Zé Dantas

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José de Sousa Dantas Filho (Carnaíba, 27 de fevereiro de 1921Rio de Janeiro, 11 de março de 1962), mais conhecido como Zé Dantas, foi compositor, poeta e folclorista brasileiro. Na voz de Luiz Gonzaga, suas canções alcançaram as paradas de sucesso da época, retratando em suas letras os costumes do povo nordestino, as tradições culturais e o cotidiano de um pedaço do país esquecido pelo poder público.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Zé Dantas nasceu em Carnaíba, cidade do sertão pernambucano. Mas cedo sua família foi morar no Recife. Contribuiu com crônicas sobre folclore para a Revista Formação do Colégio Americano Batista.[1] Formou-se em Medicina em 1949.

Mesmo sem tocar nenhum instrumento já compunha músicas usando uma caixa-de-fósforos como acompanhamento. Era um cronista dos costumes do sertanejo e muito de suas canções tinham um toque irreverente Seu encontro com Luiz Gonzaga deu-se em 1947. Gonzaga estava hospedado no Grande Hotel do Recife para uma temporada de apresentações. Zé Dantas foi até lá e apresentou várias de suas canções, tais como "Acauã", "Vem morena", "A volta da asa branca" e "Forró de Mané Vito". Diz-se que de início Zé Dantas pediu para que Luiz Gonzaga gravasse as músicas sem incluir o seu nome pois seu interesse maior era divulgar as canções e isso poderia constranger a família saber que ele, um médico formado estava envolvido com cultura e vida boemia.[2]

A partir do ano seguinte, Gonzaga emplacou uma série de composições de Dantas que se tornaram clássicos do cancioneiro nordestino. Passou desde então a acompanhá-o nas gravações, além de organizar shows e apresentações.

No início dos anos 50 apresentou um programa na Rádio Jornal de Recife. Mas no mesmo ano mudou-se para o Rio de Janeiro (cidade) para se especializar em obstetrícia. Chegou a trabalhar como diretor do Hospital dos Servidores do Rio de Janeiro.[3]

Outros grupos e cantores famosos também se serviram de canções suas, como o conjunto

Sua saúde começou a priorar quando em fevereiro de 1961 sofreu um acidente e rompeu o ligamento do pé. Para aliviar as dores tomava cortisona, em doses cada vez maiores. O uso exagerado desse medicamento acabou comprometendo o fígado, que o levaria a morte no ano seguinte.

É avô da cantora Marina Elali.

Referências

  1. letras. «Biografia de Zé Dantas | LETRAS». www.letras.com.br. Consultado em 14 de julho de 2017 
  2. «dicionariompb.com.br/ze-dantas/dados-artisticos». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 14 de julho de 2017 
  3. «Meio século sem o doutor Zé Dantas» 
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