Reino de Sitawaka

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O reino de Sitawaka (ou Ceitaabaca) foi um estado soberano existente no território do atual Sri Lanka.[1] surgiu quando os três filhos do rei Vijaya Bahu VII se revoltaram contra o seu próprio pai e o mataram, dividindo o reino de Kotte entre si. O reino de Cota foi para o filho mais velho Buvanekabahu VII, o reino de Ceitaabaca para o rei Mayadunne e o reino de Raigama para Raigam Bandara. O reino de Sitawaka centrava-se na cidade do mesmo nome, que é hoje Avissawella, cobrindo uma pequena área que incluia Rwanwella, Yatiyanthota, Hanwella, Padukka, Ehaliyagoda, Kuruwita e Rathnapura.

Eventualmente, após a morte de Raigam Bandara em 1565, o reino de Raigama foi tomado igualmente pelo rei Mayadunne de Ceitaabaca. Em 1581, o reino de Candae, o qual era o maior da ilha do Ceilão na altura, caiu no poder da coroa de Ceitaabaca, após os seus governantes terem sido derrotados pelo rei Rajasimha I que precedeu Mayadunne como rei de Ceitaabaca.

Apesar de ter sido um reino de curta duraçao, Sitawaka foi a parte mais importante da ilha durante o séc.XVI para a monarquia cingalesa. Sobreviveu durante apenas 73 anos, mas ficou marcada na história mundial ao ter realizado uma das maiores derrotas que uma nação europeia alguma vez sofreu na Ásia. Este incidente aconteceu em 1561 quando as forças portuguesas estavam totalmente destruídas e derrotadas pelo rei de Ceitaabaca em Mulleriyawa, junto a Colombo ao longo das margens do rio Kelani. Conta-se que a água nos arrozais junto a Mulleriyawa ficaram vermelhos com o sangue dos soldados portugueses no final da batalha. Esta batalha é famosamente conhecida como a Mulleriyawa Satana (a Batalha de Mulleriyawa). Mais de 1600 portugueses e várias centenas de outros soldados locais que lutaram pelo lado português foram mortos na dita batalha de Mulleriyawa.

O reino de Ceitaabaca floresceu como o mais forte e maior da ilha, limitando o poder português apenas ao Forte de Colombo e a uma estreita faixa de costa entre Negombo e Galle. O poder do reino viria a terminar em 1594, com a trágica morte do seu maior rei, Rajasimha I após um espinho de bambu venenoso ter atingido a sua perna quando regressava de Candea após dominar uma revolta na zona. Após a sua morte, da qual não resultaram sucessores, vários reclamaram o trono mas no fim, a maior parte do reino foi tomada pelo monarca de Candea e a cidade de Ceitaabaca foi saqueada por ambos os candeanos e os portugueses.

Apesar de ser pequeno em território e economicamente mais empobreciso que todos os outros reinos, o reino de Ceitaabaca tornou-se o mais poderoso na ilha no período em que as potências europeias se expandiam para o interior da ilha com as suas armas superiores e pólvora.

Referências