Apresentador de notícias

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Estúdio do Noticias Caracol ao iniciar seu respectivo noticiário em 1998, na imagem os apresentadores de notícias María Cristina Uribe e Isaac Nessim

O apresentador de notícias ou apresentador informativo, também conhecido como maestro, é o encarregado de transmitir as notícias pela televisão ou pelo rádio. Faz parte do processo informativo do programa. O apresentador é um jornalista que atua como intermediário entre a notícia e o telespectador, ajudando no sucesso do programa.[1]

Descrição geral[editar | editar código-fonte]

Os apresentadores de notícias ou informativos são expostos diante das câmeras para contar e descrever as notícias do dia manejando uma série de qualidades.

Além disso, o apresentador possui várias funções. Por um lado, destaca-se a função de personalização, uma vez que a informação na televisão e no rádio é transmitida por uma pessoa e, assim, confere credibilidade à notícia. Por outro lado, existe a função de dar continuidade, com a qual o apresentador tentará organize as informações para que o fio de comunicação não seja perdido.[2]

Além dessas funções, outro aspecto é a linguagem das notícias. Nestes programas, o apresentador deve transmitir as notícias usando linguagem verbal e não verbal. As palavras são misturadas aos gestos e sons do apresentador para entreter o espectador.

Em última instância, o apresentador deve transmitir a notícia de forma que não perca a credibilidade e o interesse do telespectador, seja pela televisão ou pelo rádio.[3]

Qualidades do apresentador[editar | editar código-fonte]

O papel de presentador não pode ser exercido por qualquer jornalista, por isso, para exercer essa função, o apresentador deve possuir uma série de qualidades.[4]

A credibilidade é a qualidade mais importante. Cabe ao apresentador fazer com que o espectador acredite na veracidade do que está sendo transmitido. Acreditar no apresentador significa confiar que o que o noticiário conta é completamente verdadeiro.[5] Armand Balsebre definiu o termo credibilidade como a confiança que um deposita no outro, da qual passamos a um ato de fé, ou seja, acreditamos no que o outro nos diz, acreditamos em suas palavras.[6]

O profissionalismo consiste em que o apresentador deve dar ao espectador a sensação de que ele não só sabe ler as notícias, mas também tenta entendê-las e buscar soluções em imprevistos ou aparições públicas. Outra qualidade é a imparcialidade, que entende que o apresentador deve ser neutro, objetivo e ter respeito pela verdade.

Personalidade e autoridade, que andam juntas, referem-se a quando o apresentador tem que ter personalidade própria e transmitir certa autoridade, humanizando a notícia. Essas qualidades se somam à experiência, pois ao longo dos anos o apresentador aprende com os erros cometidos.

Concentração e calma não podem ser negligenciadas. Elas ajudam a ler as notícias com clareza e da melhor maneira diante das câmeras. É por isso que a clareza é outra das qualidades. O uso de uma linguagem clara ajuda o espectador a entender bem o que está sendo dito.

Por fim, uma boa imagem e uma boa voz fecham o bloco de qualidades. As características físicas e o estilo do apresentador ajudam na criação de uma imagem para o programa, embora seja necessário evitar que o apresentador seja o foco das atenções em vez das notícias. Por sua vez, a voz deve ser agradável ao ouvido e também buscar a expressividade por meio da entonação, da vocalização, do ritmo e da atitude.[4]

Primeiros apresentadores dos Telediarios na Espanha[editar | editar código-fonte]

Nos primeiros anos da ditadura de Franco, um novo tipo de programa de televisão surgiu na Espanha. O Telediario tem lugar em 1957, que era dirigido por José de las Casas e Ángel Marrero. Este programa informativo foi apresentado por Jesús Álvarez, sendo este o primeiro apresentador de telejornais da Espanha.[7]

O programa era dirigido por um único condutor e ele se encarregava de memorizar os textos e, em seguida, recitá-los e apresentá-los diante das câmeras. O informante tentou não se identificar com os acontecimentos narrados, mas se concentrou em recitar a notícia. Como havia pouca tecnologia, o conteúdo dos noticiários muitas vezes dependia do conteúdo do NODO ou da Rádio Nacional.

A imagem do apresentador foi recriada com terno e gravata para homem, e com guarda-roupa sem braços, decotes ou ombros descobertos para mulher. Da mesma forma, o apresentador falava linguagem clara e concisa com uma média de 150 palavras por minuto.[8]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Coya, Hugo (1 de setembro de 2014). El periodista y la televisión: Los desafíos de la prensa en la era de la alta definición (em espanhol). [S.l.]: Fondo Editorial de la PUCP. ISBN 978-612-317-095-0. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  2. Díaz, Rafael (2006). «8». Periodismo en televisión. Entre el espectáculo y el testimonio de la realidad (em espanhol). [S.l.]: Bosch 
  3. Gimeno, Gemma; Peralta, Miquel (30 de março de 2016). El lenguaje de las noticias de televisión (em espanhol). [S.l.]: Editorial UOC. ISBN 978-84-9116-184-4. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  4. a b Teruel Centeno, Ana; Elena, Añaños (2016). Estereotipos de género en los presentadores de los informativos (em espanhol). [S.l.: s.n.] Consultado em 4 de setembro de 2020 
  5. Salgado Losada, Alejandro (2005). «El presentador de noticias: las cualidades necesarias para una comunicación eficaz» (em espanhol). Consultado em 4 de setembro de 2020 
  6. Salgado Losada, Alejandro (2007). «La credibilidad del presentador de programas informativos en televisión. Definición y cualidades constitutivas» (PDF). Servicio de Publicaciones de la Universidad de Navarra (em espanhol). Consultado em 4 de setembro de 2020 
  7. «Televisión Española cumple 50 años» (PDF). Cine y Tele (em espanhol). 2006. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  8. Martínez, Patricia Zamora; Gonzalo, Salomé Berrocal (16 de janeiro de 2020). «La figura del presentador de informativos: Un estudio durante el Régimen de Franco (1956–1975)». Estudios sobre el Mensaje Periodístico (em espanhol). 26 (1): 389–400. ISSN 1988-2696. doi:10.5209/esmp.67319. Consultado em 4 de setembro de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]