Yara Sarmento

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Yara Sarmento
Nascimento 7 de junho de 1940 (79 anos)
Antonina, Paraná
Ocupação Atriz, ativista e escritora

Yara Moreira de Moraes Sarmento (Antonina, 7 de junho de 1940) é uma atriz,[1] apresentadora e escritora brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Em 1950, mudou-se com a família para Curitiba e, aos 18 anos, cursou Direito pela Universidade Federal do Paraná (de 1958 a 1962). Iniciou sua carreira artística na Academia de Danças Espanholas da Professora Bárbara Grand e de sua filha Beatriz Di Paolo Torres, em 1955. Dançou pela mesma Academia até 1964.

Televisão[editar | editar código-fonte]

De 1963 a 1964 atuou como bailarina no programa "Postais de Operetas", na TV Paranaense, dirigido por Cícero Camargo de Oliveira. Estreou como atriz na TV Paraná no programa "Colégio de Brotos", dirigido por Sinval Martins. Trabalhou no programa semanal "Teatro de Equipe", dirigido por Glauco Flores de Sá Britto. Faziam parte do elenco: Lala Schneider, Claudete Barone, Irene Moraes, Aristeu Berger, Joel de Oliveira, Luiz Hilário, dentre outros. Na mesma época participou do humorístico "Telstar Festival" da TV Paraná, dirigido por Maurício Távora. Ainda como bailarina, participou do programa "Big Gincana Duchen" apresentado por Acidália Chen.

Em 1964 foi morar no Rio de Janeiro. Participou como atriz na TV Tupi dos teleteatros "Clube do Morcego" dirigido por João Loredo e "Teatro de Comédia", sob o comando de Odair Marzano.

Fez teste seletivo por ocasião da inauguração da TV Globo. Trabalhou nos programas "Festa em Casa"; "4 no Teatro"; "Presença"; "Capitão Furacão" e "Quando a Vida é uma Canção". Atuou nas novelas "Rosinha do Sobrado"; "A Moreninha" e "Padre Tião", todas sob a direção de Graça Mello, assim como em "Um Rosto de Mulher" direção de Sérgio Britto. Ainda na mesma emissora apresentou o noticiário "Tele-Jornal da 1:00 Hora" até 1970.

Em seguida assinou contrato com a TV Continental e trabalhou em "Bombom e Fiapo", direção de Dudu Barreto Leite (ao lado de Vera Barreto Leite) e passou a apresentar os programas "Sessão das 9:30" e "Coral 2/4".

A partir de 1966 integrou as produções "Flor de Cactus", no Teatro Copacabana, sob a produção de Oscar Ornstein e "Onde Canta O Sabiá", no Teatro do Rio, sob a direção de Luiz Afonso Grisolli e considerado o primeiro espetáculo pop do Brasil, estrelado por Marília Pêra e Gracindo Júnior.

A convite de Carlos Machado, fez parte do elenco da revista musical "Carlos Machado's Holliday" na Boate Fred's, ao lado de Irene Ravache, Cláudia Martins, Suely Franco, Rossana Ghessa, Ari Fontoura e Hugo Sandes.

Ao transferir-se para São Paulo, em 1967, participou na TV Globo do teleteatro "Processo 68", produção de Valêncio Xavier, época em que atuou nas peças "Receita de Vinícius", direção de Sady Cabral (no Teatro das Nações) e "A Raposa e as Uvas", direção de Nydia Lícia (no Teatro Bela Vista), nos espaços cênicos dos bairros paulistas até 1972. Atuou ainda no Programa Sílvio Santos (quadro "A Justiça dos Homens", produzido por Valêncio Xavier).

A partir da década de 70 fez dublagens para filmes de televisão e cinema nos estúdios Herbert Richers e Peri Filmes.

Teatro[editar | editar código-fonte]

Voltou ao Paraná em 1971. Em sua cidade natal, Antonina, abriu restaurante no Clube Náutico, no qual promoveram atividades artístico-culturais e, nos anos de 1971 a 1974, Yara colaborou com colunas para os jornais "O Antoninense" e "O Estado do Paraná" e na revista "Quatro Estações".

Em 1972, morando em Curitiba, participou como atriz em "Via Crucis" com direção de Oraci Gemba e produção de Paulo Sá. Foi quando tornou-se diretora do Grupo Momento de Teatro, criado juntamente com Gemba e Angela Wogel, tendo na produção executiva Verinha Walflor -1972/1977. Nesse grupo, foram montadas as peças "Electra"; "Marat-Sade"; "Maria Bueno"; "A Casa de Bernarda Alba"; "O Cerco da Lapa"; "Carla, Gigi e Margot" (com a qual recebeu o Troféu Gralha Azul de Melhor Atriz na edição 1976/1977); "Momento de Natal"; "Auto de Natal" e o show "Funeral para Um Rei Negro" (1975), com Lápis e Evanira. Todos os espetáculos dirigidos por Gemba. No ano seguinte, recebeu o mesmo Troféu de Melhor Atriz Coadjuvante por seu trabalho na peça dirigida por Menghini "Cinderela do Petróleo", montagem que comemorou os 10 anos da Companhia Roberto Menghini.

