Armênios do Azerbaijão

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As fronteiras definitivas do conflito após o cessar-fogo de 1994 ser assinado. Forças armênias de Artsaque atualmente controlam quase 9% do território fora do Azerbaijão do antigo Oblast Autônomo de Nagorno-Karabakh. E forças azeris controlam Shahumian e as partes orientais de Martakert e Martuni.

Armênios do Azerbaijão são os armênios que viviam em grande número no Azerbaijão; de acordo com as estatísticas, cerca de 400.000 armênios viviam no Azerbaijão em 1989. [1][2] A maior parte dos armênios-azeris, porém, tiveram de fugir da república, assim como os azeris da Armênia, nos acontecimentos que levaram à Guerra do Nagorno-Karabakh, um resultado do conflito armênia-azeri em curso. As atrocidades contra a população armênia teriam ocorrido em Sumgait (Fevereiro de 1988), Ganja (Kirovabad, Novembro de 1988) e Baku (Janeiro de 1990). Atualmente a grande maioria dos armênios do Azerbaijão vivem em território controlado pela região dissidente da República de Artsaque (120.700 partir de 1999 segundo estatísticas oficiais azeris)[3][4] que declararam seu ato unilateral de independência em 1991 sob o nome de República do Nagorno-Karabakh (hoje República de Artsaque), mas não foi reconhecido por nenhum país, incluindo a Armênia. De acordo com as estimativa do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o número de armênios que vivem no território do Azerbaijão fora de Nagorno-Karabakh foi de cerca de 18.000-20.000 em 1993; no entanto, actualmente, o número real de armênios fora de Nagorno-Karabakh está em torno de 2.000-3.000[5], e quase exclusivamente composto por pessoas casadas com os azeris ou de ascendência mista armênia-azeri.[6] O número de armênios que não são provavelmente casados com azeris e não são de ascendência mista armênia-azeri são estimados em 645 (36 homens e 609 mulheres) e mais da metade (378 ou 59 por cento de armênios no Azerbaijão fora de Nagorno-Karabakh) vivem em Baku e o restante em áreas rurais. Eles tendem a ser idosos e doentes, e provavelmente não têm outros membros da família.[7][8] Os armênios no Azerbaijão estão em um risco grande, enquanto o conflito de Nagorno-Karabakh permanece instável [9][10][11][12][13] no Azerbaijão, o status dos armênios é precário.[14] As igrejas armênias permanecem fechadas, por causa da grande emigração de armênios e o medo de ataques azeris.[15]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Memorandum from the Lawyers Committee for Human Rights to John D. Evans, Resource Information Center, 13 June 1993.
  2. "Implementation of the Helsinki Accords: Human Rights and Democratization in the Newly Independent States of the former Soviet Union" (Washington, DC: U.S. Congress, Commission on Security and Cooperation in Europe, January 1993), p. 118.
  3. Demographic indicators: Population by ethnic groups
  4. Assessment for Armenians in Azerbaijan, Minorities At Risk Project
  5. Definitions of national identity, nationalism and ethnicity in post-Soviet Azerbaijan in the 1990s
  6. U.S. Department of Justice. Azerbaijan: The Status OF Armenians, Russians, Jews And Other Minorities. 1993
  7. Этнический состав Азербайджана (по переписи 1999 года) Predefinição:Ref-ru
  8. European Commission Against Racism and Intolerance (ECRI), Second Report on Azerbajan, CRI(2007)22, May 24, 2007
  9. University of Maryland Center for International Development and Conflict Management. Minorities at Risk: Assessment of Armenians in Azerbaijan, Online Report, 2004
  10. Razmik Panossian. The Armenians. Columbia University Press, 2006; p. 281
  11. Mario Apostolov. The Christian-Muslim Frontier. Routledge, 2004; p. 67
  12. Bureau of Democracy, Human Rights, and Labor. Country Reports on Human Rights Practices. 2001
  13. Barbara Larkin. International Religious Freedom (2000): Report to Congress by the Department of State. DIANE Publishing, 2001; p. 256
  14. Azerbaijan: The status of Armenians, Russians, Jews and other minorities, report, 1993, INS Resource Information Center, p. 10
  15. United States Department of State, Country Reports on Human Rights Practices for 1992 (Washington: U.S. Government Printing Office, February 1993), p. 708