Zezé Motta

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Zezé Motta
Motta em agosto de 2011
Nome completo Maria José Motta de Oliveira
Pseudônimo(s) Zezé Motta
Nascimento 27 de junho de 1944 (77 anos)
Campos dos Goytacazes, RJ[1]
Residência Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade brasileira
Etnia afro-brasileira
Ocupação
Período de atividade 1967–presente
Prêmios
Troféu Candango

1976: Melhor Atriz — Xica da Silva (Ver mais)

Carreira musical
Período musical 1971–presente
Gênero(s) samba
MPB
Extensão vocal contralto coloratura
Religião candomblé
Página oficial
blogdazeze.com.br

Maria José Motta de Oliveira (Campos dos Goytacazes, 27 de junho de 1944), mais conhecida como Zezé Motta, é uma consagrada atriz e cantora brasileira, considerada uma das maiores artistas do país, expoente da cultura afro-brasileira.[2][3][4]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida em uma família humilde em Campos, no interior fluminense, mudou-se com seus pais e irmão para o Rio de Janeiro, aos 2 anos de idade, em busca de uma vida melhor. Sua mãe era costureira, trabalhando aos finais de semana em casa e durante a semana em uma confecção, e seu pai, motorista, que também escrevia músicas e cantava eventualmente na noite quando estava de folga do trabalho. A família mudou-se para o Morro do Cantagalo, em Copacabana. Como era muito pequena e não poderia ficar sozinha em casa, ela ficava sob os cuidados de sua tia, no quartinho dos empregados, no Leblon, visto que seu tio paterno era porteiro e zelador do prédio. Ainda na infância ficou amiga de Marieta Severo, que era moradora desse prédio.[5]

Devido a dificuldades financeiras, seu irmão foi viver com a avó em Campos, e Zezé foi matriculada em um colégio interno, o Asylo Espírita João Evangelista, onde permaneceu dos 6 aos 12 anos. Em entrevistas revelou que se sentiu rejeitada e até pensou ser filha adotiva, pois não entendia essa momentânea separação familiar, mas revelou que se adaptou rapidamente ao colégio, onde dividia espaço com sessenta meninas, e aprendeu a fazer limpeza, crochê, tricô, aprendeu a bordar e também a cozinhar. Em entrevistas contou que era para sair de lá aos 16 anos, mas saiu antes porque a situação financeira da família melhorou, pois sua mãe montou um ateliê de moda, na residência da família, e a atriz mudou-se com os pais e o irmão para um apartamento no Leblon.[6]

Seu pai a incentivava a ser cantora, onde ambos compunham canções juntos, e seu pai a levava para cantar na noite com ele. Já sua mãe não gostava da carreira artística, querendo que a filha fosse costureira como ela, que com o tempo acabou aceitando a vocação artística da filha. Ainda na adolescência, para ajudar nas despesas do lar, e sem ter conseguido oportunidades como artista, Zezé trabalhou como operária em uma indústria farmacêutica, e a noite estudava o curso normal de formação de professoras. Ela era da mesma sala de aula que sua cunhada, que a incentivou a voltar a estudar.[7]

Aos finais de semana, passou a frequentar um curso de teatro: O Teatro Tablado onde formou-se como atriz. Ela começou participando de diversas peças populares de teatro, e iniciou profissionalmente sua carreira de atriz em 1967, estrelando a peça Roda-viva, de Chico Buarque. Em 1969, atuou em Fígaro, fígaro, Arena canta Zumbi e A vida escrachada de Joana Martini e Baby Stompanato. Em 1974, atuou em Godspell, e em 1999, participou de Orfeu.[8]

Sua carreira de cantora teve início em 1971, em casas noturnas paulistanas. De 1975 a 1979, lançou três LPs. Nos anos 1980, lançou mais três discos.[9]

Militante do Movimento Negro Unificado (MNU), denunciou racismos e atuou ativamente para combatê-lo, organizando por exemplo um arquivo de atores negros para que não haja o silenciamento destes artistas.[10] A autora Lélia Gonzalez em sua "Homenagem a Zezé Mota - História de vida e louvor" exprime que "sua arte também está a serviço das crianças pobres e órfãs, numa atuação marcada pela discrição e pela solidariedade".[10]

