Tridacna gigas

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Giant clam or Tridacna gigas.jpg

Estado de conservação
Status iucn3.1 VU pt.svg
Vulnerável
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Bivalvia
Ordem: Veneroida
Família: Tridacnidae
Género: Tridacna
Espécie: T. gigas
Nome binomial
Tridacna gigas
(Linnaeus, 1758)

Predefinição:Características

As ostras-gigantes (Tridacna gigas) são os maiores moluscos e bivalves existentes em toda a terra podendo chegar a ter 1,2 m de comprimento e pesar mais de 200 kg. São encontradas nas águas quentes dos Oceanos Índico e Pacífico (zona sul), como por exemplo no Grande Recife de Coral na Austrália. Conseguem viver mais de 100 anos, e todas as ostras possuem colorações únicas sendo possível distinguir cada indivíduo.

Esta espécie tinha em tempos uma reputação de conseguir alimentar-se de pessoas, sendo um terrível predador. Hoje em dia sabe-se que a espécie não é perigosa, nem agressiva; e que apenas fecha a sua concha numa ação defensiva, se bem que é capaz de se agarrar e prender alguma coisa. Aliás as ostras-gigantes, as de maiores dimensões, nunca conseguem fechar a sua concha totalmente. Os músculos responsáveis pelo fecho da concha movem-se também demasiado devagar para apanhar um nadador de surpresa.

Estes músculos são considerados uma delícia no mundo da culinária. Mas a captura excessiva desta espécie de forma a obter-se alimento, as conchas e exemplares para aquários tornou-a “vulnerável” à extinção.

Predefinição:Alimentação

As ostras-gigantes alimentam-se dos açúcares e proteínas produzidas pelos biliões de algas celulares que habitam os seus tecidos. Esta simbiose é benéfica para estas algas, pois encontram-se protegidas e com acesso a luz solar, durante o dia, quando as ostras abrem as suas conchas para as algas conseguirem realizar a sua fotossíntese.

Também costuma filtrar água e alimentar-se do plâncton que passa, sendo considerada então uma espécie carnívora.

Predefinição:Reprodução

São hermafroditas e reproduzem-se sexuadamente (produzem tanto esperma como oócitos, mas não realizam auto-fertilização). Desta forma conseguem-se reproduzir com qualquer membro da sua espécie. Elas libertam o esperma e oócitos para o mar, para serem capturados por outras ostras e ocorrer então a fertilização. Depois as ostras libertam os seus óvulos na água, que irão chocar e originar larvas.

Estas larvas passam o período inicial das suas vidas a formar a sua concha e à procura de um locar onde se possa agarrar e ficar lá para o resto da sua vida (assim a ostra-gigante é apenas móvel na sua fase larvar e quando forma uma concha completa e torna-se juvenil, com cerca de 20 cm de diâmetro, acaba por tornar-se imóvel, ficando no habitat onde decidiu instalar-se).

Referências

http://www.fciencias.com/2013/10/18/ostra-gigante-animal-em-desta

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