Yamaha YS 250 Fazer

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

A Yamaha Fazer 250, é uma motocicleta da categoria Naked produzida pela Yamaha [1]. Lançada em 2005, trata-se de uma motocicleta de baixa cilindrada voltada para o uso urbano, alimentada com um motor de 250 cilindradas de 4 tempos e injeção eletrônica. Foi eleita moto do ano pela Revista Duas Rodas em 2006 e 2007[2]. Recebeu sua segunda geração em 2018 porém permanecendo o mesmo motor da geração anterior.

Yamaha Fazer 250
Fabricante Yamaha
Produção 2005-presente
Tipo naked
Motor Mono-cilíndrico, 4 tempos, SOHC, 249 cc, alimentação por injeção eletrônica, partida elétrica.
Potência 21,5cv a 8.000 rpm
Torque 2,1 kgfm a 6.500 rpm
Freios freio a disco com ABS de 282mm na dianteira e 130mm na traseira
Pneus dianteira 100/80-17 e traseira 140/70-17 Pirelli Sport Demon
Altura assento 790mm
Entre Eixos 1.360mm
Comprimento 2.015mm
Tanque 14 litros
Reserva 3 litros
Similar CBX 250 Twister, Honda CB 300 R, Dafra Next 250, KTM 200 Duke

A Fazer 250 foi a primeira motocicleta nacional a adotar a injeção eletrônica como sistema de alimentação. Em 2005, a injeção eletrônica só estava disponível em alguns modelos de motos maiores importadas, e na época, sua única concorrente era a Honda CBX250 Twister, que possuía alimentação por carburador.

Em seus primeiros anos de fabricação estava disponível nas cores cinza, preto e vermelho, sendo substituído o cinza por azul nos anos seguintes de 2007 a 2008. Para o ano de 2008 foi apresentado o modelo LE (Limited Edition) com toda sua pintura em preto e predominâncias na cor fosca, inclusive com motor pintado nessa cor. Era comercializado um kit de adesivos esportivos vendidos separadamente, que deixa o modelo com um ar de moto de maior cilindrada e, ao mesmo tempo, com cara de moto tuning.

Em Abril de 2010, a Yamaha lança o modelo 2011 para concorrer com a Honda CB 300 R, suas principais inovações são o freio traseiro a disco e painel digital, além da nova frente e uso de LED na lanterna traseira[3].

Em Julho de 2012, a Yamaha é a primeira da categoria, trazendo uma novidade importante, o sistema BlueFlex, tecnologia bicombustível que permite ao piloto utilizar etanol ou gasolina em qualquer proporção e clima.

Primeira Geração[editar | editar código-fonte]

Modelo da primeira geração comercializado até 2010, em exposição.

O pistão da Yamaha Fazer 250 é forjado em alumínio e o cilindro conta com revestimento de cerâmica dispersiva de calor, mesma tecnologia empregada nos modelos de maior porte da Yamaha. O sistema conta também com o ECU (Unidade de Controle Eletrônico) leitor eletrônico de diversas variáveis que é utilizado para otimizar a mistura, queimando em proporções ideais e diminuindo a emissão de gases poluentes.

Nos modelos fabricados até 2010, o painel de instrumentos tem mostradores analógicos, velocímetro e conta giros e um display de cristal liquido com marcador de combustível, horas e três modos de hodômetro.


Em 2011 a Yamaha trouxe um facelifit a Fazer 250, com novos faróis, carenagem, rodas e painel totalmente novo. O conta giros é analógico e as demais informações digital, a deixando visualmente mais esportiva, mas a mecânica ainda voltada ao conforto. No ano de 2014, poucas mudanças, porém bem-vindas, a moto é oferecida com motor e outras partes metálicas em preto fosco, além dos novos grafismos. Já em 2016 houve mais uma alteração no painel, agora totalmente digital, nova carenagem, cores e grafismos, melhorando o aspecto visual da motocicleta, para encarar as rivais como CB 300 R e Next 250 que estavam ganhando espaço no mercado de motos com até 300cc.

Segunda Geração[editar | editar código-fonte]

O maior lançamento da Yamaha para o ano de 2017, montado em Manaus, o modelo recebeu as maiores mudanças desde a sua chegada ao mercado brasileiro em 2005. Com freios ABS de série, novo chassi e visual redesenhado, a Fazer 250 chegou em 2017 como modelo 2018. Apesar de ser um modelo já consagrado pela sua durabilidade e economia, a Fazer 250 estava perdendo espaço da categoria para as rivais, tais como, Honda CB Twister e Dafra Next 250. O peso da idade do projeto já estava visível.

A Yamaha já possuía planos de melhorar sua gama de produtos, e importou da Índia o modelo FZ25 para realização de testes de performance e homologação em solo brasileiro.[4] O projeto foi tocado conjuntamente entre as equipes da marca no Brasil, Japão e Índia por 3 anos. [5] Aplicando os devidos ajustes ao mercado, em 12 de novembro de 2017, foi anunciada em versão única com ABS a nova Fazer 250 como versão 2018.