Carreira na televisão[editar | editar código-fonte]

Iniciou sua trajetória em 1968 na telenovela Beto Rockfeller, da Rede Tupi, atuando como Zezé.[11] Quatro anos mais tarde, foi para Rede Globo viver Zezinha em A Patota.[12] Em 1974, foi Doralice em Supermanoela e, dois anos depois, esteve na pele de Jandira em Duas Vidas; concluindo a década participando da série Ciranda Cirandinha nos episódios "O Jardim Suspenso da Babilônia" e "O Momento da Decisão".[13][14][15]

Na década de 1980, atuou nas telenovelas Transas e Caretas e Corpo a Corpo como Dorinha e Sônia, respectivamente.[16][17] Posteriormente, esteve no elenco do seriado Armação Ilimitada nos episódios "Jararaca, o Cabra" e "Uma Armação nas Estrelas"; e na obra Helena como Malvina.[18][19] Contudo, encerrou seus trabalhos neste período em 1989, na pele de Maria em Pacto de Sangue e Lulu Kelly em Kananga do Japão.[20][21]

No início da década de 1990, protagonizou Ialorixá na minissérie Mãe de Santo, além de participar do episódio "Em Nome do Pai" no programa Você Decide como Zenaide.[22][23] Em 1994, interpretou Rubina em Memorial de Maria Moura e, no ano seguinte, participou da telenovela A Próxima Vítima no papel de Fátima.[24][25] Em 1996, esteve no elenco de Xica da Silva como a Maria da Silva (mãe da protagonista).[26] Três anos mais tarde, concluiu o decênio atuando como Conceição em Chiquinha Gonzaga, além de participar novamente do Você Decide, porém, no episódio "E o Circo Chegou".[23][27]

Na década de 2000, viveu Irene na telenovela Esplendor e atuou na obra portuguesa Garrett, baseada na biografia de Almeida Garrett.[28][29] Entre 2001 e 2002, esteve em Porto dos Milagres como Mãe Ricardina e O Beijo do Vampiro como Mãe Ricardina e Nadir, respectivamente.[30][31] Em 2004, deu vida a anestesista Prazeres da Anunciação em Metamorphoses e, nos dois anos seguintes, foi Titina em Floribella e a escrava Virgínia no remake de Sinhá Moça.[32][33][34] Encerrou a década nos papel de Naná na minissérie Cinquentinha.[35]

No início da década de 2010, atuou como Dalva (Dadá) na telenovela Rebelde[36] Dois anos mais tarde, esteve no programa Copa Hotel como Adele e na minissérie O Canto da Sereia como Tia Celeste.[37][38] Em 2014, foi Elaine em A Grande Família, no episódio "Mãe de Fases" e Sebastiana em Boogie Oogie.[39][40] Posteriormente, esteve em Escrava Mãe como Tia Joaquina e na telenovela portuguesa Ouro Verde como Neném.[41][42]

Carreira no cinema[editar | editar código-fonte]

Zezé Motta foi protagonista do filme Xica da Silva (1976), obra dirigida por Cacá Diegues (foto).

Estreou nas telonas no início da década de 1970 como Freguesa do Bar Viajantes no filme Cléo e Daniel.[43] Em 1973, esteve no elenco de Vai Trabalhar, Vagabundo! e, no ano seguinte, participou dos longas Um Varão Entre as Mulheres e Banana Mecânica como Marilda.[44][45][46] Em 1977, deu vida às personagens Dandara em Cordão de Ouro; uma empregada em Ouro Sangrento e Estrela em A Força do Xangô.[47][48][49] Além disso, também foi protagonista do filme Xica da Silva, obra dirigida por Cacá Diegues, papel que a destacou como 'Melhor Atriz' no Festival de Brasília, Coruja de Ouro, Prêmio Air France e Prêmio Governador do Estado.[50] Concluiu o decênio na pele de Zezé em Tudo Bem e esteve na equipe de Se Segura, Malandro!.[51][52]

