Yzalú

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Yzalú
Yzalú em janeiro de 2017 no Sesc São Paulo
Informação geral
Nome completo Luiza Yara Lopes Silva
Também conhecido(a) como Yzalú
Nascimento 8 de setembro de 1982 (36 anos)
Local de nascimento São Bernardo do Campo
Brasil
Origem Salvador, Bahia
País Brasil
Nacionalidade Brasileira
Gênero(s)
Ocupação(ões)
Instrumento(s)
Período em atividade 2012 – atualmente
Influência(s)
Página oficial Website oficial

Luiza Yara Lopes Silva (São Bernardo do Campo, 8 de setembro de 1982) mais conhecida pelo seu nome artístico Yzalú é uma cantora, compositora, violinista e intérprete brasileira. Foi pioneira ao utilizar o violão no rap no Brasil, através de releituras de clássicos do rap nacional. É a primeira artista no Brasil e a terceira no mundo a utilizar a sua deficiência física como ferramenta artística. Ela chamou a atenção ao interpretar a música Mulheres Negras (2012)[1], composição do rapper Eduardo Taddeo, evidenciando a realidade das mulheres negras no Brasil.[1] A música se tornou um símbolo do feminismo negro no país.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Yzalú nasceu em São Bernardo do Campo em 8 de setembro de 1982.[3] Começou a tocar violão com 14 anos, antes mesmo do Rap. Aos 16 anos morou em Salvador, Bahia aprimorando seus conhecimentos sobre violão.[4] Ela foi influenciada, na cantora americana Lauryn Hill, uma das maiores artistas dos anos 90.[5] Suas canções mais conhecidas são:[6] Figura Difícil composição do rapper Sabotage, É o Rap Tio[7] e Mulheres Negras.[4][8]

De volta a São Paulo em 2003, Yzalú começou a se apresentar em bares e baladas em São Paulo, interpretando sucessos da MPB.[9] Ela foi convidada para integrar o grupo de rap feminino de São Bernardo do Campo Essência Black, formado por Regiane Oliveira e Elisângela Oliveira, começando a se apresentar em teatros da cidade, em parceria com outros artistas da região, como o grupo de hip hop Ordem Própria.

Em 2005, a artista teve que deixar a música para se dedicar ao trabalho e estudos para poder acompanhar.[9] Estudou marketing na Universidade Metodista de São Paulo[10] e em 2007 decidiu voltar à música motivada por seu irmão que influenciou a ideia de fazer alguns vídeos caseiros na escadaria do bairro Jardim Farina de sua cidade natal cantando hip hop clássico brasileiro.[11]

Em 2012 foi convidada para participar do DVD do grupo de rap Detentos do Rap.[9] Com a participação de vários artistas brasileiros, incluindo: Mano Brown, Eduardo, Dexter, DBS & A Quadrilha, Realidade Cruel e Ferréz.

Em 2016, Yzalú lançou seu primeiro álbum intitulado Minha Bossa É Treta. Produzido por Marcelo Sanches, o álbum transita em ritmos como Hip Hop, Samba Jazz, Bossa Nova e Reggae.[12] Foi considerado um dos melhores álbuns do ano pelo site americano Rate Your Music ao lado de Metá Metá e Rashid.[13] Com doze faixas próprias, em um discurso ela disse:[14] Foi premiada por duas vezes consecutivas (2016/2017) com o prêmio Palco MP3 de artista mais acessada da Black Music.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Yzalú, a feminista negra da música periférica». Geledés - Instituto da Mulher Negra. Consultado em 27 de janeiro de 2017 
  2. «'Virada feminista' na zona norte de SP terá shows, oficinas, cinema e teatro». Folha de S.Paulo. Consultado em 11 de janeiro de 2017 
  3. Isabela Talamini (ed.). «Yzalú é treta». Red Bull. Consultado em 14 de janeiro de 2017 
  4. a b Rogério Fernandes (ed.). «Yzalú aposta em canções de resistência para sua estreia». Gazeta Online. Consultado em 11 de janeiro de 2017 
  5. «Yzalú interpreta música inédita de Sabotage em novo disco; ouça». Rolling Stone. Consultado em 11 de janeiro de 2017 
  6. «Festa leva shows de rap ao Capão Redondo neste domingo». Folha de S.Paulo. Consultado em 11 de janeiro de 2017 
  7. Juca Guimarães (ed.). «Cantora Yzalú lança disco de rap com influência da MPB». R7.com. Consultado em 11 de janeiro de 2017 
  8. Jarid Arraes (ed.). «Yzalú, a feminista negra da música periférica». Revista Fórum. Consultado em 11 de janeiro de 2017 
  9. a b c José Santiago (ed.). «Yzalú faz show de gravação de DVD e CD ao vivo em São Bernardo do Campos». Catraca Livre. Consultado em 11 de janeiro de 2017 
  10. Lara Morais de Souza, (Novembro de 2015). (ed.). «Ja Que é Pra Tombar... Tombei! O Rap nacional feminino como ativismo e empoderamento da mulher negra» (PDF). Universidade de São Paulo (USP). Consultado em 12 de janeiro de 2017 
  11. Mandrake (ed.). «Yzalú e Amanda NegraSim Balançam o Público em São Paulo na Abertura do Show da Consciência Negra dia 19». Portal Rap Nacional. Consultado em 12 de janeiro de 2017 
  12. Tiago Dias (ed.). «Rapper narra histórias de mulheres ao violão e manda recado para o machismo». UOL. Consultado em 12 de janeiro de 2017 
  13. Rafael Gonzaga (ed.). «A rapper Yzalú vai transformar toda treta em Bossa». Revista Trip. Consultado em 11 de janeiro de 2017 
  14. «Yzalú lança CD no Sesc com música inédita de Sabotage». UOL. Consultado em 12 de janeiro de 2017 
  15. «Entrevista com Yzalú». Esquerda Diário. Consultado em 12 de janeiro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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