Zonas de segurança das Nações Unidas na Bósnia

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As Zonas de Segurança das Nações Unidas ou Áreas de Segurança das Nações Unidas na Bósnia foram áreas estabelecidas em 1993 no território da Bósnia e Herzegovina, durante a Guerra da Bósnia por uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Os territórios (cidades), sob a proteção das unidades de manutenção de paz das Nações Unidas, a UNPROFOR incluiam Sarajevo, Zepa, Srebrenica, Gorazde, Tuzla e Bihac. A criação dessas zonas de segurança é considerada hoje uma das decisões mais controversas da Organização das Nações Unidas. A resolução foi clara sobre o processo pelo qual essas áreas de segurança estavam a ser protegidas em uma zona de guerra, como Bósnia e Herzegovina. A resolução criou uma situação difícil porque as diplomacias dos Estados-Membros que votaram a favor, por motivos políticos, não estavam dispostos a tomar as medidas necessárias para garantir a segurança das áreas de segurança.

Em 1995, a situação nas áreas de segurança da ONU estavam se deteriorando, o que levou a uma crise diplomática que culminou no massacre de Srebrenica, uma das piores atrocidades ocorridas na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. As resoluções 819 e 836 da ONU designaram Srebrenica como "área segura", a ser protegida usando "todos os meios necessários, incluindo o uso da força". Contínuos ataques das Nações Unidas sobre as zonas de segurança, bem como o cerco de Sarajevo, também continuaram culminando na intervenção da OTAN na Bósnia e Herzegovina chamada de Operação Força Deliberada.

Até o final da guerra, todas as áreas de segurança foram atacadas pelos sérvios, e Srbrenica e Zepa foram conquistadas.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]