Zaretis isidora

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaZaretis isidora
Vista superior da fêmea de Z. isidora[1]; outrora considerada uma subespécie de Z. itys.[2][3]
Vista superior da fêmea de Z. isidora[1]; outrora considerada uma subespécie de Z. itys.[2][3]
Vista inferior da fêmea de Z. isidora.[3]
Vista inferior da fêmea de Z. isidora.[3]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Subordem: Papilionoidea
Família: Nymphalidae
Subfamília: Charaxinae[2]
Tribo: Anaeini
Género: Zaretis
Hübner, [1819][2]
Espécie: Z. isidora
Nome binomial
Zaretis isidora
(Cramer, [1779])[2]
Ilustração do macho de Z. isidora[3]; vista superior (esquerda - E) e inferior (direita - F), retirada de sua descrição original por Pieter Cramer; publicada na obra Aanhangsel van het werk, De uitlandsche kapellen: voorkomende in de drie waereld-deelen Asia, Africa en America .
Sinónimos
Papilio isidora Cramer, [1779]
Papilio strigosus Gmelin, [1790]
Siderone zethus Westwood, 1850
Siderone isidora Godman & Salvin, [1884]
(Markku Savela)[2]
Wikispecies
O Wikispecies tem informações sobre: Zaretis isidora

Zaretis isidora (denominada popularmente, em português, borboleta-folha[4] ou folha-seca; em inglês, Isidora Leafwing)[5] é uma borboleta neotropical da família Nymphalidae e subfamília Charaxinae[2], encontrada na Mata Atlântica do Brasil (da Bahia ao Rio Grande do Sul)[6] e do Panamá até a bacia do rio Amazonas (Colômbia, Equador, Suriname, Peru, Bolívia; estados do Amazonas, Pará e Rondônia), Paraguai e Argentina.[5] Foi classificada por Pieter Cramer, com a denominação de Papilio isidora, em 1779 e com seu tipo nomenclatural coletado no Suriname.[2] Suas lagartas se alimentam de plantas do gênero Casearia.[6] Já esteve dentre as subespécies de Zaretis itys, denominada Anaea itys strigosus[2] ou Zaretis itys strigosus[3][6], sendo a espécie-tipo do gênero Zaretis Hübner, [1819].[2]

Descrição[editar | editar código-fonte]

Adultos desta espécie, do sexo masculino, vistos por cima, possuem as asas de contornos falciformes e com envergaduras chegando a até 6.6 centímetros[5], de tonalidade alaranjada; além de apresentar uma área castanho-enegrecida na metade superior e exterior das asas anteriores.[3][1] Vistos por baixo, apresentam a semelhança com uma folha seca, com desenhos mosqueados que fazem lembrar o ataque de fungos e, em alguns exemplares, áreas translúcidas que imitam o ataque de insetos; além de apresentar prolongamentos, em suas asas posteriores, lembrando pecíolos foliares.[3][4][7][1] Fêmeas são mais amareladas.[6][1]

Hábitos[editar | editar código-fonte]

Espécies do gênero Zaretis podem ser encontradas em floresta de transição, estacional[6], sendo também encontradas em ambiente de cerrado.[8] São ativas nas horas quentes do dia, se alimentando das substâncias resultantes da fermentação em frutos e exsudações em troncos de árvores[4] ou folhagem.[9]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c «Zaretis isidora» (em inglês). Inventory of the butterfly species of Cotacachi Cayapas ecological reserve - Ecuador. 1 páginas. Consultado em 5 de julho de 2018 
  2. a b c d e f g h i Savela, Markku. «Zaretis isidora» (em inglês). Lepidoptera and some other life forms. 1 páginas. Consultado em 5 de julho de 2018 
  3. a b c d e f «Zaretis itys strigosus (Gmelin, 1788)» (em inglês). Lepidoptera Brasiliensis. 1 páginas. Consultado em 5 de julho de 2018 
  4. a b c OTERO, Luiz Soledade; MARIGO, Luiz Claudio (1990). Borboletas. Beleza e comportamento de espécies brasileiras 1ª ed. [S.l.]: Marigo Comunicação Visual. p. 76-77. 128 páginas. ISBN 85-85352-01-9 
  5. a b c PALO JR., Haroldo (2017). Butterflies of Brazil / Borboletas do Brasil, volume 2. Nymphalidae 1ª ed. São Carlos, Brasil: Vento Verde. p. 1316-1319. 1.728 páginas. ISBN 978-85-64060-10-4 
  6. a b c d e MORELLATO (org.), L. Patricia C. (1992). História Natural da Serra do Japi. Ecologia e preservação de uma área florestal no Sudeste do Brasil 1ª ed. Campinas, SP: Editora da UNICAMP/FAPESP. p. 154-155. 322 páginas. ISBN 85-268-0223-2 
  7. Chacón, Isidro (14 de maio de 2014). «Zaretis isidora,f» (em inglês). Flickr. 1 páginas. Consultado em 5 de julho de 2018 
  8. Santos, Jessie Pereira dos; Freitas, Andre Victor Lucci; Constantino, Pedro de Araujo Lima; Prado, Marcio Uehara. «Guia de identificação de tribos de borboletas frugívoras - Cerrado» (PDF). Icmbio.gov.br. 1 páginas. Consultado em 5 de julho de 2018 
  9. Camerar (29 de setembro de 2017). «Zaretis itys» (em inglês). Flickr. 1 páginas. Consultado em 5 de julho de 2018. Madre de Dios - Lago Soledad, ARCC, Peru - 230m 
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