Efeito do teste

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Efeito do Teste (testing effect) é um fenômeno em que a memória de longo prazo é aumentada quando se recorda a informação a ser lembrada no momento da aprendizagem[1].

Esse efeito também é conhecido como Prática de Lembrar (retrieval practice)[2], ou "testes aumentam a aprendizagem" (test-enhanced learning) [3][4] .

O primeiro estudo sobre o efeito do teste foi publicado em 1917 por Gates[5]. Em um experimento, Carrier e Pashler (1992)[6] mostraram que a prática de se testar não só fornece uma oportunidade a mais de estudo, mas também produz melhores resultados do que outras formas de estudo. No experimento deles, os aprendizes que foram testados durante a prática de estudo, lembraram de mais informações do que os aprendizes que gastaram o mesmo tempo de estudo relendo as mesmas informações. Segue o resumo do artigo:

O estudo de Carrier e Pashler (1992) não mostrou uma grande vantagem de testar comparado com reestudar (reler o conteúdo), mas direcionou o caminho para inúmeros estudos que mostram que estudar via teste é mais vantajoso.[1]

Pré-condições para medir o Efeito do teste[editar | editar código-fonte]

Sucesso de recuperação[editar | editar código-fonte]

Para que haja o Efeito do teste, as tentativas de recordação devem ter sucesso moderado ou alto. Se as tentativas forem muito difícies que nenhum item é recordado com sucesso, ou que a resposta correta para os itens não-recordados não forem mostrados ao sujeito, então não ocorrerá aprendizagem, ou haverá pouca aprendizagem[7] [8][9].

Contudo, novos estudos mostram que mesmo que o sujeito recorde de forma incorreta, pode haver o efeito do teste (ver Kornell et al, 2015[10]).

Tempo entre a prática de recuperação e medida de desempenho[editar | editar código-fonte]

Benefícios do teste são frequentemente visíveis após um tempo e não imediatamente após a prática, quando os resultados podem ser até melhores para os materiais reestudados do que os testados[11][12]. Alguns autores sugerem que isso pode ser explicado em parte pelo sucesso de recuperação limitado durante a prática[7][8][13].

Dificuldade de recordar[editar | editar código-fonte]

De acordo com a "hipótese de recuperação com esforço", "para a memória, é melhor recuperar uma informação com algum nível de dificuldade, do que recordar facilmente uma informação". Por exemplo, Pyc e Rawson mostraram que testar repetidamente é mais benéfico para a aprendizagem se os intervalos entre as repetições são mais longas e cada teste é mais difícil do que quando os intervalos são mais curtos e os testes são mais fáceis[14]. Esse achado está  relacionado à teoria de que certas condições que fazem a aprendizagem ser com mais esforço, ou seja, que as "dificuldades desejadas" são benéficas.[9]

Aplicações[editar | editar código-fonte]

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Para uma versão de possíveis aplicações e para saber mais sobre efeito do teste, ver o material em português (Ekuni e Pompéia, 2015)[15].

Ver vídeo do Youtube: Efeito do Teste: Testar é bom?

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Referências

  1. a b Roediger, Henry L.; Jeffrey D. (1 de março de 2006). «Test-Enhanced Learning Taking Memory Tests Improves Long-Term Retention». Psychological Science (em inglês). 17 (3): 249-255. ISSN 0956-7976. PMID 16507066. doi:10.1111/j.1467-9280.2006.01693.x 
  2. «Download the Guide». Retrieval Practice: A Powerful Strategy to Improve Learning. Consultado em 14 de dezembro de 2016. 
  3. Roediger, Henry L.; Andrew C. (1 de janeiro de 2011). «The critical role of retrieval practice in long-term retention». Trends in Cognitive Sciences (em English). 15 (1): 20-27. ISSN 1364-6613. PMID 20951630. doi:10.1016/j.tics.2010.09.003 
  4. Dunlosky, John; Katherine A. (1 de janeiro de 2013). «Improving Students' Learning With Effective Learning Techniques Promising Directions From Cognitive and Educational Psychology». Psychological Science in the Public Interest (em inglês). 14 (1): 4-58. ISSN 1529-1006. PMID 26173288. doi:10.1177/1529100612453266 
  5. Recitation as a factor in memorizing. [S.l.]: New York, The Science press. 1917  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)
  6. Carrier, M.; H. (1 de novembro de 1992). «The influence of retrieval on retention». Memory & Cognition. 20 (6): 633-642. ISSN 0090-502X. PMID 1435266 
  7. a b Kornell, Nate; Robert A. (1 de agosto de 2011). «Why tests appear to prevent forgetting: A distribution-based bifurcation model». Journal of Memory and Language. 65 (2): 85-97. doi:10.1016/j.jml.2011.04.002 
  8. a b Broek, Gesa S. E. van den; Eliane (3 de outubro de 2014). «Do testing effects change over time? Insights from immediate and delayed retrieval speed». Memory. 22 (7): 803-812. ISSN 0965-8211. PMID 23998337. doi:10.1080/09658211.2013.831455 
  9. a b A new theory of disuse and an old theory of stimulus fluctuation. [S.l.: s.n.] 1992  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)
  10. Kornell, N.; et al. «Retrieval Attempts Enhance Learning, but Retrieval Success (Versus Failure) Does Not Matter» (PDF). Journal of Experimental Psychology: Learning, Memory, and Cognition. doi:10.1037/a0037850  line feed character character in |titulo= at position 59 (ajuda)
  11. Roediger, Henry L.; Jeffrey D. (1 de março de 2006). «Test-Enhanced Learning Taking Memory Tests Improves Long-Term Retention». Psychological Science (em inglês). 17 (3): 249-255. ISSN 0956-7976. PMID 16507066. doi:10.1111/j.1467-9280.2006.01693.x 
  12. Toppino, Thomas C.; Michael S. (1 de janeiro de 2009). «The Testing Effect and the Retention Interval». Experimental Psychology. 56 (4): 252-257. ISSN 1618-3169. doi:10.1027/1618-3169.56.4.252 
  13. Halamish, Vered; Bjork, Robert A. «When does testing enhance retention? A distribution-based interpretation of retrieval as a memory modifier». Journal of Experimental Psychology: Learning, Memory, and Cognition. doi:10.1037/a0023219 
  14. Pyc, Mary A.; Katherine A. (1 de maio de 2009). «Testing the retrieval effort hypothesis: Does greater difficulty correctly recalling information lead to higher levels of memory?». Journal of Memory and Language. 60 (4): 437-447. doi:10.1016/j.jml.2009.01.004 
  15. Ekuni, Roberta; Pompéia, Sabine (2015). [www.cacadoresdeneuromitos.com Prova é perda de tempo?] Verifique valor |url= (ajuda). [S.l.]: Memnon. ISBN 978-85-7954-084-4