciar a "Canção do Nephilim", uma música que atrai um enxame de gnosis.[11]

A frota da Federação tenta destruir a base Kukai por parecer que é a origem da Canção, porém Wilheim, que tem observado secretamente os eventos, chega com uma frota particular que destrói os gnosis e protege a base. KOS-MOS utiliza uma arma avançada a fim de detectar a fonte da Canção em uma nave camuflada. O grupo aborda a nave espacial, resgatam M.O.M.O. e enfrentam Piazzolla, porém são parados por um homem azul que permite que Piazzolla escape com dados extraídos que podem dar acesso a Miltia. Ele convoca a Proto Merkebah, uma nave de pesquisa criada por Mizrahi, destruindo a frota da Federação antes de mirar suas armas na capital de Segunda Miltia. O homem azul revela ser Virgil ressuscitado e observa os eventos antes de desaparecer. O grupo infiltra-se na Proto Markebah e destrói seu núcleo, porém Piazzolla foge. Eles escapam da nave enquanto ela entra em autodestruição, com KOS-MOS protegendo a danificada Elsa enquanto esta entra na atmosfera de Segunda Miltia.[11]

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Referências

  1. a b c d e «ゼノサーガ エピソードI 力への意志 - システム». Xenosaga Episode I. Bandai Namco Entertainment. Consultado em 20 de novembro de 2017 
  2. a b c d e f Dunham, Jeremy (24 de fevereiro de 2003). «Xenosaga Episode I: Der Wille zur Macht». IGN. Consultado em 20 de novembro de 2017 
  3. a b c d e Kasavin, Greg (21 de fevereiro de 2003). «Xenosaga Episode I: Der Wille zur Macht Review». GameSpot. Consultado em 21 de novembro de 2017 
  4. a b Fahey, Rob (10 de junho de 2003). «XenoSaga Episode 1: Der Wille zur Macht: We may never get it in Europe, but we still love it». Eurogamer. Consultado em 21 de novembro de 2017 
  5. Alley, Jake (10 de março de 2003). «Xenosaga - Review». RPGamer. Consultado em 21 de novembro de 2017 
  6. «ゼノサーガ エピソードI 力への意志 - 物語と世界観». Xenosaga Episode I. Bandai Namco Entertainment. Consultado em 23 de agosto de 2017 
  7. Sato, Ike (8 de junho de 2001). «Xenosaga Preview». GameSpot. Consultado em 23 de agosto de 2017 
  8. Fraundorf, Friz (2011). «Xenosaga». The Gaming Intelligence Agency. Consultado em 23 de agosto de 2017 
  9. a b ゼノサーガエピソードI 力への意志 オフィシャル設定資料集. Tóquio: Enterbrain. 2002 
  10. «ゼノサーガ エピソードI 力への意志 - キャラクター紹介». Xenosaga Episode I. Bandai Namco Entertainment. Consultado em 25 de novembro de 2017 
  11. a b c d Monolith Soft (2002). Xenosaga Episode I: Der Wille zur Macht. PlayStation 2. Namco 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]