Rio Zambeze

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Zambeze
Zambezi river basin.jpg

Bacia hidrográfica do Zambeze

Localização
Países
Coordenadas
Dimensões
Comprimento
2.574 km
Hidrografia
Tipo
Bacia hidrográfica
Área da bacia
1 570 000 km2Visualizar e editar dados no Wikidata
País(es) da
bacia hidrográfica
Altitude da nascente
1.500 m
Afluentes
principais
Rio Kafue, Rio Luangwa, Rio Chire, Rio Cuando, Manyame River (en), Rio Luena, Kabompo River (en), Rio Luanginga, Lungwebungu River (en), Mazowe River (en), Q1076152, Q1461393, Gwayi River (en), Sakeji River (en)Visualizar e editar dados no Wikidata
Lago no curso
Barragem de Cahora Bassa (en)Visualizar e editar dados no Wikidata
Caudal médio
7 000 m3/sVisualizar e editar dados no Wikidata
Foz

O Zambeze (em inglês: Zambezi ou Zambesi) é um grande rio da África Austral.

Curso[editar | editar código-fonte]

Com um total de 2.750 km de comprimento, o Zambeze nasce na Zâmbia, a 30 km da fronteira com Angola. Entra em território angolano no Cazombo e sai a sul do Lumbala-Caquengue, sempre no município do Alto Zambeze, província do Moxico. A sua importância em Angola é devida principalmente à extensa bacia hidrográfica de 150 800 km² apenas em território angolano. Todos os rios no quadrante sudeste de Angola são afluentes do Zambeze. O rio, depois, estabelece a fronteira entre a Zâmbia e o Zimbabwe e atravessa Moçambique de oeste para leste, para desaguar no Oceano Índico num enorme delta. A parte mais espetacular do seu curso são as Cataratas de Vitória, as maiores do mundo, com 1708 m de extensão e uma queda de 99m. Este monumento natural foi inscrito pela UNESCO em 1989 na lista dos locais que são Património da Humanidade.

O Zambeze tem ainda outras quedas de água importantes, entre as quais as Cataratas Chavuma, próximas da fronteira Angola-Zâmbia e as Ngonye Falls, perto de Sioma, na região ocidental da Zâmbia.

As planícies de inundação do Zambeze, também no oeste da Zâmbia, são a terra do povo Lozi, cujo chefe tem duas “capitais”: Lealui e Limulunga. No tempo das chuvas, a corte dos Lozi muda-se para Limulunga, que não fica inundada e este evento é considerado uma das grandes festividades da Zâmbia, o Kuomboka.

Existem duas grandes barragens no rio Zambeze: Kariba, na fronteira entre a Zâmbia e o Zimbabwe (e gerida conjuntamente) e Cahora Bassa, em Moçambique. Estas barragens são uma das maiores fontes de energia elétrica para a sub-região da África Austral e as suas albufeiras são igualmente palco de importantes pescarias.

História da exploração[editar | editar código-fonte]

A região do Zambeze era conhecida pelos geógrafos medievais como o Império de Monomotapa, eo curso do rio, bem como a posição dos lagos Ngami e Nyasa, foram dados de forma bastante precisa nos mapas iniciais. Estes provavelmente foram construídos a partir de informações árabes. [15]

O primeiro europeu a visitar o interior do rio Zambeze foi o degredado português António Fernandes em 1511 e novamente em 1513, com o objectivo de informar sobre as condições comerciais e as actividades do interior da África Central. O relatório final destas explorações revelou a importância dos portos do Zambeze superior para o sistema comercial local, em particular para o comércio de ouro da África Oriental [16].

A primeira exploração do Zambezi superior foi feita por David Livingstone em sua exploração de Bechuanaland entre 1851 e 1853. Dois ou três anos mais tarde desceu o Zambezi a sua boca e no curso desta viagem descobriu as quedas de Victoria. Durante 1858-60, acompanhado por John Kirk, Livingstone ascendeu o rio pela boca do Kongone até as quedas, e igualmente traçou o curso de seu afluente o Condado e alcançou o lago Malawi.

Durante os próximos 35 anos, muito pouca exploração do rio ocorreu. O explorador português Serpa Pinto examinou alguns dos afluentes ocidentais do rio e fez medições das Cataratas Vitória em 1878. [15] Em 1884 o missionário dos irmãos de Plymouth Frederick Stanley Arnot viajou sobre a altura da terra entre os divisores de águas do Zambezi e do Congo, e identificou a fonte do Zambezi. Ele considerou que o Kalene Hill alto e frio próximo era um lugar particularmente adequado para uma missão. [18] Arnot foi acompanhado pelo comerciante português e oficial do exército António da Silva Porto. [19] Em 1889 o canal de Chinde ao norte das bocas principais do rio foi descoberto. Duas expedições lideradas pelo Major A. St Hill Gibbons em 1895 a 1896 e 1898 a 1900 continuaram o trabalho de exploração iniciado por Livingstone na bacia superior e curso central do rio.

Afluentes principais[editar | editar código-fonte]

Vida selvagem[editar | editar código-fonte]

Nas margens do Zambeze e afluentes há abundância de biodiversidade. É famoso o marisco proveniente do Zambeze. Os hipopótamos são comuns nas partes calmas do rio, e existem também crocodilos e outros répteis.

Galeria de fotos[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Rio Zambeze

Referências

  1. Lewis Mwanangombe (19 de Novembro de 2010). «BIODIVERSIDADE – ZÂMBIA: / Resgatando as planícies de Kafue». Inter Press Service. Consultado em 22 de Dezembro de 2013. 
  2. Mário Augusto da Costa (1928). Como fizeram os Portugueses em Moçambique. [S.l.]: Rodriques. p. 297. 332 páginas