Integrou, em 1976, o elenco da produção do Teatro de Comédia do Paraná - TCP, da então Fundação Teatro Guaíra - FTG, "A Torre em Concurso", sob a direção de Gemba, participando também de narrações, locuções e entrevistas no Museu da Imagem e do Som e foi convidada para participar da equipe paranaense que elaborou o ante-projeto da Lei 6.533/1978, a qual regulamenta a Profissão de Artista e Técnico em Espetáculos de Diversões.

Em 1978 os jornais O Estado do Paraná e Tribuna do Paraná concederam-lhe o Diploma de Melhor do Ano/1977 como Melhor Atriz de Teleteatro. Em seguida abandona os palcos, mas retorna para a narração dos textos que acompanharam o espetáculo "Bastidores da Alma", em 1996.

Ativista[editar | editar código-fonte]

De 1968 a 1970 Yara trabalhou no Instituto São Paulo, escola para crianças surdas e com problemas de comunicação verbal, lecionando Estruturação de Linguagem e Psicomotricidade. Foi a partir daí que participou dos cursos "Sistema Universal Verbotonal Guberina de Reabilitação Auditiva e Fonética" - Center Za Rehabilitaciju Sluha I Govera - Zagreb/ Iugoslávia; "Psicomotricidade sobre o Método Le BonDepart" - Professora Yolanda Bianco/PUC-SP.

Em 1975, em cargo comissionado, trabalhou na Secretaria de Estado da Justiça do Paraná, onde permaneceu até 1983, quando foi transferida para a então Fundação Teatro Guaíra, prestando serviços de Assessoria. Dois anos depois, recebeu Menção Honrosa pela criação do Troféu Gralha Azul (1985/1986). Voltou a ser homenageada na edição 1988/1989, com o Troféu pela Fundação Teatro Guaíra - hoje, Centro Cultural Teatro Guaíra - CCTG - e pela classe artística paranaense, pelo trabalho que desenvolveu em Brasília junto à Assembléia Nacional Constituinte, em favor das Artes e das Culturas Brasileiras. Nesse trabalho, representou as entidades nacionais de artistas, técnicos e produtores em espetáculos de diversões.

Em Belo Horizonte, 1989, foi homenageada pelo SATED/MG e APAC/MG por seu trabalho junto à Assembléia Nacional Constituinte, em Brasília.

Em 1991, a Câmara Municipal de Curitiba concedeu-lhe Diploma de Reconhecimento por sua atuação em favor da área cultural.

Por escolha da classe cênica nacional representa as entidades ANEATE e ANPAC, no período de 1999 a 2001, como Conselheira na Comissão Nacional de Incentivo à Cultura - CNIC, Lei Rouanet, junto ao Ministério de Estado da Cultura, em Brasília, na área das Artes Cênicas, essa coordenada com dedicação e competência por Angélica Salazar Pessôa Mesquita.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Teatro[editar | editar código-fonte]

  • 1963 - Colégio de Brotos
  • 1965 - Flor de Cactus
  • 1966 - Onde Canta O Sabiá
  • 1967 - Carlos Machado's Holliday
  • 1967 - Receita de Vinícius
  • 1968 - A Raposa e as Uvas
  • 1972 - Via Crucis
  • 1973 - Electra
  • 1973 - Marat-Sade
  • 1974 - Maria Bueno
  • 1974 - A Casa de Bernarda Alba
  • 1975 - O Cerco da Lapa
  • 1975 - Funeral para Um Rei Negro
  • 1976 - Carla, Gigi e Margot
  • 1976 - A Torre em Concurso
  • 1977 - Momento de Natal
  • 1978 - Auto de Natal
  • 1996 - Bastidores da Alma

Televisão[editar | editar código-fonte]

Ano Título Personagem Emissora
1964 Clube do Morcego Cigana TV Tupi
1965 Capitão Furacão Madame TV Globo
Rosinha do Sobrado Aninha[2]
A Moreninha Iara
1966 Padre Tião Honestidade
Um Rosto de Mulher Lilis
1967 A Justiça dos Homens Promotora Pública TVS

Referências

  1. «Iara Sarmento». interfilmes.com. Consultado em 28 de abril de 2012 
  2. «Rosinha do Sobrado». Memória Globo. Consultado em 9 de abril de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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