No início da década de 1980, atuou como Maria das Graças em Águia na Cabeça; esteve em Para Viver um Grande Amor e foi Dandara em Quilombo.[53][54][55] Em 1987, participou dos longas Sonhos de Menina-Moça como Vicky; Anjos da Noite como Malú e Jubiabá como Rosenda.[56][57][58] No ano seguinte, deu vida às personagens Rita e Maria Elisa nas obras Prisioneiro do Rio e Natal da Portela, respectivamente.[59][60] Concluiu a década dando voz a Úrsula em A Pequena Sereia, além de viver Dalila em Dias Melhores Virão.[61][62] Na década de 1990, atuou em O Gato de Botas Extraterrestre e Crioula em A Serpente.[63][64] Em 1996, viveu Carmosina em Tieta do Agreste e, no ano seguinte, deu vida a Eduarda em O Testamento do Senhor Napumoceno.[65][66] Fechou o milênio interpretando a mãe do personagem principal Orfeu.[67]

No início da década de 2000, atuou no longa Cronicamente Inviável como Ada e esteve no elenco de A Negação do Brasil.[68] Em 2002, interpretou Fada Kálix em Xuxa e os Duendes 2 - No caminho das Fadas e foi a mulher do avião em Viva Sapato!.[69][70] Nos dois anos seguintes, deu vida à personagem principal no curta-metragem Carolina e foi Aurora Hipólito em Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida.[68][71] Em 2005, esteve na obra Quanto Vale ou É por Quilo? e, no ano posterior, no projeto lusófono A Ilha dos Escravos.[72][73] Concluiu a década em Deserto Feliz e Jerusa em Xuxa em O Mistério de Feiurinha.[68][74]

Outras participações[editar | editar código-fonte]

Desde a década de 1960, quando surgiram os especiais do Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), até o fim da década de 1980, a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso dos espetáculos transmitidos que apresentavam os novos talentos, registrando índices recordes de audiência. O especial Mulher 80 (Rede Globo), foi um destes marcantes momentos da televisão; o programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então abordando esta temática no contexto da música nacional e a inegável preponderância das vozes femininas, com Elis Regina, Maria Bethânia, Fafá de Belém, Marina Lima, Simone, Rita Lee, Joanna, Zezé Motta, Gal Costa e as participações especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu Mulher. Também fez parte do elenco do Telecurso 2000, programa educativo da Rede Globo. Além disso, participa esporadicamente de discussões sobre o papel dos negros na teledramaturgia. Interpretou na versão em português Circle of life Ciclo da vida do Rei Leão de 1994. Dublou a bruxa Úrsula no filme A Pequena Sereia, clássico da Disney de 1989.[75] Zezé Motta fez dueto com Taiguara em seu último álbum de estúdio, Brasil Afri, de 1994, na faixa "África Mãe".

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

A atriz foi casada por cinco vezes, com homens de fora do meio artístico. Em entrevistas revelou que sofreu três abortos espontâneos, frutos de três relacionamentos diferentes, e que estes abortos aconteceram sem causas aparentes, não houve nenhum exame clínico que detectasse problemas ginecológicos, pois sempre teve boa saúde. Segundo as avaliações dos médicos, que não descobriram a razão dos repetidos abortos, foi recomendado que a atriz fizesse repouso absoluto para levar uma gestação até o final, o que ela não conseguiu fazer, devido aos intensos compromissos profissionais de sua carreira artística, sempre viajando pelo Brasil e pelo mundo em peças de teatro. Desistindo do desejo de ser mãe, ela pegou para criar cinco crianças, mas nunca as adotou legalmente, pois elas mantinham contato com as famílias, muito pobres, que a atriz ajudava. Zezé tem seis filhos, cinco meninas e um menino: Luciana, Cilene, Nadine, Cíntia , Carla e Robson . Ela se tornou avó de quatro netos: Luíz Antônio, filho de Nadine, de Heron e Loma, filhos de Carla, e de Isadora, filha de Luciana.[76]

