Ancestral comum mais recente

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O ancestral comum mais recente (ACMR; em inglês Most recent common ancestor ou MRCA) de qualquer grupo de organismos é o indivíduo mais recente do qual todos os organismos no grupo descendem directamente. O termo é aplicado mais frequentemente em humanos.

O ACMR de um grupo de indivíduos pode por vezes ser determinado referindo um pedigree já estabelecido. Em geral, no entanto, é impossível identificar o ACMR específico de um grupo de indivíduos, mas muitas vezes é possível obter uma estimativa do tempo em que viveu o ACMR; tais estimativas podem ser obtidas com base em resultados de testes de ADN e em taxas de mutação estabelecidas, ou por referência a um modelo genealógico não-genético.

Estima-se que o ACMR de todos os seres humanos vivos actualmente tenha vivido há 3500 anos.[1] [2]

É um fato que a questão do ancestral comum mais recente de todos os seres vem intrigando não somente biólogos mas a maioria das pessoas. Com base nisso biólogos vêm utilizando sequências de DNA de organismos modernos para descobrir características do ACMR de todos os seres vivos – o “tronco” da árvore da vida, que seria um organismo que teria surgido na Terra a mais de 3,5 bilhões de anos. Nós teremos provas inequívocas se recuarmos no tempo de que todos os animais e as plantas são aparentados entre si e de que todos nós descendemos de um mesmo ser ancestral. Como alguns argumentos para sustentar este fato temos: a árvore da vida, os bilhões de elos de ligação entre as espécies, os embriões que seriam muito semelhantes entre si(num estado muito prematuro os embriões das diferentes espécies são extremamente semelhantes), o DNA que seria muito semelhante entre o homem e o chimpanzé, os órgãos parecidos entre o homem e os animais, e os órgãos vestigiais(órgãos que em alguns seres vivos encontram-se com tamanho reduzido e geralmente sem função, porém maiores em outros e exercendo uma função definitiva).

Vale destacar que com o tempo pode vir ocorrer a descoberta de um novo ACMR à um grupo de organismos e este vir a substituir o ACMR de antes, pois a ciência vem fazendo ultimamente várias descobertas. Como já era dito por Darwin e as suas teorias todos os organismos da Terra possuem ancestrais comuns que podem ser mais novos ou mais antigos. Exemplificando isso temos que o gato e o tigre, que são dois animais a ordem Felidae – dos felinos – possuem um ancestrais comuns mais recentes no tempo do que o sapo e o homem(sendo o primeiro um anfíbio e o segundo um primata) por exemplo. Isto quer dizer que o ancestral do gato e do tigre viveu em um passado mai próximo do que o ancestral entre anfíbios e os primatas. Como um bom exemplo temos o ancestral comum mais recente até no momento dos mamíferos placentários (o grupo mais diverso de animais do planeta que inclui os morcegos, baleias assim como nós humanos) sendo este caracterizado por ser um animal comedor de insetos que seria do tamanho de um pequeno rato. Tal história evolutiva teve seu início há 65 milhões de anos quando um grande evento de extinção( a queda de um asteróide na superfície da Terra) terminou com o domínio dos dinossauros sobre a Terra. Foi após seis anos de estudo de diversas características morfológicas e genéticas tanto de mamíferos viventes como de fósseis que uma equipe internacional de cientistas fez tal descoberta estando inclusive incluído nesta um cientista brasileiro, Marcelo Weksler. No decorrer do processo esses cientistas reuniram cerca de 4500 caracteristicas morfológicas.

Nós podemos identificar dois grupos irmãos na árvore da vida por exemplo identificando o ACMR entre eles . Como outro exemplo de ACMR seria o ancestral dos Répteis, aves e mamíferos que seria um animal próximo ao Hylonomus. Estes são vertebrados terrestres e são chamados coletivamente de amniotas por possuírem desenvolvimento embrionário que acontece sobre membranas fetais(amnio, cório e alantoide). Dentre as características herdadas por eles do ancestral encontra-se o aumento do investimento no cuidado das crias, respiração pulmonar avançada, fertilização interna, derivados queratinizados da pele, rins metanefros com ureter especifico, respiração pulmonar avançada e o papel decisivo dos ossos dérmicos na morfologia do crânio.

Referências

  1. Human populations are tightly interwoven : Nature News. Página visitada em 2013-05-15.
  2. Douglas L. T. Rohde, Steve Olson & Joseph T. Chang. (2004). "Modelling the recent common ancestry of all living humans : Nature". Nature 431: 562-566. DOI:10.1038/nature02842.

3.http://www.clickciencia.ufscar.br/portal/edicao15/materia2_detalhe.php 4.http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/02/ancestral-dos-mamiferos-foi-pequeno-animal-que-comia-insetos-diz-estudo.html5. 5.http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2013/02/08/brasileiro-e-coautor-de-estudo-que-revelou-o-ancestral-dos-mamiferos.htm

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