Xian H-6

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Xian H-6
Bombardeiro
Um Xian H-6 em 2008
Descrição
Tipo / Missão Bombardeamento
País de origem República Popular da China
Fabricante Xi'an Aircraft Industrial Corporation
Quantidade produzida 162–180[1] unidade(s)
Desenvolvido de Tupolev Tu-16
Primeiro voo em 1959
Especificações
Dimensões
Comprimento 34,8 m (114 ft)
Envergadura 33 m (108 ft)
Altura 10,36 m (34,0 ft)
Área das asas 165  (1 780 ft²)
Alongamento 6.6
Peso(s)
Peso vazio 37 200 kg (82 000 lb)
Peso carregado 76 000 kg (168 000 lb)
Peso máx. de decolagem 79 000 kg (174 000 lb)
Propulsão
Motor(es) 2 × Mikulin AM-3
Performance
Velocidade máxima 1 050 km/h (566 kn)
Velocidade de cruzeiro 768 km/h (414 kn)
Alcance (MTOW) 6 000 km (3 730 mi)
Teto máximo 12 800 m (42 000 ft)

O Xian H-6 (em chinês: 轰-6) é um bombardeiro produzido na República Popular da China sob uma licença com a Rússia.[2] É essencialmente uma versão chinesa do bombardeiro bijato soviético Tupolev Tu-16, sendo usado pela Força Aérea da China e pela Marinha da China.[3]

O Tu-16 chegou pela primeira vez à China em 1958, e a Xi'an Aircraft Industrial Corporation assinou um contracto de licença com a União Soviética para construir esta aeronave.[2] O primeiro Tu-16, ou "H-6" como foi designado pelos chineses, voou em 1959. O H-6 foi construído numa fábrica em Xian, tendo sido construídos pelo menos 150 exemplares até aos anos 90. Actualmente, estima-se que a China opere cerca de 120 exemplares.[3] Ao longo da segunda metade do século XX, o H-6 foi exportado para o Egipto e para o Iraque.[3][2]

É, desde as primeiras versões, um bombardeiro médio estratégico com capacidade nuclear, o que faz da China um dos três países com capacidade de enviar aeronaves em missões de ataque nuclear; os outros dois países são a Rússia e os Estados Unidos.[4]

A última versão desta aeronave, o H-6K, voou pela primeira vez em 2007 e entrou em serviço em 2009. Operando pelo menos 15 unidades, o H-6K é capaz de transportar e lançar misseis de cruzeiro, sendo considerado um bombardeiro estratégico com capacidade nuclear.[5] Destacando-se das versões anteriores, é alimentado por novos motores, transporte uma maior quantidade de combustível, e sofreu uma modificação na parte da frente da fuselagem.[5]

Operadores[editar | editar código-fonte]

Operador actual[editar | editar código-fonte]

 China - até 140 H-6/H-6E/H-6F/H-6H/H-6K, e 10 H-6U de serviço, em 2014, na Força aérea[6] e 30 H-6D de serviço, em 2010, na Marinha[7]

Antigos operadores[editar | editar código-fonte]

 Egito - usou partes da aeronave, compradas à China, em quantidades desconhecidas[3]

Iraque - usou quatro H-6D, armados com mísseis C-601, adquiridos durante a guerra entre o Irão e o Iraque, na qual pelo menos um dos bombardeiros foi abatido. Todos os restantes foram destruídos, no solo, durante a Guerra do Golfo.[8]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • International Institute for Strategic Studies (2010) . Hacket, James, ed. The Military Balance 2010. Oxfordshire: Routledge. ISBN 978-1-85743-557-3.