Astronium fraxinifolium

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaGonçalo-alves
Astronium balansae.jpg
Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Sapindales
Família: Anacardiaceae
Género: Astronium
Espécie: A. fraxinifolium
Nome binomial
Astronium fraxinifolium
Schott

Gonçalo-alves (Astronium fraxinifolium) é uma árvore brasileira a família das Anacardiaceae.[1] Pode atingir altura entre 8 a 12m, com fuste reto e cilíndrico de 60 a 80 cm de diâmetro, possuindo folhas compostas.[2]

A madeira é considerada pesada, com densidade em torno de 1,09g/cm³ e de grande durabilidade, características que apreciadas para construções naval e civil.[3]

Nomes populares[editar | editar código-fonte]

Outros nomes populares são: chibatã, aratanha, aroeira-do-campo, batão, cubatã-vermelho, ubatã, guarabu, aroeira-vermelha, sete-cascas, gomável, jequira, pau-gonçalves.[2]

Características morfológicas[editar | editar código-fonte]

Altura: 8 a 12 metros. Tronco cilíndrico e reto de 60 a 80 centímetros de diâmetro. Folhas compostas com 7 a 11 folíolos pubescentes de 6 a 13 centímetros de comprimento por 4 a 5 centímetros de largura.[2]

Ocorrência[editar | editar código-fonte]

Ocorre na Amazônia, no Cerrado e na Mata Atlântica.[4]

Obtenção de sementes[editar | editar código-fonte]

A época recomendada para coleta de sementes é de Setembro a Novembro.[5] Os frutos devem ser colhidos diretamente da árvore quando iniciarem a queda espontânea. Toda a inflorescência deve ser cortada para evitar que os frutos se dispersem. Um quilograma de sementes contém cerca de 35.500 frutos. As sementes podem ser armazenadas no máximo por quatro meses.[2]

Semeadura[editar | editar código-fonte]

É indicado o plantio por semeadura direta ou por mudas, obtendo-se ótima germinação e sobrevivência. Os espaçamentos indicados em plantios mistos são 2x2m, 3x2m ou 3x3m.[4]

Usos[editar | editar código-fonte]

Madeira utilizada na construção civil, acabamentos internos, dormentes, corrimãos, balaústres, mancais, esteios, rodas hidráulicas, portas de fino acabamento, mourões, postes, esquadrias, cruzetas, estruturas, folhas faqueadas, vagões e carrocerias, móveis, lambris, peças torneadas, tacos e tábuas para assoalho, etc. O valor da madeira em pé (média 2014/2015) está entre R$136,67 a R$570,00 o m³. O tempo para o corte da madeira é de 30 a 40 anos.[4][2]

Árvore útil para o paisagismo.

Referências

  1. «Flora do Brasil 2020». floradobrasil.jbrj.gov.br. Consultado em 28 de março de 2021 
  2. a b c d e Lorenzi, Harri, 1949- (2008–2009). Árvores brasileiras : manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil 5a. ed. Nova Odessa, SP, Brasil: Instituto Plantarum de Estudos da Flora. OCLC 657270986 
  3. Abreu, K.M.; Araújo, F.G.; de Lima, E.L.; Daud, R.D. (16 de dezembro de 2016). «Mites (Arachnida, Acari) on Astronium fraxinifolium Schott (Anacardiaceae) from the Cerrado remnants associated with nickel mining areas». Acarologia (2): 223–232. ISSN 0044-586X. doi:10.1051/acarologia/20164151. Consultado em 28 de março de 2021 
  4. a b c FILHO; SARTORELLI, Eduardo Malta Campos; Paolo Alessandro Rodrigues (2015). Guia de árvores com valor econômico. São Paulo: Agroicone. p. 104 
  5. KUHLMANN, Marcelo (2018). Época de coleta de frutos e sementes nativos para recomposição ambiental no bioma Mata Atlântica. [S.l.]: Embrapa. 37 páginas 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]