Bewitched

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Bewitched
Casei com uma Feiticeira (PT)
A Feiticeira (BR)
Bewitched.jpg
Logotipo da série
Informação geral
Formato Sitcom
Gênero Comédia
Criador(es) Sol Saks
País de origem  Estados Unidos
Idioma original inglês
Produção
Produtor(es) Danny Arnold's Entertainment, Inc. and An Ashmont Production
Produtor(es) associado(s) Screen Gems
(Sony Pictures Television)
Distribuída por Sony Pictures Television
Elenco Elizabeth Montgomery
Dick York
Dick Sargent
Agnes Moorehead
David White
Erin Murphy
Exibição
Emissora de televisão original Estados Unidos ABC
Portugal RTP
Brasil TV Paulista, Rede Excelsior, Rede Globo, Rede Bandeirantes, Rede Record, RedeTV!, Rede 21, Rede Brasil de Televisão, Nickelodeon, TCM, Warner Channel, Canal Viva
Formato de exibição 35 mm
Preto & Branco (Primeira Temporada e Segunda Temporada)
Cor(Terceira a Oitava Temporada)
Transmissão original 17 de setembro de 1964 – 25 de março de 1972
N.º de temporadas 8
N.º de episódios 254

Bewitched (A Feiticeira BRA ou Casei com uma Feiticeira POR) é uma série de televisão americana transmitida de 1964 a 1972 pela rede de televisão norte-americana ABC. Sucesso internacional em dezenas de países onde foi exibida, foi criada por Sol Saks e estrelada por Elizabeth Montgomery, Agnes Moorehead, Dick York (1964–1969) e Dick Sargent (1969-1972).

O enredo da série é sobre uma feiticeira que se casa com um homem mortal comum e promete levar a vida de uma típica dona de casa suburbana americana. Com grande popularidade nos Estados Unidos, a série se tornou a segunda atração mais vista no país em seu ano de estreia e a mais longa série televisiva com temática sobrenatural durante os anos 60 e 70. Ao longo de suas oito temporadas, a série foi indicada aos prêmios mais respeitados da TV. Entre eles 4 Globos de Ouro e 22 Prêmios Emmy. Sendo que o momento mais memorável foi quando a atriz Marion Lorne ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante em comédia pela performance de Tia Clara. Lorne faleceu 10 dias antes da cerimônia e Elizabeth Montgomery recebeu o prêmio em nome da atriz. A Feiticeira continua a ser exibida em todo o mundo através de reprises e distribuição da série original.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

"Samantha" e "James" seriam um típico casal americano se não houvesse um detalhe inusitado: Samantha tem o poder de fazer mágica com uma simples torcidinha do nariz. E o marido James, um publicitário atrapalhado, também tem características incomuns, apesar de não ter nenhum poder excepcional. Quando descobre os dons da jovem esposa prefere ignorá-los, sem jamais contar com eles na solução dos seus problemas. Ele segue trabalhando duro, levando bronca do chefe, sem pedir ajuda a sua bruxinha particular. Já Samantha, fiel a sua origem, está sempre tentada a usar todos os seus poderes, para facilitar a vida do casal.

Mas o amor fala mais alto e para não desagradar ao marido a feiticeira vive driblando sua natureza de bruxa. O resultado desse conflito permanente é uma sucessão de situações complicadas, surpreendentes e muito divertidas.

James se irrita com as magias da mulher e principalmente com as interferências de "Endora", que além de sogra é uma terrível bruxa, sempre importunando a vida do casal. Eles tem dois filhos, a esperta bruxinha "Tabatha", que segue os passos da mãe na magia e "Adam", o filho mortal. A vida do casal é compartilhada com outros personagens encantadores, como a "Tia Clara", a esquecida babá das crianças, "Esmeralda", "Gladys Kravitz", a vizinha bisbilhoteira e "Abner", seu marido distraído, "Serena", a prima biruta de Samantha, "Larry Tate", o chefe de poucos escrúpulos de James e "Arthur"; o tio palhaço de Samantha.[1]

Elenco[editar | editar código-fonte]

O trio protagonista em 1964
Elizabeth Montgomery no papel de Serena (1968), a prima amalucada de Samantha
Samantha ao lado do hilário Tio Arthur em 1968, um dos mais famosos personagens da série

Mudanças no elenco[editar | editar código-fonte]

Dick Sargent, Elizabeth Montgomery, Erin Murphy e David Lawrence durante o final da temporada (1971–1972)
Marion Lorne interpretava Tia Clara