Em entrevistas informou que mesmo solteira, nunca esteve sozinha, e que até hoje mantém relacionamentos casuais com homens famosos e anônimos, e que dentre os homens do meio artístico que namorou, está Antonio Pitanga, que foi seu primeiro namorado, com quem se relacionou dos 21 aos 23 anos.[76]

Zezé declara como religião o candomblé, e que é filha de Oxum Opará com Oxóssi. Sua mãe era Testemunha de Jeová, e seu pai era espírita, o que causava brigas em casa. Zezé frequentou a religião Testemunha de Jeová dos cinco aos doze anos de idade, mas só se desligou definitivamente da religião de sua mãe quando posou nua pela primeira vez, em 1976. Após diversas capas de revistas de sucesso, seu último ensaio nua foi aos 75 anos. Revelou que por muito tempo teve desentendimentos com a mãe por causa da religião, e que ter posado nua foi o estopim para decidirem parar com as brigas e a mãe entender que Zezé seguiria outra religião. Zezé também comentou em entrevistas que já foi espírita, católica, evangélica, umbandista, mas só encontrou-se no candomblé.[76]

Foi homenageada na Sapucaí, nos carnavais de 1989 e 2017, pelas escolas Arrastão de Cascadura[77] e Acadêmicos do Sossego respectivamente.[78] Também foi enredo da Unidos da Vila Kennedy pelo Grupo C do Carnaval Carioca de 2002.[79] Ela desfilou nas três ocasiões.

