Cerveja Pilsen

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exemplo clássico de cerveja Pilsen. A Pilsner Urquell

Pilsen é um tipo de cerveja lager[1] da Segunda Revolução Industrial, com o avanço da microbiologia e da eletricidade refrigerando os equipamentos das fábricas e das casas dos consumidores.[2] É originária da cidade de Pilsen (hoje) Plzeň, na Boêmia[3] (atual República Checa)[4] por volta de 1840.[1] [5] É fabricada a partir de malte tipo Pilsen, lúpulo Saaz e água de baixa dureza, fermentados por levedo de baixa fermentação[6] .

Possui aroma rico e complexo do malte com um toque floral proveniente do lúpulo, sabor complexo do malte combinado com um amargor sutil do lúpulo,de baixo teor alcoólico (4~5%).[7] É transparente e amarela, beirando o dourado, mas sua espuma é opaca e branca devido ao espalhamento da luz no espaço entre a bebida e as bolhas de ar.[8] Exemplos comerciais são a Pilsner Urquel, Budweiser Budvar, Eisenbahn Pilsen, Abadessa Slava Pils e Bamberg Pilsen.[9]

O estilo Pilsen é muitas vezes utilizado nos rótulos de cervejas Standard American Lager, mas diferenciam-se dessas por não utilizar adjuntos (arroz e milho) e por utilizar exclusivamente lúpulo do tipo Saaz, gerando uma cerveja com aroma mais rico e complexo.[7]


História[editar | editar código-fonte]

A cidade de Pilsen, na república Checa começou a produzir cerveja em 1295, mas até meados dos anos 1840, a maioria das cervejas da Boêmia eram de alta fermentação. O sabor e padrões de qualidade, variavam muito, e em 1838 ocorreu um episódio em que os consumidores despejaram barris inteiros de cerveja na praça da cidade para mostrar sua insatisfação.[10] Asim, motivados por este evento, o governo da cidade funda uma fábrica de cerveja em 1839 chamada Mestansky pivovar Plzeň (em Alemão: Bürger-Brauerei, em Português: Cervejaria do Povo - agora Pilsner Urquell), que era voltada para fazer cerveja no estilo bávaro.[11]

A cervejaria de Pilsen recrutou o cervejeiro bávaron Josef Groll (1813-1887) que, utilizando técnicas e maltes novos, apresentou o seu primeiro lote de Pilsner em 5 de Outubro de 1842. A combinação de um malte preparado por uma tecnologia Inglesa, com a água incrivelmente suave de Pilsen , com os nobres lúpulo Saaz locais e com o estilo bávaro de lagering produziu uma cerveja clara, dourada, que foi considerado como uma sensação à época. O surgimento simultâneo da eficiente forma de fabricação de vidro na Europa permitiu que a população em geral pudesse comprar copos de vidro pela primeira vez. Estes itens de luxo (à época) apresentou a visualmente agradável clareza dourada do estilo recentemente inventado, influenciando ainda mais rápida divulgação da pilsner.

Cervejaria Pilsner Urquell

Referências

  1. a b «Cerveja: panorama do mercado, produção artesanal, e avaliação de aceitação e preferência» (PDF). Universidade Federal de Santa Catarina. 06 de agosto de 2012. Consultado em 7 de dezembro de 2014. 
  2. «Fazer Cerveja e Fazer Distribuição Linux: uma ode à diversidade» (PDF). Universidade Federal de Minas Gerais. 2013. Consultado em 6 de dezembro de 2014. 
  3. «Análise do perfil de compra do consumidor de cerveja Pilsen branca» (PDF). Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Consultado em 6 de dezembro de 2014. 
  4. «Bares Governador Valadares, Minas Gerais». Artigos Informativos. Consultado em 7 de dezembro de 2014. 
  5. «Análise físico-química de cervejas tipo pilsen comercializadas em Campina Grande na Paraíba» (PDF). Universidade Estadual da Paraíba. 27 de junho de 2014. Consultado em 6 de dezembro de 2014. 
  6. (PDF). Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro. 2013 http://www.ifrj.edu.br/sites/default/files/webfm/proppi/Rafaela.pdf. Consultado em 7 de dezembro de 2014.  Falta o |titulo= (Ajuda)
  7. a b 2008 BJCP Style Guidelines [S.l.: s.n.] 
  8. «A PLASTICIDADE DOS AMORFOS: FAZENDO PIGMENTOS BRANCOS COM FOSFATO DE ALUMÍNIO» (PDF). SciELO. 26 de março de 2007. Consultado em 6 de dezembro de 2014. 
  9. «As cervejas comerciais são pilsen, afinal? | Homini lupulo». www.hominilupulo.com.br. Consultado em 2015-10-23. 
  10. Oliver, Garrett (2011). Editor Oxford University Press [S.l.] p. 960. ISBN 978-0195367133. 
  11. «Plzeňský Prazdroj, a. s.». www.prazdroj.cz. Consultado em 17 October 2009.