REN

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REN
Ren logo.gif
Razão social Redes Energéticas Nacionais, SGPS, S.A.
Empresa de capital aberto
Cotação Euronext Lisboa: REN
Indústria Energia
Gênero Sociedade anónima
Fundação Agosto de 1994
Sede Lisboa, Flag of Portugal.svg Portugal
Pessoas-chave Rodrigo Costa (Chairman e CEO)
Empregados 605
Produtos Electricidade e Gás natural
Lucro 100,2 milhões de euros (2016)
Website oficial Site REN

A REN - Redes Energéticas Nacionais, SGPS, S.A. é uma empresa portuguesa de transporte de eletricidade e gás natural. É responsável pela gestão global do Sistema Elétrico Nacional e do Sistema Nacional de Gás Natural. A sua missão é garantir o fornecimento de eletricidade e gás natural sem interrupções, ao menor custo, com qualidade e segurança. Procura ainda assegurar o equilíbrio entre todos os intervenientes no mercado energético, incluindo geração, distribuição e consumidores.

Foi criada em agosto de 1994 na sequência da cisão da Eletricidade de Portugal, S.A. (EDP), de que já fazia parte como Direção Operacional da Rede Elétrica (DORE). Contudo, a sua história, remonta a 1947, ano em que foi fundada a CNE - Companhia Nacional de Eletricidade, S.A.R.L., empresa pioneira no transporte de energia elétrica em Portugal e, portanto, a sua antecessora original.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Em Novembro de 2000, a REN saiu do Grupo EDP. O prosseguimento do processo de privatização desse Grupo, em 2000, e a liberalização do mercado energético europeu, que, conforme orientação da directiva 96/92/CE de 19 de Dezembro de 1996, veio impor a separação jurídica entre as empresas responsáveis pela gestão da rede de transporte e as que desenvolvem actividades de produção e distribuição de electricidade, tornaram inaceitável a manutenção do modelo existente (gestão das 3 actividades no seio da mesma empresa), por se entender que poderia gerar potenciais conflitos de interesse, indesejáveis num mercado que se pretende aberto e transparente.

Nessa linha o Governo, através do Decreto-Lei 198/2000 de 24 de Agosto, procedeu à autonomização da REN, numa opção nítida de reestruturação do Sistema Eléctrico Nacional (SEN), consolidando, assim, a posição da concessionária da rede como entidade independente dos restantes operadores.[2]

No intuito de acrescentar valor aos seus accionistas e seguindo uma estratégia de diversificação e de rentabilização da sua rede privada de telecomunicações, a REN criou, em finais de 2001, a Rentelecom - Comunicações S.A., sua primeira empresa subsidiária.

Em 2003, no âmbito da liberalização do mercado de electricidade, a REN constitui, a 16 de Junho, a segunda empresa subsidiária, o OMIP - Operador do Mercado Ibérico de Energia (Pólo Português), S.A., que tem por missão gerir o mercado de Energia eléctrica a prazo em articulação com o OMEL - Operador del Mercado Ibérico de Energia (Polo Español), S.A. encarregue de gerir os mercados diário e intra diário. De forma a permitir a fusão destes dois pólos e assim constituir o Mercado Ibérico de Electricidade (MIBEL), previsto para 2006,[3] o OMIP, constituído inicialmente com capital da REN, irá sofrer ajustamentos graduais na sua estrutura accionista. O primeiro passo nesse sentido foi dado, ainda em 2003, com a troca de participações em 10% entre ambos os operadores.

Ainda em 2003, a 31 de Dezembro, no âmbito da reorganização do sector energético em Portugal, a REN adquiriu 18,3% do capital social da Galp Energia, tendo-se provido até ao final de 2006 a aquisição de activos de transporte de gás em alta pressão pela REN. A REN, por essa altura, já tinha adquirido a maioria dos activos da Transgás, uma holding da Gás de Portugal (detida pela Galp Energia). Passa então a designar-se REN-Redes Energéticas Nacionais.

A 3 de Novembro de 2011, o XIX Governo Constitucional de Portugal aprovou a 2ª fase do processo de reprivatização do capital social da REN.[4] Este processo finalizou-se a 2 de Fevereiro de 2012 com a entrada da State Grid e da Oman Oil no capital da empresa. A 24 de Abril de 2014 foi decidida a venda pela Parpública e pela Caixa geral de Depósitos de até 11% da REN, o que culminou com a saída de ambas da estrutura accionista de referência da empresa a 16 de Junho de 2014.

Estrutura accionista[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Brochura da REN - Rede Eléctrica Nacional, S.A., Uma empresa ao Serviço do País, 7ª Edição em Março de 2006
  2. Decreto-Lei 198/2000
  3. Site OMIP
  4. «Decreto-Lei n.º 106-B/2011 de 3 de Novembro» (PDF). Diário da República. 3 de Novembro de 2011 
  5. «REN - Estrutura Accionista». www.ren.pt. Consultado em 20 de abril de 2017. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]