Zbigniew Herbert

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Zbigniew Herbert
Data de nascimento 29 de outubro de 1924
Local de nascimento Lviv, Polónia
Nacionalidade Polónia Polaco
Data de morte 28 de julho de 1998 (73 anos)
Local de morte Varsóvia, Polónia
Ocupação Poeta, dramaturgo e ensaísta
Magnum opus Escolhido pelas estrelas : antologia poética
Prémios Prémio Jerusalém (1991)

Zbigniew Herbert (Lviv, Polônia (hoje Ucrânia) , 29 de outubro de 1924 - em Varsóvia, Polônia, 28 de julho de 1998.) foi um poeta, dramaturgo e ensaísta polonês, integrando na poesia polonesa aquilo que Aleksandar Jovanovic, linguista e tradutor, nomeia como “neovanguarda dos anos 60 e 70” na poesia.

Estátua de Zbigniew em Kielce, Polônia.

Vida e obra[editar | editar código-fonte]

Herbert começa a escrever poesia quando tinha dezessete anos de idade, mas somente poderá publicar muito mais tarde.

Primeiramente, foi membro da resistência polonesa anti-nazista, época em que seria impossível publicar seus poemas. Durante o período de maior repressão política stalinista na Polônia dos anos de 1950 a censura do regime, possivelmente, não lhe permitiu publicar seus poemas, tendo ficado afastado da vida pública até 1953, quando começa a se dedicar exclusivamente à literatura, publicado seu primeiro livro Struna światła (Facho de Luz) apenas em 1956, quando atingiu destaque entre os poetas de ponta da sua língua. Ironicamente, Herbert referiu-se a Joseph Stálin como "o grande linguista", devido à forma como este distorcia os sentidos das palavras, ou por sua "corrupção da língua"[1].

Dotado de profunda formação humanística e amigo de Czesław Miłosz, costuma ser citado como um dos grandes autores da literatura contemporânea polaca, junto ao próprio Milosz e da poeta Wislawa Szymborska, ambos vencedores do Nobel de Literatura.

Tendo alcançado posteriormente reconhecimento internacional como grandes escritor e poeta do século XX, em 1962 publica o ensaio que o tornaria famoso em todo o mundo, Um bárbaro no jardim (Barbarzyńca w ogrodzie) e em 1991 foi candidato ao Prêmio Nobel de Literatura [2].

Sua poesia joga com a linguagem à moda dos poetas cubistas e, tematicamente, o autor trabalhou com elementos mitológicos, históricos e culturais, tratando a história de forma irônica [3].

Em seus ensaios (sobre história e história da arte), as suas avaliações tomam o viés revisionista da mesma forma que esta é um postulado na sua poesia. Herbert alterava a perspectiva histórica, rejeitando a visão dos vencedores. Esta regra é visivelmente exposta em "Labirynt nad morzem" (Um labirinto à beira-mar). O ensaio trata de episódios da história greco-romana, fixando-se em episódios pouco estudados tradicionalmente e mostrando, entre outras coisas, como a política de Péricles, no caso de Samos tornou-se o princípio do fim não só da união das cidades gregas, mas também da democracia ateniense.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Obras famosas[editar | editar código-fonte]

  • Struna światła (Facho de Luz) apenas em 1956
  • Hermes, pies i gwiazda (Hermes, o cachorro e a estrela), 1957.
  • Studium przedmiotu (O estudo do objeto), 1961 .
  • Barbarzyńca w ogrodzie (Un bárbaro no jardim), 1962 .
  • Labirynt nad morzem" (Um labirinto à beira-mar), publicação post mortem (2000).

Referências

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Biografías y vidas. Barcelona. 2004-14 .
  • JOVANOVIC, Aleksandar. Céu vazio – 63 poetas eslavos. Hucitec. Brasil. São Paulo. 1996.
  • POETRY FOUNDATION, Poetry magazine. Harriet Monroe Poetry Institute.
  • Wikipédia de línguas inglesa e espanhola (castelhana).