Visual, suspensões e chassi são completamente novos, apenas o motor foi reaproveitado. Porém ele passou por alterações na injeção eletrônica e no escapamento, que fez sua potência subir para 21,5 cavalos de potência, 0,6 cv a mais que a geração anterior.

Mecânica[editar | editar código-fonte]

Visual, suspensões e chassi são completamente novos, apenas o motor foi reaproveitado. Porém ele passou por alterações na injeção eletrônica e no escapamento.

Com pistão de alumínio forjado, sendo mais leve e resistente, e cilindro revestido por cerâmica, o que resulta em menos atrito, o motor de 249,5cc permanece com pequenos ajustes. Caixa de ar maior, bico injetor de 10 orifícios e novo ajuste na central eletrônica melhoram a alimentação, alterações que rendem 21,5 cavalos de potência, 0,6 cv a mais que a geração anterior [6]. Resultados que fazem a moto responder mais rápido ao acelerador, no que também influi a relação de transmissão na coroa, com 46 dentes agora.

Consagrado pelo baixo consumo e pela durabilidade, a Yamaha aposta em dar 4 anos de garantia para a Fazer 250, algo inédito no segmento. O modelo continua sendo montado em Manaus e parte da produção é no Brasil, com componentes vêm da Índia, como o chassi, e também do Japão, principalmente, a parte eletrônica.

Chassi[editar | editar código-fonte]

O novo chassi diamond, trás o motor para parte da estrutura, tendo a diminuição de 4 kg junto com a ponteira de escapamento menor. Para melhorar a agilidade na tocada os engenheiros optaram por um guidão mais largo e reduziram o ângulo de cáster de 25,3° para 24,5°.

Suspensão e freios[editar | editar código-fonte]

As rodas mudaram na aparência com o desenho de 10 raios e são mais largas. Um pneu traseiro de 140 mm de largura substitui o anterior de 130 mm. O conjunto de rodagem atua com novas suspensões, um garfo com diâmetro elevado de 37 mm para 41 mm e curso ampliado de 120 mm para 130 mm. Na traseira o amortecedor com sete posições para ajuste de pré-carga da mola mantém os 120 mm de curso com a novidade da mola progressiva, proporcionando menos resistência no início da compressão e mais no final.

Outra adição importante está nos freios ABS de série. O freio é a disco de 282mm na dianteira e 130mm na traseira.

Dinâmica[editar | editar código-fonte]

Apesar de manter a base do motor anterior, a Fazer 250 melhorou suas respostas. O ajuste da injeção mudou e a admissão de ar para o motor está maior, dando mais torque em baixas e médias rotações.

A nova Fazer 250 tem o apelo mais urbano, com um guidão mais alto e pedaleiras mais recuadas, o piloto fica mais encaixado ao modelo. Os bancos são em dois níveis e o conjunto do chassi e suspensão deixaram a motocicleta mais dura, mas sem comprometer o conforto. Uma alteração no ângulo de inclinação da suspensão dianteira, que ficou mais fechado, deixou a frente da moto muito ágil, facilitando trocas de direção rápidas. Mudanças estas que trazem sensação de esportividade mesmo com 250cc porém com comportamento mais liso e menos ruidoso.[7]

Apesar de manter o mesmo câmbio manual de cinco velocidades, multidisco banhado em óleo, os engates estão mais macios e escalonamentos bem distribuídos. [4] Um problema em que geração passada da Fazer 250 sofre. Devido a essas melhorias, os índices de consumo também subiram, com a boa média de consumo em torno de 37 km/litro e o tanque de 14 litros, dão uma autonomia de aproximadamente 518 quilômetros rodados. [8]

O painel em LED também mudou, apesar de lembrar bastante o antigo. Está posicionado mais alto e possui sistema anti-reflexo, o que ajuda a visualização. O mesmo elemento em LED também está no farol e na lanterna.

Versões[editar | editar código-fonte]

2018 e 2019[editar | editar código-fonte]

Oferecida em versão única nas cores azul metálico, branco metálico, preto sólido e vermelho fosco metálico.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Eleita a “Moto do Ano” pela revista Duas Rodas em sua categoria nos anos de 2006 e 2007.[2]

Galeria de fotos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Nova Fazer 250 - Yamaha Motor do Brasil». www.yamaha-motor.com.br. Consultado em 23 de setembro de 2018. 
  2. a b Yamaha YS 250 Fazer é eleita a moto do ano 2006 pela revista Duas Rodas
  3. Yamaha Motos
  4. a b Moto.com.br. «Lançamento! Testamos a nova moto Yamaha Fazer 250 ABS 2018 - MOTO.com.br». MOTO.com.br. Consultado em 23 de setembro de 2018. 
  5. «Nova Fazer 250 2018 chega ao Brasil com cara da FZ25 | Motorede». www.motorede.com.br. Consultado em 23 de setembro de 2018. 
  6. «Fazer 250 2018 da yamaha mais moderna que a twiste». Motos Motor. 21 de novembro de 2017 
  7. «Yamaha Fazer 250 2018 ABS: primeiras impressões». G1 
  8. «Teste: Yamaha Fazer 250 ABS 2018 | Motonline». Motonline. 18 de janeiro de 2018