Administração participativa

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A administração participativa (ou gestão participativa), é um modelo de gestão contemporâneo e atual no qual enfatiza as pessoas que fazem parte da organização. De acordo com [1]Maramaldo (1989, p, 60), a administração participativa é o conjunto harmônico de sistemas, condições organizacionais e comportamentos gerenciais que provocam e incentivam a participação de todos no processo de administrar. Vislumbrando através dessa participação o comprometimento com os resultados (eficiência, eficácia e qualidade), não deixando a organização apresentar desqualificação.

Buscando criar estruturas descentralizadas, a administração participativa prega que o relacionamento cooperativo se torna uma ferramenta essencial para superar conflitos internos nos processos produtivos, gerando mudanças nas relações de trabalho.

De acordo com Santos et al. (2001)[2], antes de se implantar a Gestão Participativa em uma empresa faz-se necessário alinhar três aspectos, sendo estes:

  • Sistemas (produção, comercialização, recursos humanos, administração e finanças, entre outros): havendo conflitos de estilos diferentes de gestão entre esses sistemas, o grau de dificuldade de implantar a gestão participativa em uma empresa aumenta;
  • Condições organizacionais: é necessário flexibilizar a estrutura organizacional com menor número de níveis hierárquicos além de normas mais adaptáveis;
  • Comportamentos gerenciais: o bom relacionamento da chefia com subordinados é o principal ponto da relação participativa, pois eles serão os mobilizadores das pessoas para que esse processo participativo aconteça. Sendo assim, a administração participativa enxerga a organização como um sistema, pois avalia a organização na sua totalidade sem fragmentá-la em setores.

Vantagens da administração participativa[editar | editar código-fonte]

A administração participativa por apresentar a participação e contribuição dos membros, substitui o fluxo unidirecional onde o gestor decide, planeja e manda, gerando diversas vantagens como:

  • Ideias diferentes sobre o mesmo assunto: o gestor tem a possibilidade de escolha diante da colaboração de todos, sendo cada um especialista na sua área de atuação, tendo visões e níveis de conhecimento diferentes, podem passar uma visão mais clara e técnica gerando alternativas e proporcionando mais facilidade para o alcance dos objetivos;
  • Conhecimento da empresa: pessoas que conhecem bem as organizações onde trabalham e conhecem bem a parte operacional da empresa, sua forças e fraquezas, possuem um saber de grande valia, e esse conhecimento deve ser considerado, pois as partes se somam e oferecem ao gestor a possibilidade de tomar a melhor decisão;
  • Comprometimento com os resultados: a administração participativa além de colaborar com o processo as pessoas se comprometem com os resultados, pois o trabalho por ser coletivo requer o empenho de todos, gerando aumento de motivação e sinergia das equipes;
  • Crescimento das pessoas: no processo participativo, uns aprendem com os outros. sendo, assim um crescimento coletivo, onde o trabalho é executado por profissionais em constante desenvolvimento.

Portanto, como evidencia Maximiano (1995)[3], a administração participativa faz parte de um modelo de gestão que potencializa as competências presentes nas pessoas que integram o quadro de funcionários dentro de uma organização (capital humano), alinhando os objetivos pessoais e organizacionais, gera uma maior produção e satisfação pela responsabilidade individual sobre a produção e o serviço que desempenham.

  1. MARAMALDO, Dirceu (1989). Estratégia para a competitividade. São Paulo: Produtivismo. p. 60 
  2. SANTOS, Antonio Raimundo dos (2001). Gestão do conhecimento: uma experiência para o sucesso empresarial/organizadores. Curitiba: Champagnat 
  3. MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru (1995). Além da Hierarquia – Como implantar estratégias participativas para administrar a empresa enxuta. São Paulo: Atlas 
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Ver também[editar | editar código-fonte]