Xiphosura

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Limules.jpg

Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Animalia
Subreino: Metazoa
(sem classif.) Bilateria
Filo: Arthropoda
Subfilo: Chelicerata
Classe: Merostomata
Ordem: Xiphosura

Os xifosuros (Xiphosura) constituem uma ordem de artrópodes merostomados das águas rasas asiáticas. Apresentam um corpo divido em prossoma e opistossoma com carapaça arqueada em forma de ferradura e pernas com sete artículos (coxa, trocanter, fêmur, patela, tíbia, tarso e pré-tarso). [1]

Introdução[editar | editar código-fonte]

Límulos, caranguejos-ferradura. Considerados fósseis vivos, as cinco espécies de Xiphosura pertencem a três gêneros geograficamente distintos, todos incluídos na família Limulidae. Nordeste da América do norte; Limulus (L. polyphemus) e no sudeste da Ásia; Tachypleus (T. tridentatus) e Carcinoscorpius coletado apenas na Malásia, no Sião e nas Filipinas. Habitam águas marinhas rasa, geralmente sobre fundos arenosos límpidos onde rastejam e se enterram se alimentando de detritos. [2]

Características[editar | editar código-fonte]

O prossoma, maior do que o opistossoma, é composto por seis segmentos fusionados, que são constituídos por seis apêndices, sendo eles: 5 pernas e uma quelícera triarticulada. Entre as pernas do prossoma está localizado o espaço bucal, que atrás do mesmo está o endóstomio, também denominado de placa esternal, que é continuo até os quilários, par de apêndices reduzidos seguinte ao último par de pernas com função ainda não conhecida. [1]

Opistossoma composto por 9 segmentos fundidos e 7 apêndices, que como o prossoma tem uma carapaça recobrindo-o, com um par de quilários, seis pares de apêndices laminares, sendo o primeiro par fundido medianamente e formando um opérculo genital sobre os gonóporos, e os últimos cinco pares natatórias, adaptadas com patas braquíferas (ou lamelas branquiais). [1]

Seguinte ao opistossoma, situa-se o télson, uma estrutura móvel e extensa que pode chegar a uma tamanho maior que o restante do corpo de um xifosuro. Apesar do formato semelhante a espinho, o télson não é utilizado contra predados ou para capturar presas, sendo ausente de veneno e funcional para locomoção. [1]

Pedipalpos e pernas com quelas, IV par de pernas chanfrado na posição distal para apoio em substratos moles. Possuem gnatobases nos ênditos da coxas dos pedipalpos e dos três primeiros pares de pernas. E flabelos para limpeza das brânquias partindo das coxas do IV par de pernas. [2]

Os límulos costumam migrar em grande quantidade para as praias próximas durante a época de acasalamento. As fêmeas depositam seus ovos, que variam entre 60 mil a 120 mil ovos, em buracos cavados por elas, quais são fertilizados pelos machos posteriormente. Em média de duas semanas após a fertilização, esses ovos eclodem e as larvas seguem em direção ao mar, quando sobrevivem a predação, principalmente as realizadas por pássaros. [3]

Uma característica marcante do grupo é a coloração azul do sangue. Essa ocorrência é devido a presença da proteína hemocianina que possui cobre na composição, que na combinação com oxigênio carregado pela célula gera a colação azul no sangue dos límulos. [3]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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Os Limulus possui um sangue de grande valor para a industria farmacêutica, pois é usado na detecção de endotoxinas bacterianas. O sangue do Limulus coagula quando entra em contato com as endotoxinas liberadas pelas bactérias, essas endotoxinas são substâncias tóxicas ao serem humanos, devido isso o grande valor econômico. [3]

Referências

  1. a b c d Fransozo, Adilson & Fransozo, Maria Lucia Negreiros (2016). Zoologia dos Invertebrados. Rio de Janeiro: Editora Roca 
  2. a b Brusca, R.C. & Brusca, G.J. (2007). Invertebrados. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S.A. 
  3. a b c «Sangue real». Histórias Naturais. 1 de fevereiro de 2012. Consultado em 30 de junho de 2016