Sua mãe, Maria Elazir, morreu aos 95 anos em 3 de maio de 2020. Ela era diabética e hipertensa, e ficou internada por dez dias no Hospital da Aeronáutica, no Rio de Janeiro, para tratar de uma pneumonia. Houve suspeita de que ela tivesse contraído COVID-19, mas depois os testes realizados não confirmaram.[80][81]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Ano Título Personagem Notas
1968 Beto Rockfeller Maria José (Zezé)
1972 A Patota Zezinha
1974 Supermanoela Doralice Veiga (Dora)
1976 Duas Vidas Jandira
1978 Ciranda Cirandinha Episódio: "O Jardim Suspenso da Babilônia"
Episódio: "O Momento da Decisão"
1984 Transas e Caretas Dorinha
Corpo a Corpo Sônia Nascimento Rangel
1987 Armação Ilimitada Magda Escatológica
Helena Malvina
1989 Pacto de Sangue Maria
Kananga do Japão Lulu Kelly
1990 Mãe de Santo Ialorixá
1992 Você Decide Juliana Episódio: "Prova Final"
1993 Episódio: "Em Nome do Pai"
1994 Memorial de Maria Moura Rubina
Você Decide Episódio: "Matriz e Filial"
1995 A Próxima Vítima Fátima Noronha
1996 Xica da Silva Maria da Silva / Xica da Silva (idosa)
1998 Corpo Dourado Liana
1999 Chiquinha Gonzaga Conceição
Você Decide Episódio: "E o Circo Chegou"
2000 Esplendor Irene
Almeida Garret Rosa Maria Lima Episódios: "O Levantar do Esplendor"
"O Levantar da Voz"
2001 Porto dos Milagres Mãe Ricardina
2002 O Beijo do Vampiro Nadir
2004 Metamorphoses Prazeres da Anunciação
2005 Floribella Cristina Ramos Garcia (Titina)
2006 Sinhá Moça Virgínia ()
2007 Luz do Sol Maria Odete Lustosa (D. Odete)
2009 Cinquentinha Janaína (Naná)
2011 Rebelde Dalva Alves (Dadá)
2013 Copa Hotel Adele
O Canto da Sereia Tia Celeste [82]
2014 A Grande Família Elaine de Oliveira Episódio: "Mãe de Fases"[39]
Boogie Oogie Sebastiana Marques [40]
2016 Escrava Mãe Tia Joaquina[41]
Condomínio Jaqueline Maria Helena
2016–20 3% Conselheira Nair Temporadas 1–4; Netflix
2017 Ouro Verde D. Nénem
Sob Pressão Maria Apolônia (Dona Apolônia) Episódio: "22 de agosto"
O Outro Lado do Paraíso Otacília Formiga (Grande Mãe)[83]
2018 Zorra Ela mesma[84]
2019 Tá no Ar: a TV na TV Ela mesma[85]
Mulheres Fantásticas Narradora/ apresentadora Episódio: "Carolina de Jesus"[86]
Juntos a Magia Acontece Neusa Santos[87]
Detetives do Prédio Azul Rainha Petúnia Episódio: "Prima Petúnia"
2020 Salve-se Quem Puder Neusa Gomes[88] Episódio: "26 de março-presente"
Fim [89]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Ano Título Personagem Notas
1970 Cleo e Daniel Freguesa do Bar Viajantes[90]
1973 Vai Trabalhar Vagabundo
1974 A Rainha Diaba Namorada de Bigode
Um Varão Entre as Mulheres Doméstica
Banana Mecânica
1977 Xica da Silva Xica da Silva
A Força do Xangô Estrela
Cordão de Ouro Dandara
Ouro Sangrento Empregada
1978 Tudo Bem Zezé
Se Segura, Malandro!
1984 Águia na Cabeça Maria das Graças
Para Viver um Grande Amor
Quilombo Dandara
1987 Jubiabá Rosenda
Sonhos de Menina Moça Vicky
Anjos da Noite Malu
1988 Natal da Portela Maria Elisa
Mestizo Cruz Guaregua
Prisoner of Rio Rita
1989 Dias Melhores Virão Dalila
A Pequena Sereia Úrsula Dublagem
1990 O Gato de Botas Extraterrestre Mulher Corvo
1992 A Serpente Crioula
1996 Tieta do Agreste Carmosina (Carmô)
1997 O Testamento do Senhor Napumoceno Eduarda
1999 Orfeu Conceição
2000 Cronicamente Inviável Ada
2001 A Negação do Brasil Ela mesma
2002 Viva Sapato! Mulher no avião
Xuxa e os Duendes 2 - No caminho das Fadas Fada Kálix
2003 Saudade - Sehnsucht Mãe de Miguel
Carolina Carolina Curta-metragem
2004 Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida Aurora Hipólito
2005 Quanto Vale Ou É Por Quilo? Joana Maria da Conceição
2006 O Amigo Invisível Tia Elisinha
Cobrador: In God We Trust Secretária
Kinshasa Palace
A Ilha dos Escravos Júlia
2007 Deserto Feliz Dona Vaga
2009 Xuxa em O Mistério de Feiurinha Jerusa
2010 Bróder Dona Meire
Bom Dia, Eternidade Odete
2012 Gonzaga - De Pai pra Filho Priscila
2014 Irmã Dulce Mãe Menininha do Gantois
O Lucro Acima de Tudo Célia[91]
2017 A Comédia Divina Deus
Cora Coralina - Todas as Vidas Narradora[92] Documentário
2018 O Nó do Diabo Afi[93]
2019 Eu Sou Brasileiro Diretora Sônia[94]
2020 M8 - Quando a Morte Socorre a Vida Ilza[95]
2021 4 x 100 - Correndo por um Sonho Dr. Bruna
Doutor Gama Francisa[96]
Intervenção, É Proibido Morrer Socorro[97]

Discografia[editar | editar código-fonte]

  1. Gerson Conrad & Zezé Motta (1975) LP/CD
  2. Zezé Motta (Prazer, Zezé) (1978) LP/CD
  3. Negritude (1979) LP/CD
  4. Anunciação / Negritude (1980) Compacto
  5. Dengo (1980) LP/CD
  6. O Nosso Amor / Três Travestis (1982) Compacto
  7. Frágil Força (1984) LP
  8. Quarteto Negro (Com Paulo Moura, Djalma Correia e Jorge Degas) (1987) LP/CD
  9. La Femme Enchantée (1987) DVD
  10. A Chave dos Segredos (1995) CD
  11. Divina Saudade (2000) CD
  12. E-Collection Sucessos + Raridades (2001) 2 CDS
  13. Negra Melodia (2011) CD
  14. O Samba Mandou Me Chamar (2018) CD

