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União dos Interesses Económicos

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A União dos Interesses Económicos (UIE) foi um partido político criado pelas associações patronais, em 28 de setembro de 1924, no período final da I República Portuguesa, com o objectivo de zelar pelos interesses dos empresários especialmente no sector do tabaco, que o Estado pretendia, lançando elevadas taxas para o tabaco importado, proteger o monopólio do grupo Burnay.[1]

Concorreu apenas nas últimas eleições da I República, em 1925, conseguindo 3,7% dos votos.

O partido era financiado pela Companhia União Fabril, liderada por Alfredo da Silva, e pelos latifundiários. Reunia delegados da Associação Comercial de Lisboa, Associação Comercial do Porto, Associação Industrial Portuguesa e Associação Central da Agricultura Portuguesa. Entre os líderes estavam Martinho Nobre de Melo, João Pereira da Rosa, José Pequito Rebelo, Nunes Mexia e Filomeno da Câmara.[2]

Referências

  1. Villalobos, Luís (10 de setembro de 2015). «O imposto que ajudou à união dos patrões e à queda da República». Público. Consultado em 10 de setembro de 2015. E contestava-se o novo acordo com a Companhia dos Tabacos (ligada do grupo Burnay), que fazia subir as taxas de importação de tabaco estrangeiro. 
  2. Politipédia. «União dos Interesses Económicos (1924)». Consultado em 14 de setembro de 2021 
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