Zaki al-Arsuzi

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Al-Arsūzī antes de 1939

Zaki al-Arsuzi (em árabe : زكي الأرسوزي; Latakia, junho de 1899 – Damasco, 02 de julho de 1968) foi um filósofo, filólogo, sociólogo, historiador sírio e nacionalista árabe. Suas idéias desempenharam um papel significativo no desenvolvimento do Baathismo e seu movimento político. Ele publicou vários livros durante sua vida, sendo o mais notável The Genius of Arabic in its Tongue em 1943.[1]

Nascido em uma família de classe média em Latakia, na Síria, al-Arsuzi estudou na Sorbonne, onde se tornou interessado em nacionalismo. Em 1930, ele retornou para a Síria, onde se tornou um membro da Liga de Ação Nacional (LNA). Em 1938 ele se mudou para Damasco por causa de sua desilusão com o trabalho do partido. La criou um grupo formado por alunos de escolas secundárias que em sua maioria discutiam a história da Europa, o nacionalismo e a filosofia. Em seu retorno para a Síria, em novembro de 1940, criou um novo partido, o Arab Ba'ath;[2] em 1944, no entanto, a maioria dos seus membros o tinha deixado unindo-se ao Arab Ba'ath Movement, fundado por Michel Aflaq e Salah al-Din al-Bitar que subscrevia uma doutrina quase idêntica. [2]

Em 1947, os dois movimentos se fundiram, formando um único Partido Baath. Apesar da fusão, Al-Arsuzi não compareceu a sua conferência de fundação.[3] Durante o resto da década de 1940 e 1950, al-Arsuzi ficou fora da política e trabalhou como professor.

Pensamento de Al-Arsuzi[editar | editar código-fonte]

O pensamento central de Al-Arsuzi era a unificação da nação árabe. Ele acreditava que a nação árabe podia traçar suas raízes para o período pré-islâmico e no inicial período islâmico da história árabe. A única maneira de criar uma nova nação árabe na Idade Moderna era restabelecer um elo entre os povos árabes do passado e os do presente através da linguagem, o único verdadeiro remanescente da antiga identidade árabe. Em suma, a linguagem era a chave para recuperar o que tinha sido perdido e revigorar a identidade árabe. Al-Arsuzi acreditavam que os árabes perderam a sua identidade comum quando permitiram que os não-árabes participassem no governo. O resultado foi que várias leis tinham características não-árabes, e outras mudanças trazidas por estes tinham enfraquecido a identidade árabe.[4]

Trabalhos selecionados[editar | editar código-fonte]

  • The Genius of Arabic in Its Tongue (published 1943)
  • Al-Umma al-Arabiyya (English: The Arab World, published 1958)
  • Mashakiluna al-Qawmiyya (English: Our Nationalist Problems, published 1958)

Referências

  1. Moubayed, Sami M. (2006). Steel & Silk: Men and Women who shaped Syria 1900–2000. [S.l.]: Cune Press. p. 142-144. ISBN 978-0-8157-3555-7 
  2. a b Choueiri, Youssef (2010). Islamic Fundamentalism: The Story of Islamist Movements. [S.l.]: Continuum International Publishing Group. p. 144. ISBN 978-0-8264-9801-4 
  3. Seale, Patrick (1990). Asad of Syria: The Struggle for the Middle East. [S.l.]: University of California Press. p. 34. ISBN 978-0-520-06976-3 
  4. Suleiman, Yasir (2003). The Arabic Language and National Identity: a Study in Ideology. [S.l.]: Edinburgh University Press. p. 148. ISBN 978-0-7486-1707-4