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Categoria Trabalho Resultado Ref
1976 Festival de Brasília do Cinema Brasileiro Melhor Atriz
Xica da Silva
Venceu [98]
Prêmio Coruja de Ouro de Cinema Melhor Atriz Venceu
Prêmio Air France de de Cinema Melhor Atriz Venceu
Prêmio Governador do Estado de São Paulo Melhor atriz Venceu
1980 Taormina International Film Festival Melhor Atriz
Tudo Bem
Venceu
2001 Grande Prêmio do Cinema Brasileiro Homenagem especial Venceu [99]
2007 Festival de Cinema de Gramado Troféu Oscarito
Carreira no Cinema
Venceu [100]
2008 Troféu Raça Negra Homenagem especial
Homenagem
Venceu
Troféu Palmares Homenagem
Ela mesma
Venceu [101]
2009 Troféu Raça Negra Homenagem
Conjunto da Obra
Venceu [102]
Grande Prêmio do Cinema Brasileiro Melhor Atriz Coadjuvante
Deserto Feliz
Indicada
2010 Festival de Cinema da Amazônia Homenagem
Carreira
Venceu [103]
2012 Troféu Mario Gusmão Homenagem Venceu [104]
Troféu Top of Business Destaque do Ano na Televisão
Rebelde
Venceu [105]
2013 Grande Prêmio do Cinema Brasileiro Melhor Atriz Coadjuvante
Gonzaga - De Pai pra Filho
Indicado
Prêmio Guarani de Cinema Brasileiro Melhor Atriz Coadjuvante Indicado
2014 Mostra Internacional de Arte da Mulher Negra Homenagem
Carreira
Venceu [106]
Troféu Dia de Mandela  Cultura negra Venceu [107]
2017 Festival de Cinema de Vitória Homenagem especial Venceu [108]
Troféu Raça Negra Contribuição cultural Venceu
2018 15º Festival de Cinema do Vale do Ivinhema Homenagem Venceu [109]
2019 Grande Prêmio do Cinema Brasileiro Prêmio Honorário
Carreira no Cinema
Venceu [110]
2021 Festival Sesc Melhores Filmes Melhor Atriz Nacional
M8 - Quando a Morte Socorre a Vida
Indicado [111]

Referências

  1. «Filmography». IMDb. Consultado em 18 de fevereiro de 2020 
  2. Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. «Zezé Motta». Instituto Cultural Cravo Albin. Consultado em 25 de abril de 2012 
  3. Luiz Carlos Merten (27 de junho de 2014). «Atriz e cantora Zezé Motta completa 70 anos». O Estado de S. Paulo. Consultado em 7 de julho de 2014 
  4. «Eternizada no papel de 'Xica da Silva', Zezé Motta comemora 70 anos». Globo News. 27 de junho de 2014. Consultado em 7 de julho de 2014 
  5. Motta, Zezé. «Portal oficial da atriz e cantora Zezé Motta». Zezé Motta. Consultado em 25 de junho de 2021 
  6. Motta, Zezé. «Portal oficial da atriz e cantora Zezé Motta». Zezé Motta. Consultado em 25 de junho de 2021 
  7. Motta, Zezé. «Portal oficial da atriz e cantora Zezé Motta». Zezé Motta. Consultado em 25 de junho de 2021 
  8. Motta, Zezé. «Portal oficial da atriz e cantora Zezé Motta». Zezé Motta. Consultado em 25 de junho de 2021 
  9. Motta, Zezé. «Portal oficial da atriz e cantora Zezé Motta». Zezé Motta. Consultado em 25 de junho de 2021 
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  11. Xavier, Nilson. «Beto Rockfeller». Teledramaturgia. Consultado em 2 de setembro de 2020 
  12. «Ficha Técnica - A Patota». Memória Globo. Consultado em 2 de setembro de 2020 
  13. «Ficha Técnica - Supermanoela». Memória Globo. Consultado em 2 de setembro de 2020 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedida por
Elza Gomes
por Nem os Bruxos Escapam
(também por Guerra Conjugal)
Troféu Candango de Melhor Atriz
por Xica da Silva

1976
Sucedida por
Lady Francisco
por O Crime do Zé Bigorna