Festa da Bugiada

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A Festa da Bugiada é uma manifestação popular tradicional que se realiza anualmente, no dia 24 de junho, sob a invocação de São João, na vila de Sobrado, município de Valongo. É uma tradição antiquíssima, que se desenrola sob a forma de uma luta entre mouros e cristãos, designados localmente por Mourisqueiros e Bugios, respectivamente.

A Festa da Bugiada tem por detrás uma lenda transmitida oralmente de geração em geração, que remontaria ao tempo em que os muçulmanos ocuparam boa parte da Península Ibérica. Essa lenda dá conta da disputa de uma imagem milagrosa de São João, detida pelos bugios, a que os mourisqueiros pretenderiam também recorrer para salvar a filha do seu rei.

Esta manifestação desenrola-se sob a forma de danças. Os bugios, sob a condução do Velho da Bugiada, vão mascarados, vestidos de roupas garridas, levam penachos de fitas na cabeça, guizos por todo o corpo e castanholas nas mãos. São, habitualmente, em número de várias centenas, de todas as idades, e fazem uma enorme algazarra. São o lado folião e telúrico da festa. Os mourisqueiros são comandados pelo Reimoeiro. São rapazes solteiros, em número de algumas dezenas. Usam um fato colorido e listado, na cabeça levam uma barretina cilíndrica, ladeada de espelhos e encimada de plumas, usam polainas e, na mão direita, transportam uma espada. São o lado organizado, apolíneo, militar, da festa.

Depois das danças, que têm início pela manhã, a "Festa da Bugiada" atinge o seu clímax ao fim da tarde, quando cada uma das formações sobe ao respectivo castelo e tem início a guerra, acompanhada, em simultâneo, de trocas de "embaixadas" e de "negociações diplomáticas". Não havendo acordo, os mourisqueiros atacam o castelo bugio e levam o seu Velho preso. Quando tudo parece terminado, os bugios recorrem a uma gigantesca serpe, aparecem de rompante aos mourisqueiros, libertam o seu chefe e cada formação vai fazer a respectiva dança final em seu sítio.

A Bugiada não é, porém, constituída apenas pelo que se passa em torno da tensão entre bugios e mourisqueiros. De facto, há três outros tipos de manifestações populares tradicionais que se entremeiam nesta festa. Uma delas é o conjunto de cenas de crítica da vida local e nacional, típicas da época carnavalesca. Outra é o ritual da lavra da praça, em que as operações de lavrar, gradar e semear são feitas na sua ordem inversa. Finalmente, a mais espectacular é a chamada Dança do Cego ou Sapateirada - uma cena curiosíssima de teatro popular, em que se evoca a perturbação causada numa comunidade local pela chegada de um cego que viaja de terra em terra, guiado pelo seu moço.

A festa mobiliza boa parte dos habitantes desta populosa freguesia do Grande Porto.

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