A primeira grande alteração no elenco ocorreu com a morte de Alice Pearce, que interpretava Gladys Kravitz. A atriz faleceu vítima de câncer, em 3 de março de 1966. Ao longo da segunda temporada a atriz estava visivelmente debilitada. Sua última participação foi no episódio de número 62, "Baby's First Paragraph" (Precocidade Encantadora). Foi substituída por Sandra Gould a partir da terceira temporada. Também ao final da segunda temporada a atriz Irene Vernon, que interpretava Louise Tate, deixou o elenco em razão do descontentamento com seu papel e foi substituída pela atriz Kasey Rogers. A morte da atriz Marion Lorne, em 9 de maio de 1968, também mudou os rumos da série. Sua última participação foi na quarta temporada, no episódio de número 137, "Samantha's Secret Saucer" (Gente do Outro Mundo). Em seu lugar entrou Alice Ghostley, mas no papel de Tia Esmeralda, outra personagem, já que Tia Clara foi uma personagem marcante para o público e os produtores optaram por não continuar com a personagem sob interpretação de outra atriz.

A mudança mais emblemática no elenco ocorreu ao final da quinta temporada com o afastamento do ator Dick York, que contraiu sequelas e fortes dores após um acidente de carro em 1959. O uso dos medicamentos fez Dick York faltar constantemente às gravações da série, e quando o caso tornou-se mais sério foi necessário pensar num substituto. A partir da sexta temporada, em 1969, o personagem James Stephens passou a ser interpretado por Dick Sargent, causando estranhamento do público e o declínio gradativo de audiência da série até sua oitava e última temporada.[2]

Contexto Cultural[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 1964, a feminista Betty Friedan escreveu "Televisão e Mística Feminina" para o "TV Guide", em que ela criticou a forma como as mulheres eram retratadas na televisão. Ela resumiu sua representação como domésticas estúpidas, pouco atraentes e inseguras. O tempo delas estava dividido entre sonhar com amor e tramar vingança contra seus maridos. Samantha não foi retratada dessa maneira e Endora usou palavras parecidas com Friedan para criticar o entediante trabalho doméstico.[3] Outros analisaram o modo como a série “joga” e subverte uma rica carga de estereótipos e alusões culturais sobre bruxos, papéis de gênero, propaganda e consumismo.[4] No episódio da primeira temporada, "Eat at Mario's" (Feiticeira Bem Temperada), exibido em 27 de maio de 1965, Samantha e Endora cooperam no uso de sua feitiçaria para defender e promover um restaurante italiano de qualidade. Eles se deliciam com um papel ativo e agressivo no espaço público, abrindo novos caminhos na representação de mulheres na televisão.[5] A série usava de humor e comédia para questionar o papel da mulher na sociedade na década de 1960, em momento que o feminismo ganhava força nos Estados Unidos. A Feiticeira também tecia críticas sociais pertinentes, em um momento de grandes transformações sociais.

Episódios[editar | editar código-fonte]

Temporada Episódios Exibição Original nos EUA
Estreia de temporada Final de temporada
36 17 de setembro de 1964 3 de junho de 1965
38 16 de setembro de 1965 9 de junho de 1966
33 15 de setembro de 1966 4 de maio de 1967
33 7 de setembro de 1967 16 de maio de 1968
30 26 de setembro de 1968 4 de abril de 1969
30 18 de setembro de 1969 16 de abril de 1970
28 24 de setembro de 1970 22 de abril de 1971
26 15 de setembro de 1971 25 de março de 1972

As duas primeiras temporadas foram produzidas em preto e branco. A partir da terceira temporada, os episódios passaram a serem produzidos em cores. No final da década de 1990, os episódios da primeira e segunda temporada foram colorizados por computador.

Abertura[editar | editar código-fonte]

A abertura de A Feiticeira é uma animação produzida pelos estúdios Hanna-Barbera. [6]. A produtora detinha os direitos sobre a série para produzir um desenho animado, mas o projeto nunca foi adiante, apesar de Samantha e James Stephens terem participado de um episódio de Os Flintstones. [7] A abertura mostrava Samantha, caracterizada com roupa e chapéu de bruxa, sobrevoando com uma vassoura o céu estrelado e escrevendo o nome "Bewitched" em letras estilizadas. Após uma pequena mexidinha no nariz, ela surge na cozinha onde transforma-se em uma gata após ser beijada por James; depois de pular no colo de James retorna à forma humana, momento em que surge da panela no fogão uma enorme fumaça em que é creditado o nome de Agnes Moorehead como Endora. A segunda abertura, utilizada a partir da sexta temporada, credita o nome de Elizabeth Montgomery logo em seu início e altera a caricatura de James, tornando-a parecida com Dick Sargent, em razão da saída de Dick York. Também ocorreu alteração do jingle. Na fumaça onde antes era creditado somente o nome de Agnes Moorehead como Endora, também passam a ser creditados os nomes de David White como Larry Tate e dos produtores da série.

DVD[editar | editar código-fonte]

A partir de 2005, a Sony Pictures Home Entertainment lançou as oito temporadas de A Feiticeira em DVD, masterizado em alta definição, com a dublagem original de todas as temporadas, em português e espanhol, além do áudio original legendado, todos com áudio 2.0 Dolby Digital.

Exibição no Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, A Feiticeira estreou em 1965 pela TV Paulista. Em 1968, a série passou a ser veiculada pela TV Excelsior e logo depois passou para a TV Record. Na década de 1970, a TV Globo exibiu reprises da série na programação matutina. Com a massificação da TV a cores, as duas primeiras temporadas geralmente eram ignoradas pelas emissoras, assim como ocorreu nos Estados Unidos.

Em 1999, a recém-inaugurada RedeTV! passou a exibir a série às 20h30, juntamente com Jeannie é um Gênio. Em 2001, a emissora também passou a exibir as duas primeiras temporadas, colorizadas por computador e com dublagem original.[8] Em 2006, a RedeTV! novamente voltou a exibir a série, inicialmente às 14h, passando para às 18h e posteriormente às 20h40, até que em 2007 deixou de exibir definitivamente. Desde então, é exibida pela Rede Brasil de Televisão na TV Aberta.

Na TV por assinatura, a série foi exibida na década de 1990 pelo canal Warner Channel. Também foi exibida pela Nickelodeon, no bloco noturno Nick at Nite entre 2006 e 2010, e saiu do ar após reformulações na programação do canal. Estreou na programação do Canal Viva no dia 2 de julho de 2018, sendo exibida de segunda a sexta, às 09h30, 03h00 e 07h45, com os episódios disponibilizados no serviço de streaming do canal, o Viva Play, onde as temporadas ficam disponíveis antes da exibição da TV.[9][10]

Dublagem brasileira[editar | editar código-fonte]

No Brasil, A Feiticeira foi dublada nos estúdios de dublagem da AIC São Paulo [11], sendo a série mais longa que o estúdio dublou integralmente, em seus mais de 10 anos de existência. A dublagem original de todas as temporadas foi preservada, apesar de poder apresentar, eventualmente, problemas como falhas no áudio, efeitos sonoros e falas fora de sincronismo, enquanto que alguns episódios tiveram a dublagem original parcial ou totalmente perdida. O personagem Darrin teve o nome alterado, na dublagem em português, para James em razão da pronúncia mais fácil e comum. Devido à longevidade da série, alguns personagens tiveram o dublador modificado . A dubladora Nícia Soares deu voz à Samantha durante a primeira temporada e alguns episódios da segunda temporada. A partir da segunda temporada, Rita Cléos deu voz à personagem principal até o final da série. James foi dublado por Sérgio Galvão, depois Gervásio Marques e posteriormente Olney Cazarré até a quinta temporada. A partir da sexta temporada, em que o personagem James passa a ser interpretado por Dick Sargent, o dublador passou a ser Osmiro Campos. Ao longo da série, outros personagens também tiveram os dubladores modificados.


Referências

  1. «Nicknames». Bewitched @ Harpies Bizarre. Consultado em 25 de maio de 2009 [ligação inativa] 
  2. Revista Época. «Saiba mais sobre a série de TV A Feiticeira». Consultado em 18 de novembro de 2018 
  3. Metz (2007), p. 18-25
  4. «Samantha every witch way but lose». theage.com.au. Consultado em 18 de janeiro de 2015. Cópia arquivada em 15 de setembro de 2015 
  5. Metz (2007), p. 18-25
  6. Globo News. «Com clássica mexidinha de nariz, série 'A feiticeira' completa 50 anos». Consultado em 20 de novembro de 2018 
  7. Veja SP. «Quem era melhor: Jeannie ou A Feiticeira?». Consultado em 20 de novembro de 2018 
  8. InfanTV. «A Feiticeira». Consultado em 18 de novembro de 2018 
  9. Fábio Costa. «A magia de A Feiticeira, clássico para todas as idades, de volta no Viva». Consultado em 18 de novembro de 2018 
  10. Nilson Xavier. «Série feminista? "A Feiticeira" está de volta no canal Viva.». Consultado em 18 de novembro de 2018 
  11. Veja SP. «Quem era melhor: Jeannie ou A Feiticeira?». Consultado em 20 de novembro de 2018